<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220</id><updated>2011-12-15T00:35:30.946-02:00</updated><title type='text'>Estrangeirismo</title><subtitle type='html'>Espanto. Estranhamento. Perplexidade. Estrangeirismo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>89</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5039146072123873856</id><published>2011-12-15T00:35:00.000-02:00</published><updated>2011-12-15T00:35:30.950-02:00</updated><title type='text'>Shiva, Vishnu e Brahma, Nietzsche, Heidegger e Sartre.</title><content type='html'>A existência é perfeita. Nem mais nem menos. Não se deve questionar o que se lhe acontece, porque é a perfeição. A existência é perfeita e você está exatamente onde deveria estar nesse momento. O que lhe acontece é exatamente da forma como deveria. Todos os milhares de seres que atravessam seu caminho ao longo do dia, deveriam estar precisamente ali naquele momento, não antes, não depois, não em outro caminho, mas no seu, naquele instante único.&lt;br /&gt;A unicidade é a precisão da existência. Porque só existe isso agora. E o que existe é minuciosamente programado para vir a ser, nesse único instante do existir. O existir não é linear. É apenas um ponto,o ponto do instante. Não existe antes nem depois, apenas isso, o instante que há, é onde eu existo. Eu não fui nem serei. Tampouco sou. Eu estou sendo. O momento do devir. E eu devenho a cada instante que é um só.&lt;br /&gt;O que há é apenas o agora. O que foi e o que será não têm consistência. É vago, etéreo, onírico. O único real é o do momento presente. Se o que é não corresponde ao que você gostaria que fosse, não é a existência que erra, mas sim sua fantasia que não se adequa.&lt;br /&gt;Porque temos a pachorra de criar uma linearidade que sequencia o existir para atender à necessidade de nossa consciência restrita de criar o mundo à sua imagem e semelhança.&lt;br /&gt;Do contrário, é você que é parte do todo. E sua existência serve exatamente ao propósito da perfeição.&lt;br /&gt;Viva o que quer que seja agora.&lt;br /&gt;Aceite. E seja parte do eterno movimento do devir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5039146072123873856?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5039146072123873856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/12/shiva-vishnu-e-brahma-nietzsche.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5039146072123873856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5039146072123873856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/12/shiva-vishnu-e-brahma-nietzsche.html' title='Shiva, Vishnu e Brahma, Nietzsche, Heidegger e Sartre.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-3423992179988616378</id><published>2011-11-25T01:41:00.001-02:00</published><updated>2011-11-25T01:47:56.674-02:00</updated><title type='text'>As canções que você dançou pra mim, ou Sobre a melhor cia de dança contemporânea do Brasil</title><content type='html'>Quando se assiste a um espetáculo idealizado e coreografado por Alex Neoral algumas peculiaridades são dignas de nota. Como com todo autor/criador, sua criatura tem características próprias de sua assinatura. Nos paridos de Alex, começamos notando que possui marcas características para quase todos os segmentos do corpo, cabeça, ombros, braços e pernas, além de um gingado propriamente seu.. Parelho a isso, Alex brinca com um jogo aritmético de pares, onde a fluidez é dada pela construção de uma mecânica do diálogo dos corpos, ao mesmo tempo em que estes corpos formam entre si uma continuidade tácita. Movimentos estanques ritmados e a brincadeira entre tempo e contra-tempo completam a base destes diálogos, e surgem disso múltiplas cenas simultâneas, num fluxo preciso que converge invariavelmente para uma fusão final de todos os elementos num todo orgânico.&lt;br /&gt;O tempero final do sabor da obra de Alex é a expressividade manifestada na execução da obra, solicitando de seus bailarinos mais que seus corpos; seus rostos, seus dentes, sua voz e suas paixões. Alex conhece tão bem os instrumentos que se entregam a ele que cria personagens inequívocos para cada um, regendo uma orquestração perfeitamente afinada.&lt;br /&gt;Obviamente cercado daquilo que acompanha o nível de sua criação, figurino, luz, trilha sonora, somam-se à ambrosia que inebria toda a audiência do primeiro ao último minuto.&lt;br /&gt;Ao final, só nos resta uma palavra:&lt;br /&gt;BRAVO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As canções que você dançou pra mim" está em cartaz no Espaço Sesc, em Copacabana, de 24/11 a 18/12 qui à sáb 21h dom 19h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Focus Cia de Dança é:&lt;br /&gt;Alex Neoral&lt;br /&gt;Carol Pires&lt;br /&gt;Clarice Silva&lt;br /&gt;Marcio Jahú&lt;br /&gt;Marisa Travassos&lt;br /&gt;Mônica Burity&lt;br /&gt;Rodrigo Werneck&lt;br /&gt;Thiago Sancho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-3423992179988616378?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/3423992179988616378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/11/as-cancoes-que-voce-dancou-pra-mim-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3423992179988616378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3423992179988616378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/11/as-cancoes-que-voce-dancou-pra-mim-ou.html' title='As canções que você dançou pra mim, ou Sobre a melhor cia de dança contemporânea do Brasil'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-2047604814510521676</id><published>2011-11-12T01:29:00.001-02:00</published><updated>2011-11-12T01:32:12.869-02:00</updated><title type='text'>Para que eu procure entender.</title><content type='html'>Sexta-feira, uma hora da manhã. Um dia sem trabalho. Sem compromissos formais. Um dia para dormir até quatro da tarde. O primeiro de um longo feriado emendado. Em casa. A despeito dos convites e do rock'n roll acontecendo lá fora. Pergunta-se, porquê em casa? É a idade. Não. É o desinteresse pelas situações mais que conhecidas. Estar na festa. A música. Todas aquelas pessoas tentando parecer felizes. Todas aquelas pessoas tentando parecer mais interessantes que as outras. Todas aquelas pessoas tentando parecer. E a certeza de que estar lá significa necessariamente vestir a surrada carapuça das situações como essa. Tentar parecer feliz e interessante. Relembrar todas as teorias dos livros de auto-ajuda que dizem sobre dar a chance ao destino de colocar as pessoas certas no seu caminho, e que por isso deve-se estar, aparecer, participar. Sorrir. Dançar. Essas músicas incríveis.&lt;br /&gt;Em casa sexta-feira à noite, começo de feriadão. Pelo grandissíssimo desinteresse no mesmo novo de sempre que se apresenta como possibilidade, se à festa fosse. Pelo cansaço de ter expectativas. O cansaço de ter expectativas frustradas. A opção por, ao invés, afundar-se em filosofias e reflexões sobre a vida e a morte e o trabalho de onde se sai, mas que não sai de si. Será a idade? Não. A transformação do desejo sobre o que viver, talvez. O desvio dos interesses, reencaminhamento de libido. Quem vem com a idade. Ou com a idade vem o resultado das experiências anteriores, que já sabe-se como são e que não espera que nada seja diferente do que já foi. Mais do mesmo. Talvez querer que isso que possa surgir como diferente, o faça de outra forma, que não essa conhecida, que não a expectativa que já se sabe frustrada.&lt;br /&gt;Ou mais ainda: talvez esperar por algo especificamente diferente que sabe-se, não estará lá. Nem tampouco em casa, sexta-feira à noite. Onde será, então? Percebe, aos poucos, a esperança da possibilidade deixando de haver em si. E perde o interesse de abrir possibilidades vazias. Que até poderiam não sê-lo desta vez, mas que não se acredita tentar.&lt;br /&gt;Parece pessimismo. Parece desânimo. Mas é apenas desinteresse generalizado significado em interesse específico. É apenas querer ir ao que interessa. O resto, é apenas o resto.&lt;br /&gt;Até a página dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-2047604814510521676?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/2047604814510521676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/11/para-que-eu-procure-entender.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2047604814510521676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2047604814510521676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/11/para-que-eu-procure-entender.html' title='Para que eu procure entender.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-1639324355470854463</id><published>2011-10-31T00:14:00.000-02:00</published><updated>2011-10-31T00:14:27.063-02:00</updated><title type='text'>Eu prefiro a madrugada.</title><content type='html'>Eu prefiro a madrugada. O silêncio. O distanciamento.&lt;br /&gt;Eu prefiro a madrugada, quando a maior parte não está aqui. Quando o tempo parece congelar. Quando só eu existo.&lt;br /&gt;Eu prefiro a madrugada, quando os pensamentos soam mais alto. Eu prefiro a madrugada, quando eu brilho no escuro.&lt;br /&gt;Eu prefiro a madrugada, onde todos os gatos são pardos. Onde eu posso me ouvir melhor.&lt;br /&gt;Eu prefiro a madrugada, porque não se precisa mentir nem inventar. Prefiro a madrugada porque é mais sincera. Prefiro as madrugadas insones, onde se sonha mais alto. Prefiro as madrugadas sóbrias, quando se vê mais ao longe.&lt;br /&gt;Eu prefiro a madrugada. Que é mais lenta. Que não nos atropela. Eu prefiro as madrugadas e seus ritmos sem pressa. O ritmo do agora.&lt;br /&gt;Prefiro lembrar o que me disse numa madrugada.&lt;br /&gt;Prefiro as madrugadas solitárias.&lt;br /&gt;E eu prefiro a madrugada com você aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-1639324355470854463?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/1639324355470854463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/10/eu-prefiro-madrugada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1639324355470854463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1639324355470854463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/10/eu-prefiro-madrugada.html' title='Eu prefiro a madrugada.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-4302250628205868427</id><published>2011-08-31T20:57:00.000-03:00</published><updated>2011-08-31T20:57:58.427-03:00</updated><title type='text'>Ao meu amor.</title><content type='html'>Em respeito ao meu amor, jamais deixarei de amá-lo - ou ao menos por hora. Porque meu amor não é descartável. Não é algo que mude ou se jogue fora, simplesmente junto com o objeto que se vai. Meu amor é muita coisa. É força, é profundidade, é aceleração. Ele se dá e preenche. E não é assim, porque o objeto se afasta, que, como poeira, vai ao vento deixar de ser amor. Ou espalhar-se. Ou mesmo polvilhar quintal alheio.&lt;br /&gt;Não, devo muito ao meu amor para achar que posso desvencilhar-me dele assim, súbito, de uma vez por todas. Ele é maior do que eu. Se se ama algo mesmo, não é porque este algo não está ao alcance que qualquer outra coisa pode substituí-lo... Lutar contra isso me parece inútil. E se outra coisa pudesse simplesmente entrar no lugar, então talvez não fosse amor. Pelo menos não o meu amor. Esse que é tamanho.