Domitila K.

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Não sou isto nem aquilo. Nem uma coisa nem outra. Nenhum lugar é meu lugar. Ninguém é meu irmão. Ímpar. Esquerda. Noturna. Soturna. Avessa. E ainda assim, todo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Shiva, Vishnu e Brahma, Nietzsche, Heidegger e Sartre.

A existência é perfeita. Nem mais nem menos. Não se deve questionar o que se lhe acontece, porque é a perfeição. A existência é perfeita e você está exatamente onde deveria estar nesse momento. O que lhe acontece é exatamente da forma como deveria. Todos os milhares de seres que atravessam seu caminho ao longo do dia, deveriam estar precisamente ali naquele momento, não antes, não depois, não em outro caminho, mas no seu, naquele instante único.
A unicidade é a precisão da existência. Porque só existe isso agora. E o que existe é minuciosamente programado para vir a ser, nesse único instante do existir. O existir não é linear. É apenas um ponto,o ponto do instante. Não existe antes nem depois, apenas isso, o instante que há, é onde eu existo. Eu não fui nem serei. Tampouco sou. Eu estou sendo. O momento do devir. E eu devenho a cada instante que é um só.
O que há é apenas o agora. O que foi e o que será não têm consistência. É vago, etéreo, onírico. O único real é o do momento presente. Se o que é não corresponde ao que você gostaria que fosse, não é a existência que erra, mas sim sua fantasia que não se adequa.
Porque temos a pachorra de criar uma linearidade que sequencia o existir para atender à necessidade de nossa consciência restrita de criar o mundo à sua imagem e semelhança.
Do contrário, é você que é parte do todo. E sua existência serve exatamente ao propósito da perfeição.
Viva o que quer que seja agora.
Aceite. E seja parte do eterno movimento do devir.

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