Domitila K.

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Não sou isto nem aquilo. Nem uma coisa nem outra. Nenhum lugar é meu lugar. Ninguém é meu irmão. Ímpar. Esquerda. Noturna. Soturna. Avessa. E ainda assim, todo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Olho Mágico.

O palco vira espetáculo. O espectador vira espetáculo. Quem olha quem olha é o espectador de quem observa, através do olho mágico. O movimento através do olho mágico não chega ao espectador que observa o movimento de quem vê o movimento distorcido através do olho mágico.
São três os estágios; o de quem está lá, o de quem olha quem está lá, e o de quem olha quem olha quem está lá. E quem olha, olha o que? Os que olham quem está lá, percebem-nos como uma realidade pouco concreta, quase onírica. Os que olham quem olha quem está lá, não sabem em absoluto o que se passa, apenas observam os observadores observarem, como um desdobramento da caverna platônica. E o que será que observam eles?
Do outro lado, os que estão lá criam o fio que costura toda a relação, quer os observadores a conheçam, quer não. Mas ela está lá. Esta história está lá. eles estão lá. Ou não.
E foi só isso o que se viu.
Música. Voz.

1 estranhamentos:

  1. Nooossa. vizoo novo no blog!! qto tempo, cara mia..
    doido esse post, olho mágico... me lembrou uma viagem poética que tive em 2009, de mesmo nome.. reli no blog e achei uma viagem interessante, partindo do seu ponto de vista..
    psicodelia onírica pura!
    saudades, moça.. bjukas!

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Estranhe.

Antropofagia

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Tarsila do Amaral