&lt;br /&gt;A maioria já deve ter ouvido falar que o poetinha pensava que nada melhor para esquecer um grande amor do que um outro, novo grande amor. Talvez não seja bem isso. Talvez seja quase isso. Talvez seja que um belo dia, você consegue que seu amor ame pra outro lado, mas isso não é escolha sua. O amor é das poucas muitas coisas que o ser humano, apesar de todos os esforços empreendidos em sua história, nunca conseguiu mensurar, decifrar, compreender, descrever, analisar, personificar, compactar, envasar, dissecar. Coitado de quem patologiza o amor. Coitada de mim, que já o fiz! Mas meu amor é tão maior, que não se vinga! Ao invés, não me abandona. Poderia ele deixar-me, eu eu pensaria que nem existiu. E, ora, que tola teria sido, se nada disso tivesse sido amor.&lt;br /&gt;Mas, não. Cá está ele, ao meu lado, todas as horas. Meu amor está aí, e amo ao longe. Não amo porque algo é. Amo simplesmente por amar, porque o amor não tem critérios. O amor é um fim em si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-4302250628205868427?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/4302250628205868427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/08/ao-meu-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4302250628205868427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4302250628205868427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/08/ao-meu-amor.html' title='Ao meu amor.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-2190876408562511976</id><published>2011-07-13T21:42:00.003-03:00</published><updated>2011-07-13T21:46:51.715-03:00</updated><title type='text'>Ode à Vida.</title><content type='html'>Morte pra que te quero! E quero-te, a grande perda! O fim de tudo o que posso conceber como tudo. De todas as mortes nesta vida, és tu a única certa. Morro, logo sou. Há quem saiba o que tu guardas? O que tuas cortinas desvelam? Espero-te calma e serena sem pensar em ti, encontrando-te a cada esquina. Acompanha-me, pois que morro a cada dia. E a Vida, tua antagonista será? Ou serás tu apenas o resultado final daquilo que não sabemos a que viemos? Quero-te para mim e para todos aqueles que são meus, posto que o infinito é inominável angústia. Quero-te na hora em que me quiseres, nem um segundo a mais ou a menos. Quero-te farta, potente, absoluta, e não tua face negada, vestida de preconceitos.&lt;br /&gt;Se, Morte, tu és o desfecho da Vida, quero-te como esta, que me preenche por todos os poros na certeza de que existo. Existirei tão mais quando chegardes, e existirei até o último momento de existir, porque és tu que me dás a vida que me levas. E ma dás plena, e é por isto que vivo. Vivo sabendo da Morte, para morrer conhecedora de tudo o que vivi. Prometo-te assim, porque és quem tu és,&amp;nbsp;viver apenas aquilo que for meu, sem tirar nem por, viver por toda a Vida e tudo o que ela me quiser dar. Prometo-te assim, viver. &lt;br /&gt;Espero-te, Morte, de braços e olhos bem abertos, porque tudo o que me destes, será novamente teu quando eu cessar. E tudo é maravilha, porque cá estou eu a viver a Vida que me dás. Toma-me em teus braços e andaremos de mãos dadas por todo o caminho, e és tu quem me guiará, pois só tu sabes aonde ir.&amp;nbsp;E irei contigo aonde for, e manterei registros desta viagem, como um filme registra a cada segundo, o segundo que completa o todo que eu vivo.&lt;br /&gt;Vida-Morte, certeza amiga, és tudo o que tenho, onde serei mais do que jamais fui e sempre serei, no fim, toda história que há em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-2190876408562511976?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/2190876408562511976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/07/morte-pra-que-te-quero-e-quero-te.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2190876408562511976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2190876408562511976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/07/morte-pra-que-te-quero-e-quero-te.html' title='Ode à Vida.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-3736186339229487004</id><published>2011-06-28T21:36:00.000-03:00</published><updated>2011-06-28T21:36:27.757-03:00</updated><title type='text'>Soneteando meio torto.</title><content type='html'>Singrando em minha pele&lt;br /&gt;Teu corpo vai, sem hora&lt;br /&gt;E o tempo de outrora&lt;br /&gt;Não faz que se revele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não mais vivo aquele&lt;br /&gt;Penar que de outra vez&lt;br /&gt;Corroía minha tez&lt;br /&gt;Teu olhar que assim sele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compromisso de não ter&lt;br /&gt;às vistas de quem olha&lt;br /&gt;Compromisso algum de ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois que noite que o valha&lt;br /&gt;Se vem deste teu prazer&lt;br /&gt;Vale mil tu'a migalha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-3736186339229487004?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/3736186339229487004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/06/soneteando-meio-torto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3736186339229487004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3736186339229487004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/06/soneteando-meio-torto.html' title='Soneteando meio torto.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-8339483335531502921</id><published>2011-06-11T15:49:00.000-03:00</published><updated>2011-06-11T15:49:00.542-03:00</updated><title type='text'>Aforismos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Tranformação. &lt;/strong&gt;Já mudei tanto na vida, e ainda assim, existe um eixo central que reconhece infinitamente ser eu mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Feminino. &lt;/strong&gt;Eu não seria outra coisa senão o feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Idiossincrasias.&lt;/strong&gt; Não há nada mais sedutor no outro do que suas idiossincrasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escolha. &lt;/strong&gt;Ser infinitamente quem se é tem me trazido muitos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descoberta.&lt;/strong&gt; Hoje eu descobri que sou uma pessoa vazia e superficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autoimagem&lt;/strong&gt;. Na maioria das vezes, o que vemos de nós é através daquilo que enxergamos no olhar dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existir&lt;/strong&gt;. As coisas são exatamente aquilo que são. Nem mais, nem menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alma&lt;/strong&gt;. Minha alma é um esplendor que carrego sobre os ombros; é tão mais exuberante quanto mais pesado a cada carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Criatividade&lt;/strong&gt;. Minha produção só é fértil em tempos de tempestade existencial. A calmaria da felicidade é improdutiva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prisão.&lt;/strong&gt; Hoje, tive claustrofobia ao ar livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Efeito. &lt;/strong&gt;É tudo uma questão de droga e dose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sustentação.&lt;/strong&gt; Ver as coisas através das nossas lentes distorcidas é muito menos doloroso que aceitar a realidade do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solidão. &lt;/strong&gt;O mais difícil sempre é saber a quem recorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do discurso.&lt;/strong&gt; É tudo mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Liberdade.&lt;/strong&gt; Sou como um barco desancorado, ao qual as ondas não levam que nos limites desta baía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lugar.&lt;/strong&gt; Estou exata e infinitamente onde deveria estar, sempre, tempo presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Literatura.&lt;/strong&gt; Me importa o tamanho sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Consenso.&lt;/strong&gt; Eu me faço num eterno acordo tácito entre as demandas da coletividade e meu juízo pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tempo.&lt;/strong&gt; A força do agora sempre é maior que a virtualidade do possível. Sucumbir a ela é romper com a realidade linear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do Amor&lt;/strong&gt;. Quem sou não contempla ter quem amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do Etílico. &lt;/b&gt;Whiskas está para o Denker como whisky está para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Da Incoerência.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Sou triste por que sou feliz. Os opostos habitam em mim como uma clareza indiscernível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do Conhecimento. &lt;/strong&gt;Compreender completamente quem você é não o impede de me fazer sofrer. Compreender completamente quem eu sou sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-8339483335531502921?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/8339483335531502921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/aforismos.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8339483335531502921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8339483335531502921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/aforismos.html' title='Aforismos'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-2711740030913454399</id><published>2011-06-03T23:12:00.000-03:00</published><updated>2011-06-03T23:12:03.605-03:00</updated><title type='text'>As good as it gets.</title><content type='html'>Ele está fazendo o melhor que pode. Você está fazendo o melhor que pode. Eu estou fazendo o melhor que posso. Sempre estamos. Frente às nossas neuroses. Acreditar que o ser humano sempre faz o melhor de si. Não o melhor que pode alcançar.&amp;nbsp;É o&amp;nbsp;melhor que pode oferecer naquele momento. Esse é o seu melhor. Seu melhor não é suficiente pra mim. Mas quem sou eu pra julgá-lo? É o melhor que pode fazer. E que direito me outorgo de dizer que seu melhor não é bom? Qual o critério? De onde parte a medida? Serei eu a medida de todas as coisas? &lt;br /&gt;Meu melhor não dá conta do que é necessário para ser avalizado por você. Mas o ponto de arquimedes sou eu mesmo. É o mais do que eu sou. Relatividade cultural distorcida aplicada ao micorcosmo que somos. &lt;br /&gt;E se eu perco o controle do que faço, ainda assim, é o que mais posso dar de mim no momento. Porque nem sempre tenho o controle. Porque perder o controle, neste momento, é tudo o que consigo fazer de mim. Meu erro é o melhor que posso dar agora. Seu grandissíssimo erro foi o melhor que você pode fazer da sua vida naquele momento. E se estamos assim, foi o melhor que pudemos fazer de nós. E que não foi suficiente. &lt;br /&gt;Acreditar que o ser humano sempre faz o melhor de si. É o que vejo todos os dias nos olhos das pessoas ao meu redor. São seu melhor. Na paz ou no sofrimento.&lt;br /&gt;E posso te culpar por não ser melhor que isso? Posso me culpar por perder o controle?