O palco vira espetáculo. O espectador vira espetáculo. Quem olha quem olha é o espectador de quem observa, através do olho mágico. O movimento através do olho mágico não chega ao espectador que observa o movimento de quem vê o movimento distorcido através do olho mágico.
São três os estágios; o de quem está lá, o de quem olha quem está lá, e o de quem olha quem olha quem está lá. E quem olha, olha o que? Os que olham quem está lá, percebem-nos como uma realidade pouco concreta, quase onírica. Os que olham quem olha quem está lá, não sabem em absoluto o que se passa, apenas observam os observadores observarem, como um desdobramento da caverna platônica. E o que será que observam eles?
Do outro lado, os que estão lá criam o fio que costura toda a relação, quer os observadores a conheçam, quer não. Mas ela está lá. Esta história está lá. eles estão lá. Ou não.
E foi só isso o que se viu.
Música. Voz.
Domitila K.
- Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger
- Não sou isto nem aquilo. Nem uma coisa nem outra. Nenhum lugar é meu lugar. Ninguém é meu irmão. Ímpar. Esquerda. Noturna. Soturna. Avessa. E ainda assim, todo.
Nooossa. vizoo novo no blog!! qto tempo, cara mia..
ResponderExcluirdoido esse post, olho mágico... me lembrou uma viagem poética que tive em 2009, de mesmo nome.. reli no blog e achei uma viagem interessante, partindo do seu ponto de vista..
psicodelia onírica pura!
saudades, moça.. bjukas!