&lt;br /&gt;Só eu me faço sentir assim. Mas isso é o melhor de mim. Agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-2711740030913454399?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/2711740030913454399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/06/as-good-as-it-gets.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2711740030913454399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2711740030913454399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/06/as-good-as-it-gets.html' title='As good as it gets.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-8842748797204073286</id><published>2011-05-30T23:16:00.000-03:00</published><updated>2011-05-30T23:16:47.746-03:00</updated><title type='text'>Não é você, sou eu.</title><content type='html'>Óbvio. Gozado constatar que geralmente creditam conotação de inverdade a esta frase. Como desculpa esfarrapada. Nunca é você. E sempre serei eu. O outro não tem responsabilidade por aquilo que sentimos, menos ainda sobre como sentimos. Influência, talvez. Responsabilidade, nunca. Se não suporto seu sorriso amarelo, sou eu. Se não aceito seus hábitos noturnos, sou eu. Se não gosto da forma como fala com sua mãe, sou eu. Se não acho a menor graça nas suas piadas, tudo sou eu. Eu sou aquela que não sinto o que você gostaria que eu sentisse por você. O que eu sinto, vem de mim, do que eu vejo em você, e não de uma relação intrínseca ao que você relamente é. Porque eu nunca saberei o que você realmente é, a coisa em si. Só posso saber do que sinto quando vejo o que vejo naquilo que percedo em você, a coisa para mim.&lt;br /&gt;Se eu não quero estar com você, desculpe, não é você, sou eu. Não, isso não é uma grande e gorda mentira. É exatamente dessa forma, sou eu quem não te suporta. E isso não é culpa sua, não fala sobre quem você é. Fala sobre mim, sobre como te vejo, sobre o que percebo de você e interpreto segundo quem eu sou, quem fui e quem quero ser.&lt;br /&gt;Quando você não me quer, não sou eu. É você. É você que não viu em mim o que queria. Ou que viu o que não gostou. Tudo bem, não é culpa minha. Não sou eu quem sou assim. Você é quem esperava algo que eu não sou para você. Sem mágoas, nem culpa, você simplesmente não me quer. Eu simplesmente não te quero. Porque não é você, sou eu. Porque não sou eu, é você. Nos frustramos ao criar expectativas sobre o ser do outro. Mas a frustração é única e exclusivamente responsabilidade nossa. O outro é o que é. Quer eu goste, quer não. E se não gosto, sou eu e não você. Ou você faz sentido para mim, ou não faz. Por minha própria conta e risco. E se eu espero que você seja de outra forma, sou apenas eu esperando, esperando algo que não me foi prometido, que não estava no contrato. Como comprar um celular e esperar que ele frite ovos. Um dia quem sabe. Mas não foi isso que me ofereceram e a expectativa é criação só minha e de mais ninguém.&lt;br /&gt;Muitos acham que o rito do "não é você, sou eu" é a melhor forma de desvencilhar alguém da sua vida. Mal sabem que estão dizendo a mais pura verdade. Sou eu que estou te tirando da minha vida, não você. Essa é uma escolha unicamente minha. Não é você, sou eu. Porque agora, você pra mim é problema seu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-8842748797204073286?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/8842748797204073286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/05/nao-e-voce-sou-eu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8842748797204073286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8842748797204073286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/05/nao-e-voce-sou-eu.html' title='Não é você, sou eu.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-3817641008207881115</id><published>2011-05-29T22:04:00.000-03:00</published><updated>2011-05-29T22:04:03.969-03:00</updated><title type='text'>Mil desculpas.</title><content type='html'>- Desculpa, mas eu simplesmente não consigo abrir mão da minha vida para viver a vida do outro. Sinto muito. Mesmo. Muita gente consegue. Mulheres, na maioria das vezes. Vejo isso diariamente. Gente que se entrega à vida do outro. Isso lhes é exigido, como uma prerrogativa. Mas não são todas, todas que ainda vivem nesse universo provinciano, e eu não vou viver assim. Me perdoe, mas não pra mim. O problema é que muitas vezes o preço é a solidão. Você vai me desculpar, mas isso que você me&amp;nbsp;demanda é demais. Não posso dar-me a você desta forma. E se todos vocês forem ser iguais assim, o preço será não dar a nenhum de vocês nada. Nem um pouco. Minha maior prova de amor é dar-me completamente a você. E sua maior prova de amor é devolver-me a mim, para que juntos, possamos ser dois. Não me leve a mal. É apenas que eu não sou dessas. Dessas que se deixam de lado por você. Dessas que vivem a sua vida, e depois, quando você se vai, nada resta. Eu sei que você é desses. Desses que chegam com tanta força e tanta intensidade na vida do outro, que não nos deixa alternativa senão ser inundado na enxurrada do que é você. O problema é que eu sempre soube nadar. E apesar de gostar da água, eu não me deixei carregar pela correnteza da sua vida, e lutei pra não me afogar. Cheguei a ficar sem ar, perto de perder a consciência, quando me percebi não me reonhecendo mais em mim. Porque eu já estava sendo o que você estava me tornando. Realmente me perdoe, mas eu precisava voltar a habitar em mim. Por mais fascinante que fosse estar em você. Eu sei que os do seu tipo valorizam esta total entrega e abdução, mas, so sorry, that's not me. Essa não sou eu. Não posso ser assim. Você não vale isso tudo. Você vale todo meu amor, mas é assim que eu te amo, estando em mim. Mas meu amor não foi suficiente pra você. Você queria minha alma, tudo o que sou. Mil desculpas, mas isso não é possível. Cheguei a pensar que era! Ia mesmo te propor isso. Ainda bem que você estava tão ensimesmado que nem me ouviu. Porque cedo ou tarde, quem eu sou iria reinvindicar seu lugar em mim e você teria que ceder o espaço do qual você não está disposto a abrir mão. Sendo sincera, foi muito difícil acreditar que era assim. &lt;br /&gt;Mil desculpas, me desculpe mesmo. Porque eu não vou abrir mão de mim. Porque eu te amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-3817641008207881115?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/3817641008207881115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/05/mil-desculpas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3817641008207881115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3817641008207881115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/05/mil-desculpas.html' title='Mil desculpas.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-2631458723781398184</id><published>2011-05-29T19:16:00.000-03:00</published><updated>2011-05-29T19:16:28.685-03:00</updated><title type='text'>Não feliz.</title><content type='html'>Tudo bem? Não. &lt;br /&gt;Quantos esperam ouvir esta resposta quando cumprimentam alguém? Por que esta&amp;nbsp;é uma resposta possível. Não, não estou bem. Não, as coisas não vão bem, e não, não está tudo bem comigo. Mas não é o que esperam, pois "tudo bem?" não é uma pergunta sincera. É apenas uma expressão idiomática usada para abrir comunicações informais. Quem pergunta não quer realmente saber se vc está bem ou se sofre. Quer apenas introduzir um assunto de interesse de ambos - ou não.&lt;br /&gt;E mais: quem pergunta, por mais que se importe, não quer mesmo ouvir que nada vai bem como resposta. É proibido não ser feliz. Se eu pergunto se está tudo bem, a resposta deve ser "sim, tudo vai bem comigo! e com você aí? Vai bem também? Tão bem como vai comigo? Tão bem ou melhor ainda?".&lt;br /&gt;Ora, deixem-me em paz! Deixem a tristeza em paz! Não, as pessoas não estão bem sempre e sim, tem horas em que tudo está uma grande merda. Mas por inúmeros motivos, ninguém sabe lidar com isso. Temos todos que ser felizes, com Colgate, café da manhã doriana e roupas mais brancas e livres de bactérias. Que violência! Que violência à minha pessoa negar-me o direito a sentimentos legítimos que despontam de dentro de mim, que são meus e de ninguém mais, que dizem de mim e de mais ninguém. E não há nada pior que possam me dizer do que "sai dessa!", "tudo passa", "você vai ficar bem...". &lt;br /&gt;Eu quero falar do meu sofrimento agora! Eu quero falar do que sinto! Quero ser ouvida em toda a plenitude da dor que me trespassa, sem que fiquem negando-na todo o tempo! Não, não deixo isso pra lá e não passo por cima! Faça o favor de reconhecer a legitimidade do que estou dizendo ao invés de me tirar o direito de dizê-lo, porque você não lida bem com isso. Hoje é proibido sofrer. É proibido sentir dor, é proibido morrer. Porque ninguém quer ver no sofrimento do outro suas próprias fraquezas. Seus próprios buracos. Sua própria dor. Aquele que sofre é um mal social, porque na nossa sociedade não se pode mais sofrer. Já inventamos o prozac. Aquele que chora é um inconveniente, porque lembra ao demais que não, Protex não te deixa livre de 100% dos microorganismos malvados nem impede que seu marido te deixe por outra. E nós não somos mais educados desde a infância para saber disso. Pelo contrário, nos deixam em um universo de unicórnios e fadas cintilantes, nos protegem da dor, do tombo, da sujeira, da morte. Por grande parte do tempo da nossa infância, nos negam a verdade da vida. E então, mais tarde, eu não sei sofrer. Eu não sei perder. Eu não sei me frustrar. E ao ver tudo isso no outro, eu rejeito, "você vai ficar bem!", eu rejeito o que em mim próprio é fraqueza e incompletude.&lt;br /&gt;O sofrimento precisa apenas de compreensão. Pois que a próxima vez que você vir alguém que ama afundado em tristeza, dê conta de sua própria angústia, e apenas escute. Não o inunde de soluções, pois o sofrimento não percorre os mesmos caminhos que a razão. Apenas escute. Permita a quem você ama saber que seus sentimentos são legítimos. Porque, por mais que você negue, o que você rejeita no outro, nada mais é do que a si mesmo.&lt;br /&gt;E agora, repitam todos comigo: não, eu não estou feliz, ok?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-2631458723781398184?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/2631458723781398184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/05/nao-feliz.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2631458723781398184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2631458723781398184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/05/nao-feliz.html' title='Não feliz.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-3970264929023646188</id><published>2011-05-15T19:54:00.000-03:00</published><updated>2011-05-15T19:54:46.126-03:00</updated><title type='text'>Algumas coisas.</title><content type='html'>Muitas vezes na vida, mais do que gostaríamos, algumas coisas simplesmente não dão certo. O bolo sola. O carro enguiça. A goteira inunda. O passo falseia. A luz falta. O hd apaga. O pé tropeça. O copo entorna. A carne queima. O remédio não faz efeito. O vôo atrasa. A cerveja acaba. O paraquedas não abre. O sinal não fecha. O ônibus não chega. A calça não abotoa. O vestido não cabe. O relógio pára. O outro não vem. O chefe não libera. A amiga não vai. A internet não funciona. O trem não te espera. O convidado não aparece. A doença não se cura. A pessoa não liga. O empregador não te contrata. A comida não mata a fome. A água não escorre. A casa desabriga. A TV queima. O ventilador não refresca. O ovo estraga. A tentativa falha. O sapato aperta. A vista não enxerga. O coração enfarta. O vidro quebra. A porta não tranca. O outro não atende. O pano rasga. O teto roda. O fígado incha. A maquiagem borra. O dinheiro some. A conta chega. O dono cobra. O cachorro não late. O barco não atraca. A tempestade não passa. O cd não toca. O filme não roda. O computador trava. A festa não acontece. A mancha não sai. A caneta não escreve. A borracha não apaga. O msn não loga. A dor não cessa. O ar não chega. O professor não aprova. A perna não anda. O teste dá positivo. A bateria arria. O celular não está na área. O isqueiro acaba. O peito chia. As asas não batem. O pouso não&amp;nbsp;aterrisa. O texto não acaba. O livro não interessa. A idéia não vem. A notícia estraga. O medo paralisa. A noite finda. Você e eu.&lt;div&gt;Entre outras coisas mis...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-3970264929023646188?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/3970264929023646188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/05/algumas-coisas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3970264929023646188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3970264929023646188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/05/algumas-coisas.html' title='Algumas coisas.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-2580185027596969738</id><published>2011-04-05T21:50:00.000-03:00</published><updated>2011-04-05T21:50:27.106-03:00</updated><title type='text'>Assim me tornei meu pior pesadelo.</title><content type='html'>Você entrou na minha vida. Bem por ali, vê? Fez. Aconteceu. Gato. Sapato. E eu ia te seguindo. Deixei disso, daquilo. Eu era tudo o que você não queria! Assim, assado, te ensinando o que você não queria aprender, aprimorando o que você não queria que eu fosse. Tudo o que você nunca imaginou! E você era tudo o que eu não precisava. Você via nas outras o que eu não era, e eu via em você o que achava que poderia vir a ser. Eu mudava e você se adequava. Eu aceitava e você disfarçava.&lt;br /&gt;E foi assim que comecei a ver. Tudo o que eu não era. E aquilo que eu não conseguia. E o que nunca poderia ser. Aos poucos, deixei de ver o que eu poderia fazer de você e comecei a perceber o que nunca seria de mim. Podia senti-la emergindo sob a epiderme. Ela, eu mesma que não era assim. Ela tinha outros olhos, que viam outras coisas de outras formas. E ao olhar pra você, via tudo o que eu não queria, e só isso. Eram os olhos dela vendo o que não podia ser pior, me cegando para todo outro possível você. E ao te ver assim, me via nela. A via em mim. E me odiava. E te culpava.&lt;br /&gt;Então eu via o pior de nós dois em retroalimentação. Mas o pior de mim era a incapacidade de outra coisa qualquer que não nós dois, assim, desta forma. Porque o melhor de nós dois estava atado feito amor, amor que não solta. E este maldito lado nos prendia no mundo ruim do que não éramos.&lt;br /&gt;E foi assim que me tornei meu pior pesadelo.&lt;br /&gt;Mas sinceramente não sei quando se acorda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-2580185027596969738?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/2580185027596969738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/04/assim-me-tornei-meu-pior-pesadelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2580185027596969738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2580185027596969738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/04/assim-me-tornei-meu-pior-pesadelo.html' title='Assim me tornei meu pior pesadelo.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-6726996303176816813</id><published>2011-03-20T04:39:00.001-03:00</published><updated>2011-06-11T16:28:37.840-03:00</updated><title type='text'>Retorno.</title><content type='html'>Dêem-me um motivo para me arrumar. Quero usar preto, com saltos altos, maquiar em torno dos olhos e tingir o cabelo de vermelho. Há muito que não me arrumo e tenho andado muito clara. Tão burguesa, calça jeans e rímel incolor. Dêem-me motivo para me vestir. Destacar os ombros, ruborizar as maçãs do rosto e ter os lábios carmim. Convidem-me para todas as festas de gala e me esqueçam pros churrascos de domingo. Guardarei todas as havaianas no fundo do baú. Quero que meus passos ecoem quando circular pelo salão acompanhada de um copo de destilado. Não me ofereçam fermentados frescos. Chegarei de táxi e não a pé. Entrarei sozinha, e não acompanhada. Mas estejam lá. Dêem-me motivo para me arrumar, e acreditar que sou aquilo que pareço. Pintarei as unhas de vermelho. Trarei comigo nada mais que um maço de cigarros. Dançarei com os quadris e os cabelos. Ao fim da noite, terei arranhado o verniz dos sapatos e dormirei sem retirar a maquiagem. O vestido ficará com cheiro de madrugada, e não verei a manhã do dia seguinte. Vamos rir alto a noite toda, sem mesmo ouvir o que estamos dizendo. Dêem-me um motivo para me arrumar, e ver no espelho no dia seguinte o pouco que sobra. Convidem-me a brincar de Cinderella. Mas não me lembrarei quando alguém trouxer o sapato de cristal esquecido. Não há com o que se preocupar. Ao fim, toda a claridade volta ao normal.&lt;br /&gt;Deêm-me um motivo, e serei todas as noite do mundo.&lt;br /&gt;Estou de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-6726996303176816813?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/6726996303176816813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/03/retorno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6726996303176816813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6726996303176816813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2011/03/retorno.html' title='Retorno.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-9123972243802122782</id><published>2010-10-29T00:32:00.000-02:00</published><updated>2010-10-29T00:32:20.471-02:00</updated><title type='text'>Incomudância.</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Há uma imagem que criei e uso muito em meu trabalho quando quero me referir à relação da mudança com o incômodo. Costumo dizer que não há mudança sem incômodo, e eis a imagem: só se levanta de um assento e senta-se em outro se está incomodado com o lugar onde se senta. Se me sinto confortável, aquecido, bem posicionado, num lugar agradável, não me mudo. Pode-se objetar que algumas mudanças nos são impostas, o que é verdade. Mas replico que ainda assim, o incômodo é, mesmo na situação de uma mudança que se impôs, o motor desta, pois que houve o desagrado da circunstância que nos fez mudar.&amp;nbsp;Exemplificando&amp;nbsp;com a imagem anterior, poderia até estar muito confortável em meu&amp;nbsp;assento, até que alguém venha e o&amp;nbsp;reivindique&amp;nbsp;para si, fazendo-me levantar. Uma mudança imposta, sim, mas gerada pelo incômodo da situação de ter de se haver com a disputa pelo local onde se está sentado. Incomodo, logo mudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Pois bem, tendo atestado o&amp;nbsp;incômodo&amp;nbsp;como motor de mudança da forma acima, passemos a maiores&amp;nbsp;reflexões&amp;nbsp;sobre esta relação. A equação incômodo-mudança comporta inúmeras variáveis que devem ser avaliadas no percurso sentir-se incomodado-promover mudança até chegar-se na resolução final deste processo. O que incomoda? Por que incomoda? Aonde incomoda? O que mudar? Como mudar? Mudar em direção a que?, entre infinitas outras. Belo seria se esta equação fosse realmente da ordem dos números e das &amp;nbsp;ciências exatas. Mas não o é. E toda pequena particularidade individual que incida sobre qualquer um dos fatores, faz com que todo o processo se torne algo único e diferente, exclusivo e idiossincrático.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Em meio a tantas variáveis, as dificuldades do processo. Sentir-se incomodado, sem saber o que incomoda. Saber o que incomoda, sem saber aonde incomoda. Reconhecer o incômodo, mas desconhecer sua origem. E quando não se sabe o que ou como mudar? Ou que direção seguir? O resultado destes entraves todos é angústia, ansiedade, sentimento de impotência, aprisionamento ou estagnação, vazio. Seu verdadeiro cárcere privado.&amp;nbsp;Sentir-se incapaz de visualizar uma saída é uma das piores cicutas para a criatividade de vida de uma pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;É preciso solucionar o incômodo, e mudar-se. E transformar. Trans-formar, dar forma através do impulso criativo, geracional. Não entender o próprio incômodo e, menos ainda, não saber o que fazer com ele é um impasse que precisa ser resolvido dentro de si, interna e subjetivamente. Pois se há algo que se pode afirmar com convicção sobre qualquer incômodo que haja é que ele é extrema e infinitamente seu. E de mais ninguém. O incômodo é incômodo de quem o sente, e a mudança só pode partir desse sujeito sentidor. Pois se não são claros origem e caminho, há que se voltar para si e escutar. Pois o que há de errado só pode ser ouvido no silêncio de si mesmo. Esse silêncio de mil vozes a que o mundo lá fora ignora. Apenas ele é capaz de dissolver a angústia, aplacar a ansiedade e trazer à luz da consciência a verdade de si mesmo. A sua verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Assim sendo, o incômodo é a mola que move o mundo, que mundo é existir e existir é movimento. E movimento implica, claramente, em mudança. O mundo e eu, jamais nos contentaremos em sentar no mesmo assento por muito tempo. Os incomodados que se mudem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-9123972243802122782?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/9123972243802122782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/10/incomudancia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/9123972243802122782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/9123972243802122782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/10/incomudancia.html' title='Incomudância.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-8853798923169593772</id><published>2010-07-26T08:05:00.000-03:00</published><updated>2010-07-26T08:05:52.705-03:00</updated><title type='text'>Olho Mágico.</title><content type='html'>O palco vira espetáculo. O espectador vira espetáculo. Quem olha quem olha é o espectador de quem observa, através do olho mágico. O movimento através do olho mágico não chega ao espectador que observa o movimento de quem vê o movimento distorcido através do olho mágico.&lt;br /&gt;São três os estágios; o de quem está lá, o de quem olha quem está lá, e o de quem olha quem olha quem está lá. E quem olha, olha o que? Os que olham quem está lá, percebem-nos como uma realidade pouco concreta, quase onírica. Os que olham quem olha quem está lá, não sabem em absoluto o que se passa, apenas observam os observadores observarem, como um desdobramento da caverna platônica. E o que será que observam eles?&lt;br /&gt;Do outro lado, os que estão lá criam o fio que costura toda a relação, quer os observadores a conheçam, quer não. Mas ela está lá. Esta história está lá. eles estão lá. Ou não.&lt;br /&gt;E foi só isso o que se viu.&lt;br /&gt;Música. Voz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-8853798923169593772?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/8853798923169593772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/07/olho-magico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8853798923169593772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8853798923169593772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/07/olho-magico.html' title='Olho Mágico.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-222054951548498632</id><published>2010-07-07T23:53:00.003-03:00</published><updated>2010-07-08T00:22:40.970-03:00</updated><title type='text'>Impressões de uma entrevista analítica.</title><content type='html'>"E então, você pode me ajudar?" Deveria, visto que teoricamente você estaria me pagando para isso. Mas o que vem a ser "ajudar"?&lt;br /&gt;Na verdade, o buraco é mais embaixo. O que é exatamente esta profissão que se propõe a ouvir as mazelas do mundo e fazer algo com elas? Fazer o que com elas?&lt;br /&gt;As pessoas sofrem, meu deus!, como sofre o ser humano! Ou, como diria brilhantemente um querido parente, como sofre quem padece! Escarafunche a vida de qualquer um próximo a você, o porteiro, a moça que senta à mesa da recepção do seu escritório, aquele gordinho que toma o mesmo elevador que você todas as manhãs, sua tia, você mesmo. Inevitavelmente vai achar uma história de por no chinelo as novelas da Globo, com traços rodrigueanos, influências nietzschenianas, releitura de Bukowsky. Fernando Pessoa e Clarice Lispector, Augusto dos Anjos, parecem que falavam para si quando escreveram aquelas tais ou quais frases, não é mesmo? Tudo é possível no universo da vida humana. E ainda assim, não sabemos lidar com nada disso. Sentimos dor. Choramos sozinhos à noite. Odiamos alguém a quem nem conhecemos direito apenas por que esta pessoa nos faz lembrar remotamente aquilo que mais queremos esconder de nós mesmos. Nos culpamos por rir. Nos odiamos por chorar. Nos obrigamos a fazer o que não queremos, a estar com quem não amamos, a falar o que não pensamos, por achar que devemos ou merecemos. E doemos, doemos e doemos.&lt;br /&gt;Então, você chega ao meu consultório, me diz tudo isso e arremata: "o que eu faço com isso agora? Pode me ajudar?" Eu??!! Santa mãe de deus! Eu, fazer algo com a existência humana? Socorro! Pois é exatamente esse o primeiro movimento na análise: tome, sr. (sra.) analista, aqui está o seu lugar de deus, orixá, demônio, força da natureza, girador da roda do destino, moira fiandeira, rivotril, ou o que quer que se assemelhe com o poder absoluto de resolver os meus problemas! Obviamente, no decorrer da análise, vão-se os pingos pondo-se devidamente sobre seus is, e cada um passa a assumir mais honestamente as responsabilidades que lhes cabem respectivamente em qualquer que seja o resultado do processo analítico.&lt;br /&gt;Obviamente, estou fazendo uma caricatura da relação, mas, mesmo os pares analista-analisando mais lúcidos que há por aí, em algum momento do percurso, por mais breve que tenha sido, viram-se nesta situação. O curandeiro frente ao desespero do outro. E é aí onde queria chegar: o desespero do outro. Posso dizer com folga que já ouvi perto de 200 histórias de vida nos anos da minha profissão, e afirmo com segurança que nenhuma, nem umazinha só, foi sequer parecida com a outra. Quando alguém senta-se à minha frente e começa a me dizer quem é, o que passou, como se vê, o que lhe importa da sua história, é impossível me furtar de pensar "mas que maravilha!" Por que é lindo, é tão lindo o existir, é tão bonita a vida das pessoas, que&amp;nbsp;freqüentemente&amp;nbsp;me emociono, não pelo fato em si que estejam me contando, mas pela carga de emoção e vida que trazem no relato. É intenso, ouvir o que alguém, depois de muita coragem reunida, consegue revelar sobre o que mais lhe dói, o que lhe faz chorar e querer morrer, o que lhe dá prazer e faz com que se agarre à vida. Ouvir a cada relato destes é ver esta pessoa criar-se diante de mim. E como são belas estas pinturas!&lt;br /&gt;E então, se o problema tem solução? Se vou te ajudar? Se posso te curar? De nada disso eu sei. O que posso é estar ali durante aquele tempo, toda semana, compartilhando o seu criar-se e recriar-se até que tome a forma desejada, ou o mais próximo disso que puder. E minha alma estará aberta para dialogar com a sua, na beleza de viver o que é a vida com tudo o que ela trouxer, nem mais, nem menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-222054951548498632?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/222054951548498632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/07/e-entao-voce-pode-me-ajudar-deveria.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/222054951548498632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/222054951548498632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/07/e-entao-voce-pode-me-ajudar-deveria.html' title='Impressões de uma entrevista analítica.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5348429654640132175</id><published>2010-07-04T03:03:00.001-03:00</published><updated>2010-07-04T03:10:24.694-03:00</updated><title type='text'>Será? Até que se prove o contrário.</title><content type='html'>Há um filme chamado "&lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/como-se-fosse-a-primeira-vez"&gt;Como se fosse a primeira vez&lt;/a&gt;", cujos detalhes acerca de atores, personagens, diretor, etc., não darei aqui pois não interessam ao tema, pra isso o hiperlink, que trata de uma moçoila que sofre de amnésia anterógrada (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Wernicke-Korsakoff"&gt;Korsakoff&lt;/a&gt;), impedindo a memorização de curto prazo imediatamente após o trauma. Simplificando: a cada adormecer, ela "apaga" os acontecimentos recentes entre o trauma e aquele momento, como se estivesse "congelada" naquele último instante anterior ao, no caso, acidente.&lt;br /&gt;No filme, o mocinho quer a mocinha e, a máxima romântica explorada pelo enredo, tem que conquistá-la novamente toda manhã, again and again. Não nos interessa aqui o processo, mas sim o resultado: como é um filme, e todos viveram felizes para sempre, eles casam-se, têm uma linda filhinha e passeiam de barco pelos mares árticos. Para que isso seja possível, ele levanta-se antes dela todas as manhãs e deixa ao seu lado da cama uma fita de vídeo, com todas as informações que ela precisa para se organizar, um sumário de tudo o que aconteceu desde o acidente, e aí então, ela pode passar o dia feliz ao lado de sua família, sem achar que o homem ao seu lado é um estranho, maníaco, sequestrador, um mero desconhecido.&lt;br /&gt;Ok. Bonito isso, não? O que este enredo não supõe, final feliz que é, é a possibilidade desta moça um belo dia resolver se questionar: será que devo acreditar nisso tudo mesmo? E se esta pessoa ao meu lado estiver manipulando as informações, mostrando-me apenas o que quer que eu saiba, controlando as recordações que devo ou não devo ter? E se ontem eu tiver tentado me separar dele, o tiver mandado embora, se ele me tiver feito algum mal, e hoje o que me mostra são lembranças felizes, hoje o que me mostra é uma parcela, a parcela da realidade na qual ele quer que eu acredite? E se eu simplesmente não tiver escolha?&lt;br /&gt;O que torna possível uma existência em paz para essa menina é, então, nada mais que a confiança. Embora fictício - e provavelmente inalcançável - este é um perfeito exemplo da total confiança na verdade que o outro te oferece. O bom e velho - e negligenciado ao extremo - princípio da justiça, de que qualquer um é inocente - e está dizendo a verdade - até que se prove o contrário.&lt;br /&gt;Uma das sintomatologias neuróticas que mais encontra-se por aí atualmente é justamente o oposto: qualquer um pode me fazer mal a qualquer momento. Qualquer tipo de mal. E isso implica necessariamente em que me defenda. Esta lógica está diretamente ligada à incapacidade de confiar, o que quer que seja, a quem quer que seja. Será mesmo que ele foi jogar futebol ontem a noite? Será mesmo que ela não deu bola pra alguém enquanto fui ao banheiro? Será mesmo que ela não está dando em cima do meu namorado? Será mesmo que ele ficou feliz com o sucesso do meu empreendimento?&lt;br /&gt;Não vamos questionar o outro lado da neurose, a neurose do outro, que é incapaz de ser fiel, de ser sincero, de ser honesto. Atenha-mo-nos ao lado de quem é incapaz de viver em paz com o simples gesto de não duvidar, não questionar a validade da verdade que lhe apresentam. Não interessa se é verdade ou não do lado de lá; eu não porei em dúvida até que se prove o contrário. Parece impossível, não?&lt;br /&gt;Pois imagine isso: não basear suas atitudes na atitude alheia. Independe se o outro mente ou não, eu não questiono sua verdade. Independe se usa de educação comigo, eu abro-lhe a porta e lhe dou passagem. Independe se me sorri ou zanga, eu lhe sorrio, porque é esta postura que quero de mim no mundo. Pode-se aqui argumentar que a ética - assim como a existência humana - é condicionalmente relacional. E darei todo meu apoio a este argumento. Mas o que muda é o sentido da relação: ao invés de agir com base no outro, provocar a resposta da reação. Assim: não sorrir ou zangar se o outro lhe sorri ou zanga, mas sorrir antes de tudo, porque o que espero de volta é o sorriso do outro. Ser agente mais que reagente. Certo, isso já é outro pano pra outra manga.&lt;br /&gt;Enfim, a possibilidade da confiança pura, como descrita acima é fundada ao assumir a responsabilidade em si mesmo. Se confio na verdade que me oferecem, e amanhã ou depois, descubro uma realidade que não condizia com o que me era apresentado, não há que se julgar o outro: ontem confiei numa verdade, hoje confio em outra que desdiz a primeira, e uma é tão transitória quanto a outra; me servem ambas a compreender as modalidades de relação que cada pessoa ao meu redor estabelece comigo.&lt;br /&gt;Poderia aprofundar tudo isso tanto mais ainda hajam caracteres a se digitar, tamanho é o universo acerca das relações que se expande nos meus pensamentos. Mas não posso desenvolver mais agora; quem sabe ainda porvir. As frases pra finalizar este texto parecem fugir um pouco ao tema central, mas são as que se impõem a mim como arremate: só o que há é transitoriedade. E o outro não sou eu não sou o outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5348429654640132175?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5348429654640132175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/07/confianca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5348429654640132175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5348429654640132175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/07/confianca.html' title='Será? Até que se prove o contrário.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5962794245170018474</id><published>2010-06-26T19:58:00.000-03:00</published><updated>2010-06-26T19:58:39.585-03:00</updated><title type='text'>Homo. Hetero. Pan: Sexualidade.</title><content type='html'>Dias atrás me peguei numa discussão ferrenha com meus colegas mais próximos do hospital onde trabalho. Na mais absoluta falta do que fazer que nos tem presenteado estes dias confusos de indecisão - outro assunto - as idas e vindas ao cafezinho na rua proliferam, oferecendo-nos espaço para os mais variados assuntos, para &amp;nbsp;descobrir afinidades, estreitar laços, mas também, é claro, para conhecer as divergências.&lt;br /&gt;Numa dessas ocasiões, cercada por quatro colegas do sexo masculino - e vejam bem, pontuo isto aqui porque a questão é exatamente gênero e sexualidade - em meio às abobrinhas e berinjelas que disparavam animadamente, entra-se no assunto "se meu filho fosse gay". Estando eu no meio, como boa catalisadora de polêmicas que sou, não foi de se estranhar que o assunto tenha logo tomados proporções de debate e espalhado-se pelo resto da equipe, ocupando todo o resto da tarde, transformando-se mesmo numa enquete.&lt;br /&gt;Partindo da famosa afirmação sobre a "beleza da homossexualidade feminina contra aberração da homossexuliade masculina", corriqueira em conversas de meninos, chegou-se, após inúmeros e diversos argumentos, à pergunta que foi espalhada pelo hospital, com o caráter de "pesquisa de opinião": O que é preferível: uma filha "piranha" ou um filho "gay"?&lt;br /&gt;Diante dos absurdos - a meu ver - &amp;nbsp;usados como argumento quase unânime diparados como "explicação" para a homossexualidade, entre os quais predominava a idéia de uma relação defeituosa pai-filho, tentei, de muitas formas, oferecer mesmo uma perspectiva psicológica onde caberia tanto neurose na heterossexualidade como saúde na homossexualidade. Mas aparentemente eu era a única que não patologizava a opção sexual, qualquer que fosse. Algumas colegas, do sexo feminino, mostraram-se mais dispostas a relativizar seus entendimentos sobre o tema e refletir sobre a condição de escolha da sexualidade que eu oferecia. Mas ainda assim, o resultado de tal enquete foi majoritário, entre os funcionários, desde cirurgiões, médicos, odontólogos, até faxineiros e administrativos: filha "piranha", por favor.&lt;br /&gt;A reflexão sobre isso passa obviamente pela questão cultural. Por mais que tenhamos Parada GLBT, direitos assegurados por legislações aqui e ali, campanhas contra discriminação, a homossexualidade ainda é tabu em nossa sociedade - o que poderíamos até mesmo explicar por teorias de compensação unilateral da consciência X pluralidade inconsciente, mas não vou entrar nisto agora. E digo, especificamente, em nossa sociedade, porque sabemos, já carecas, que nem sempre foi assim nem em todo lugar é assim.&lt;br /&gt;Eu tenho grande convicção de que estamos caminhando para uma sociedade mais individuada - nos termos de Jung - onde o extremismo da individualidade e a massificação do coletivo chegarão a um acordo, em todos os aspectos. No aspecto da sexualidade, entendo que isto levaria a uma aceitação cada vez maior das escolhas individuais, que deixariam de surgir como "ofensas" ao coletivo, e este deixaria, por sua vez, de esmagar as individualidades. Acredito mesmo que a longínquo prazo, nos encontraremos com uma androginia das relações, mas também não me estenderei sobre este ponto de vista aqui.&lt;br /&gt;Mas por hora, a questão que se me ficou deste tête-a-tête configura-se fundamentalmente em relação à rejeição preconceituosa. Se, porventura, escutarmos alguém a dizer: "Olha, eu até tenho amigos negros, eles&amp;nbsp;freqüentam&amp;nbsp;a minha casa, são bem recebidos, deixo-os brincar com meus filhos, mas, Deus me livre!, seria uma decepção pra mim se um filho meu nascesse negro!", imediatamente identificamos como preconceito racial e rechaçamos ou recriminamos tal interlocutor, pela frase moralmente agressiva em tempos de globalização das raças. Por que então repete-se inadvertidamente esta mesma frase - e a ouvi mais de uma vez, de pessoas diferentes, na tal discussão no hospital - trocando-se o termo "negros" por "gay", sem a mesma reação imediata contra o preconceito subentendido? E mais: "não quero que meu filho seja gay porque ele sofreria muito, com toda a discriminação!", partir-se do princípio que os gays são infelizes e tem algum problema na relação parental!&lt;br /&gt;Negros são discriminados. Mulheres são discriminadas. Gays são discriminados. Um branco nascido numa comunidade de negros, também o é. Um analfabeto o é. Pessoas com diferenças físicas, psicológicas, de comportamento, todos podem - e são! - discriminados dentro de contextos onde sua diferença sobressaia.&lt;br /&gt;A homossexualidade sofrerá preconceito e dificuldade de aceitação enquanto "bicha" e "viadinho" ainda forem sinônimos de ofensa. Enquanto dentro de casa os pais ainda insistirem em se chocar porque o filho pequeno gosta de bonecas e a filha de carrinhos. O jovem que cresceu ouvindo o pai zombetear da sexualidade alheia, por mais que este mesmo pai se mostre disponível e pouco repressor com o filho, sofrerá grande conflito quando, e se, em algum momento se descobrir com uma sexualidade diferenciada, tendo já internalizada a imagem de que sofrerá a mesma rejeição pelo pai que o via destilar para outros.&lt;br /&gt;Para uma sexualidade sem neuroses, seja ela homo, hetero, pan, trans, ou qualquer outra que ainda surja, é preciso vivência saudável e escolha livre desde cedo. Desde sempre.&lt;br /&gt;Todos que se amam devem poder andar livremente pelas ruas de mãos dadas, sejam eles dois homens, duas mulheres, dois travestis, um casal. O que define a sexualidade é o encontro com Eros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5962794245170018474?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5962794245170018474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/06/homo-hetero-pan-sexualidade.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5962794245170018474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5962794245170018474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/06/homo-hetero-pan-sexualidade.html' title='Homo. Hetero. Pan: Sexualidade.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-6160722071679783869</id><published>2010-06-23T16:23:00.000-03:00</published><updated>2010-06-23T16:23:45.691-03:00</updated><title type='text'>Sobre a Copa 2010 África do Sul</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;div&gt;Isso não é invenção minha, mas é tão bom que eu preciso divulgar ao mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Aprendendo o nome dos  jogadores:&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRUPO A &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ÁFRICA DO SUL&lt;/b&gt; - Hakuna,  Matata, Zuma, Pumba e Simba. Tshabalala, Lalalala e Trololo. Zulu, Zilu e  Vuvuzela. Técnico: Zamunda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MÉXICO&lt;/b&gt; - Zapata, Godines, Cirilo e  Racha-cuca. Jose Cuervo, Xapatin, Girafales e Hector Bonilla. Taco, Roberto  Bolaños e Speed Gonzáles. Técnico: Don Ramón&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;URUGUAI&lt;/b&gt; - Mujica,  Bujica, Canjica e Cojones. Mate, Artigas, Ortega e Urtiga. Loco Abreu, Loco Mia  e Olocomeu. Técnico: Eduardo Galeano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FRANÇA &lt;/b&gt;- Mondieu, Sacrebleu,  Blasé e Sauté. Abatjour, Monamour, LeParkour e Monbijou. Ribéry, Tresjolie e  Lingerie. Técnico: Sauvignon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;GRUPO  B&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ARGENTINA&lt;/b&gt; - Maricones, Boludo, Quilmes e Chorizo.  Alfajor, Tango, Perón e Verón. Palermo, Panaco e Babaco. Técnico: Mano de  Dios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NIGÉRIA &lt;/b&gt;- Motumbo, Djeba, J'romba e Bengala. Kanu, Kani, Goku  e Paunoku. Obinna, Ilê e Ayê. Técnico: Obaluayê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;COREIA DO SUL&lt;/b&gt; -  Kim Sam-Sung, Kia, Hy Un-Dai e Kun Gui-Fu. Park Ji-Sung, Park Damo-Nika, Park  Guin-Le e Jurassic Park. Dae-Woo, Wong-Fu e Sal Sifu-Fu. Técnico: C.G.  Jung&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;GRÉCIA&lt;/b&gt; - Onassis, Sócrates, Hermócrates e Hipócrates.  Katapoulos, Kataploft, Katapimba e Christos. Churrasco grego, Beijo grego e  Arroz a grega. Técnico: Homero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;GRUPO  C&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;INGLATERRA&lt;/b&gt; - Lancaster, Worcester, Montgomery e  Wiltshire. James, John, Paul e George. Cleese, Big e Ben. Técnico: George  Martin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ESTADOS UNIDOS&lt;/b&gt; - Bacon, McMuffin, Yogoberry e Cheddar.  Yummy, Dummy, Brandon e Brian. Gonzales, Hernandez e Lewinsky. Técnico:  Kissinger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ARGÉLIA&lt;/b&gt; - Sahid Zidane, Ahmed Zidane, Nadir Zidane e  Zinedine Zifoda. Kareem, Khaled, Kebab e Kabid. مدينة الجزائر, أحمد e ويحي.  Técnico: Habib's&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ESLOVÊNIA&lt;/b&gt; - Bronquič, Rinič, Bursič e Sinusič.  Šeliga, Šetoca e Šemanca. Popovic, Twitpic, Prezunic, Ljubeyjafjalajokuljanic e  Tededic. Técnico: Mobdic&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;GRUPO  D&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALEMANHA&lt;/b&gt; - Sauerkraut, Strudel, Heinzbein e Kasseler.  Adolph, Lager, Aftazarden e Weissfüder. Ingo Hoffman, Diego Alemão e Schumacher.  Técnico: Heinz&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;AUSTRÁLIA&lt;/b&gt; - Dundee, Kookaburra, Koala e Kangaroo. Hugh, Jackman,  Heath e Ledger. Sidney, Taz, Priscilla e Bloomin' Onion. Técnico: Hugo  Weaving&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SÉRVIA&lt;/b&gt; - É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o  Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet e Stanković. Técnico:  Dejan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;GANA&lt;/b&gt; - Mandingo, Sahafo, Trihpé e J'boiah. Abedi Pelé,  Abedi Garrincha, Abedi Tostão e Asamoah. Eric Addo, Atordo Addo e Vi Addo.  Técnico: Milton Nascimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;GRUPO  E&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;HOLANDA&lt;/b&gt; - Van Halen, Van der Wildner, Van pirata e  Van Do. Van Geleonel, Van der Lee, Van der Cleidson e Marcelo D2. Heineken,  Phillips e Tiësto.Técnico: Maurício de Nassau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DINAMARCA&lt;/b&gt; -  Andersen, Kierkegaard, Viggo Mortensen e Bohr. Fodamsen, Danensen, Ferrensen e  Sevirensen. Nhá Benta, Língua de Gato e Scooby Doo. Técnico: Danish  Cook&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;JAPÃO&lt;/b&gt; - Jaspion, Jiraya, Change Dragon e Hello Kitty. Haikai,  Tamagochi, Sudoku e Wasabi. Keropi, Kotoko e Misha Ria. Técnico: Içami  Tiba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CAMARÕES&lt;/b&gt; - Pitu, Krill, VG e Cinza. Sete Barbas, Rosa, Da  Malásia e Lagostin. Risole, Empadinha e Bobó. Técnico: Sr.  Sirigueijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;GRUPO  F&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ITÁLIA &lt;/b&gt;- Polpettone, Pomodoro, Tagliatelli e  Frescarini. Bocchetti, Bolagatto, Pugnetta e Brogna. Donatello, Mario e Luigi.  Técnico: Tony Ramos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PARAGUAI&lt;/b&gt; - José Lugo, Carlos Lugo, César Lugo,  Ramón Lugo e Roque Lugo. Sorny, Mike, BleckBarry e Hi-Phone. Perla e Adelaide.  Téc: PolyStation&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOVA ZELÂNDIA&lt;/b&gt; - Peter, Jackson, Russel e Crowe.  Froddo, Legolas, Aragorn e Smigol. Wellington, Kiwi e Jaca  Paladium.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ESLOVÁQUIA&lt;/b&gt; - Swarowský, Deuokusemký, Hondačívik e  Robotnik. Bratislavský, Holosko, Homalusko e Hamuleske. Extcheco, Ralatchan e  Ralatcheca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;GRUPO  G&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BRASIL&lt;/b&gt; - Zé Carioca, Carmem Miranda, Blanka e Buenos  Aires. Samba, Bunda, Caipirinha e Capoeira. Allejo, Pelé e Bündchen. Técnico:  Lula da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;COREIA DO NORTE&lt;/b&gt; - Ping, Pong, King e Kong. Long,  Dong, Yin e Yang. Tang, Pak Man e Don-Keey Kong. Técnico: Kim  Jong-il&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;COSTA DO MARFIM&lt;/b&gt; - Jotalhão, Dumbo, André Marques e  Ronaldo. Romaric, Bebetic, Ebony e Ivory. Drogba, Merdba e Porrba. Técnico:  Djosso Ares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PORTUGAL - &lt;/b&gt;Manoel, Joaquim, Manoel Joaquim e Joaquim  Manoel. José Maria, Vasco, Roberto Leal e Ovos Moles. Baiano, Ceará e Paulista.  Técnico: Saramago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;GRUPO  H&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ESPANHA:&lt;/b&gt; Almodóvar, Franco, Hernán Cortés e Paella.  Iniesta, Iniaquela, Fábregas e Nádegas. Banderas, Bardem e Julio Iglesias.  Técnico: Pablo Picasso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SUÍÇA&lt;/b&gt; - Patek Philippe, Tissot, Nestlé e  Lindt. Toblerone, Emmental, Rousseau e Federer. Fondue, Canivete e Limonada. No  banco: Paulo Maluf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;HONDURAS&lt;/b&gt; - Canales, Rios, Riachos e Valones.  Palacios, Castelos, Casas e Barracos. Zelaya, Zemayer e Porfírio Lobo. Técnico:  Celso Amorim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CHILE&lt;/b&gt; - Rojas, Moai, Marcelo Ríos e Casillero del  Diablo. Merlot, Malbec, Cabernet e Pinot Noir. Santa Helena, Concha e Toro.  Técnico: Pablo Neruda&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-6160722071679783869?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/6160722071679783869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/06/sobre-copa-2010-africa-do-sul.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6160722071679783869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6160722071679783869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/06/sobre-copa-2010-africa-do-sul.html' title='Sobre a Copa 2010 África do Sul'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-8043795091099255897</id><published>2010-05-21T02:14:00.000-03:00</published><updated>2010-05-21T02:14:26.006-03:00</updated><title type='text'>Peripatética.</title><content type='html'>(É tudo tão hipotético que nem mesmo sei se aconteceu.)&lt;br /&gt;Sabe aquelas palavras que você não sabe o que significam, mas cria um significado próprio para elas? Pois assim é comigo e com a peripatética. Peri, é prefixo de "ao redor", na periferia, na borda, excluso do centro. Patética é aquilo que já sabemos: é patético. Pois então, peripatética(o) seria aquilo - na minha definição, claro - que beira o patético, de tão ridículo.&lt;br /&gt;Algumas coisas na vida são assim: nos fazem sentir peripatéticas. Quando falamos e não somos ouvidas, quando tentamos dizer, e não somos entendidas, quando expomos a verdade e não somos consideradas. Podem me perguntar: "porque você está usando o feminino plural?" E se a resposta não for óbvia aos olhos de quem lê, já respondo, porque sou mulher, e porque garanto que não há amiga minha que não há de concordar com o que digo agora.&lt;br /&gt;Não, não meu sobrenome não é Pinkola Estés, nem corro com lobos, apesar de gostar muito desses bichinhos. Não estou propondo uma mitologia do feminino achacado pelos homens. Nada disso. Tenho certeza de que há loucos para todos os gêneros, números e graus no mundo. Estou apenas, e mais uma vez usando da minha parca criatividade para projetar conteúdos meus no blog.&lt;br /&gt;Na verdade, queria voltar ao meu conceito de peripatética. Queria demonstrar como o não uso do dicionário nos permite criar identificações projetivas com as palavras. É como quem acha que subjugar é um julgamento inferior. Mas essa palavra eu já sabia do Aurélio. Mas peripatética não. Foi um prato cheio pra neologizar... na verdade, neosignificar, já que a palavra em si já existia.&lt;br /&gt;Palavras são sinais. O que significa dizer que são símbolos com significados estáticos, definidos, e relativamente universais. Mas quando eu dou minha própria significação a uma palavra, e me relaciono com ela como um conteúdo particular de significado pessoal relativo, devolvo (será?) à este signo o status de símbolo, mesmo que como uma brincadeira analfabética, mesmo que só pra mim.&lt;br /&gt;De qualquer forma, isso tudo é só pra dizer que me deito esta noite me sentindo peripatética.&lt;br /&gt;E que peripatética não significa nada disso que eu disse acima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-8043795091099255897?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/8043795091099255897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/05/peripatetica.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8043795091099255897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8043795091099255897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/05/peripatetica.html' title='Peripatética.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-1688202076879818154</id><published>2010-05-04T23:21:00.000-03:00</published><updated>2010-05-04T23:21:22.433-03:00</updated><title type='text'>Oração de São Francisco.</title><content type='html'>"Senhor, fazei com que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender, que ser compreendido, amar que ser amado! Pois é dando que se.."&lt;br /&gt;Paremos por aí. Há várias considerações que se fazer acerca desta oração. Pra começo de conversa: um inconsolado consolar alguém? Como? Cheio de revolta no coração? Não vejo jeito de que um inconforme, incontinente, inquieto possa transmitir alento algum a quem precisar. Perdeu-se tudo, não há mais saída, sente-se no fundo do poço, e o camarada ao lado, sem ter sido consolado, nunca saberia dizer nada parecido com "para tudo há solução." Porque ele não sabe disso, nunca o disseram isso. Na verdade, quando ele mesmo esteve no fundo do poço, ninguém cantou para si: "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!"&lt;br /&gt;Já compreender mais que ser compreendido... bom, é o exercício da profissão. Noventa por cento - ou mais - do que dizemos aos pacientes, só vai ser compreendido daqui há meses... anos!, se é que algum dia. Isso sim, devemos pedir em oração no mantra diário, pra poder sustentar o consultório. O paciente fala, a gente compreende &lt;s&gt;marromeno&lt;/s&gt;, devolve a compreensão, ele não compreende, mas sai dali com a sensação de que está sendo profundamente compreendido. Tudo bem, continuemos cantando essa parte com o Fagner.&lt;br /&gt;Agora complica. Pedir pra amar mais que ser amado. Mais? Mais do que o sintoma atual que transforma o "eu te amo" em sentença de morte e faz com que o outro evite ouvir isso de nós como o diabo foge da cruz? Onde estava esse tal de Francisco nas aulas sobre fortalecimento do ego através das relações? Re-la-ci-o-nal. O Eu e o Tu. Sem essa de bloco do eu sozinho. Amor utópico, fragmentado, não correspondido é grave; gera até diagnóstico no DSM-IV e CID-10. Não, não, não curto essa de eu te amo mas você não me ama, logo, &lt;i&gt;I´m the bigger person&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;E no mais das coisas, sempre está o silogismo a nos fornecer argumentos: se todos consolam, compreendem e amam mais do que são consolados, compreendidos e amados, então todos consolarão, compreenderão e amarão a pessoa alguma e ninguém será consolado, compreendido e amado. Pois o meu consolo, compreensão e amor por você nunca poderão ser maiores do o seu consolo, compreensão e amor por mim, pois que você deve exercê-los mais que recebê-los; por outro lado, sempre serão maiores, porque eu os exerço acima de tudo o que recebo de você! Paradoxo, não?&lt;br /&gt;Por fim, é dando que se...&lt;br /&gt;Engravida.&lt;br /&gt;Muito cuidado então na escolha de pra quem e o que você dá. Você pode receber em dobro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário da mau-humorada, página hum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-1688202076879818154?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/1688202076879818154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/05/oracao-de-sao-francisco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1688202076879818154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1688202076879818154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/05/oracao-de-sao-francisco.html' title='Oração de São Francisco.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7548149607791251686</id><published>2010-05-04T10:57:00.000-03:00</published><updated>2010-05-04T10:57:24.302-03:00</updated><title type='text'>Como escolher seu analista/psicólogo.</title><content type='html'>"Eu apenas queria um relacionamento honesto, maduro e com o mínimo de neurose possível. É pedir demais?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do psicólogo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lacaniano&lt;/b&gt;: "Desista. Você nunca corresponderá totalmente ao desejo do outro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Freudiano&lt;/b&gt;: "O que você que é casar com o seu pai. Estou certo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Junguiano&lt;/b&gt;: "A coniunctio pelo hierogamos é uma imagem arquetípica da qual esse seu desejo é uma expressão mais que natural. É atávico!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Existencial-humanista&lt;/b&gt;: "E o que isso significa pra você exatamente agora, nesse momento?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Reichiano&lt;/b&gt;: "Eu pude notar exatamente isso, pela maneira como você cruza os dedos das mãos enquanto segura seu joelho esquerdo com elas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gestalterapeuta&lt;/b&gt;: "Seja esta relação. Coloque-a em primeiro plano agora. Como você se sente?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Winnicotiano&lt;/b&gt;: "A relação suficientemente boa é aquela que te frustra quando deve."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Transpessoal&lt;/b&gt;: "Este problema está para além de você ou do outro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esquizoanalista&lt;/b&gt;: "Existem muitos fatores que atravessam a sua problemática, numa rede intrincada de relações."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7548149607791251686?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7548149607791251686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/05/como-escolher-seu-analistapsicologo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7548149607791251686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7548149607791251686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/05/como-escolher-seu-analistapsicologo.html' title='Como escolher seu analista/psicólogo.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-3714819562441493677</id><published>2010-04-27T23:10:00.000-03:00</published><updated>2010-04-27T23:10:21.445-03:00</updated><title type='text'>Tudo o que tenho por um pouco de paz de espírito, John!</title><content type='html'>Eu queria apenas ser, sem sabê-lo. Sem saber o como, quando e o porque de ser como quando e porque. Ser sem ciência, no máximo, uma leve intuição de por onde ir. Eu queria dizer, sem pensá-lo. Sem saber o porque do que digo nem adivinhar o porque da resposta que recebo. A inconsciência da ignorância do substrato de tudo.&lt;br /&gt;A consciência de si não é a ciência do subjacente. Posso saber de mim mesma, sem entender-me, nem a ti. Sei que sou, e basta. Não me interessa o que move meus passos, interessa que ando. Queria andar sem me notar, e, caso batesse numa parede, a culpa seria dela por estar ali, e não minha. O que sei de mim, é minha responsabilidade. Gostaria de lavar as minhas mãos.&lt;br /&gt;E que o resultado das coisas fosse apenas uma prerrogativa do suprapessoal, sem vínculo algum com minhas escolhas.&lt;br /&gt;E que as palavras fluíssem de meus dedos incessantemente.&lt;br /&gt;Penso, logo sou e sofro. Sofro a reflexão de mim mesma sobre o que sou. Se flutuasse na plenitude paradisíaca do não saber, o mundo e eu seríamos um só. E tudo seria um reflexo de mim mesma.&lt;br /&gt;Mas sou uma, e muitas dentro de mim. Todo o mundo está dentro e fora, e num e noutro lugar não sou eu quem está ali, e, sim, sou eu ali.&lt;br /&gt;Queria não saber das relações. Que um poder transpessoal e divino decretasse: assim seja!, e assim seríamos. Mas a cada dia a vida tornava-se muito estranha, e como Alice, não podia mais ser quem eu era hoje. A vil autonomia recolhe sua paga. E nunca se pode voltar atrás, sem o castigo de, tentando fazê-lo, prender-se eternamente a meio caminho, nunca mais em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-3714819562441493677?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/3714819562441493677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/04/tudo-o-que-tenho-por-um-pouco-de-paz-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3714819562441493677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3714819562441493677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/04/tudo-o-que-tenho-por-um-pouco-de-paz-de.html' title='Tudo o que tenho por um pouco de paz de espírito, John!'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-3134458995639230929</id><published>2010-04-25T04:31:00.001-03:00</published><updated>2010-04-25T04:32:23.042-03:00</updated><title type='text'>Noite de sábado.</title><content type='html'>Regina acordou com o despertador do relógio tocando, muito suavemente, bem baixinho. Na verdade já havia acordado quarenta minutos antes, Alberto, que dormia ao seu lado no tapete da sala, falava animadamente ao telefone. Ele voltara a dormir. Ela mais ou menos, e agora acordava de verdade, porque estava na hora. Depois de passarem o sábado inteiro juntos, bebendo e comendo e falando, de dormirem sob o mesmo teto, teriam ainda um domingo muito agitado. Regina já via ante seus olhos as porções de pastel e as garrafas de cerveja que teriam, logo logo, por café da manhã.&lt;br /&gt;Espreguiçou-se com um sorriso, cheia de pelos do tapete no vestido, virou-se na direção do amigo. Alberto estava sentado de costas para ela, no chão com as pernas cruzadas, imóvel. "Bom dia!", ela disse feliz. Ele não a respondeu. Chamou-o, com a intimidade dos amigos, de mal educado e sentou-se, chegando perto de onde estava. Alberto, imóvel, tinha a expressão atordoada, os lábios brancos e os olhos vidrados. Observava fixamente o corpo de Mariana estendido ao pé da escada, as pernas e braços torcidos em direções opostas, o sangue coagulando na borda tapete.&lt;br /&gt;O grito de Regina retirou-o de seu torpor. "O que você fez? O que aconteceu?", ela oscilava entre acusar e acolher. "Eu acordei, e Mariana estava assim..." Morta. Já havia tocado no corpo, chamado por seu nome, mas estava de fato, desencarnada. Sentaram-se ambos longe do corpo, como em um ritual tácito de respeito àquilo que não entendem, e tentaram refazer os últimos acontecimentos da noite, em busca de resposta.&lt;br /&gt;Meia-noite. Após desligarem os respectivos telefones, Regina sai de casa a pé, Alberto entra num táxi. Ela passa na farmácia, tira dinheiro no caixa eletrônico, atravessa os arcos num passo mais apressado, cumprimenta amigos em frente ao Carioca da Gema. Ele segue viagem, pára um quarteirão antes, compra cigarros. Ela toca o interfone, sobe para o apartamento de Mariana. Ele toca o interfone sobe para o 205. Mariana pediu pizza, muita pizza, já está quase fria, como vocês demoram! Pizza, coca-cola e cigarros, all night long. Sem álcool, já haviam bebido muito à tarde. Mariana está morta, como? Comem, bebem - coca - e fumam - nicotina - e falam, riem, navegam na grande rede. Nenhum desses fatores, combinadamente ou de forma isolada, costuma ser fatal. Não de repente assim, não que saibam. Decidem-se por dormir esparramados no tapete de Mariana, porque no dia seguinte iriam tomar café da manhã juntos na Urca, cerveja e pastéis. Mas Mariana está morta, estragando o passeio.&lt;br /&gt;Se não fui eu, não foi você, então quem foi?, perguntam-se calados. Alberto acha melhor saírem dali para procura ajuda; Regina quer ligar para alguém, para a polícia. Não há chave na porta trancada, nem em nenhum outro lugar da casa. Estes telefones estão fora de área ou desligados. Estão presos, sem saída nem entrada, sem voz ou comunicação, com um corpo morto estirado na sala, ao pé da escada. O corpo que até esta madrugada era Mariana.&lt;br /&gt;Alberto, você fuma demais!, mas isso não é hora de se importar com isso. Decidem que é melhor tentar descobrir a &lt;i&gt;causa mortis&lt;/i&gt;, por si mesmos. Não há marcas, não há estrangulamento, nem hematomas ou escoriações. Não há perfuração a bala, nem cortes nos pulsos. Não há nada, senão um saco de ossos esfarelados e músculos contorcidos. Não há sinal de onde estejam as chaves da casa.&lt;br /&gt;A idéia de passar horas com um cadáver começa a nausear Regina. A idéia subsequente de morrer presa a esta casa com cadáver, começa a desesperá-la. É melhor tentar sair dali. Regina quer esmurrar a porta até derrubá-la; Alberto quer algo cortante para romper a rede de proteção que evita o suicídio do Gato para sair pela janela. O Gato! Aonde estará o Gato? Terá ele culpa? Que pensamento mais besta, Gatos não são responsáveis por mortes humanas. Procuram-no por toda a casa; é como se ele tivesse ido embora e levado todas as chaves.&lt;br /&gt;Sentam-se de volta ao tapete. A imagem do corpo contorcido fixa a atenção de ambos, é quase como se pudesse mover-se. Nem parece mais Mariana. Parece apenas algo, inanimado, sobre o que pode-se deliberar livremente. Pode-se mexer, reposicionar, torcer, zombar, abusar. É um boneco mórbido que se torna cada vez mais ridículo quanto mais tempo passam presos nesta sala. Já não lembram mais de pastéis e cervejas, das pessoas que estão do lado de fora, de uma realidade para além de uma sala com tapete e um cadáver.&lt;br /&gt;Alberto, ela está de olhos abertos e me olha fixamente. Agora acho que piscou. Não posso ficar aqui nem mais um minuto. Vou matar este cadáver! Regina, é melhor se acalmar. Com a cabeça no colo de Alberto, sentados de frente para Mariana, sonham com uma saída para esta prisão insuportável. Acariciando os cabelos cacheados de Regina, adormecem fingindo tudo não ser verdade.&lt;br /&gt;Mariana levanta-se da cama animada, vão tomar cerveja e comer pastéis na Urca, programa de domingo. Desce a escada e vê, estirados ao tapete os dois amigos, lábios arroxeados, pálidos, frios e ainda abraçados. Miram um ponto próximo à escada, com olhar escatológico. Têm nas mãos cigarros e as chaves da casa. Mariana abraça-os, puxando seus corpos para sobre seu colo e desculpa-se. Sinto muito, nunca quis que acontecesse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-3134458995639230929?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/3134458995639230929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/04/regina-acordou-com-o-despertador-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3134458995639230929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3134458995639230929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/04/regina-acordou-com-o-despertador-do.html' title='Noite de sábado.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5001006573748124661</id><published>2010-03-26T17:15:00.000-03:00</published><updated>2010-03-26T17:15:43.268-03:00</updated><title type='text'>Da série "Frases que afugentam uma mulher numa paquera."</title><content type='html'>&lt;b&gt;Do músico:&lt;/b&gt; "É muito fácil; Mi sustenido em Si sem Dó no Sol Fá, vamos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do escritor:&lt;/b&gt; "Não, não costumo fazer histórias muito longas e demoradas. Sou bom mesmo é nas rapidinhas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do jogador de basquete:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Sim, eu calço 47. Você realmente acha isso grande?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do médico ginecologista:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Sabe, na maioria das vezes chego em casa enjoado do meu trabalho..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do amigo de infância:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Eu acho que não mudei quase nada desde a última vez que nos vimos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do psicanalista:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"E sua mãe, vai bem?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do bailarino:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Você consegue fazer assim, ó?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do chef de cozinha:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Tudo o que eu faço leva azeite."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do mecânico:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"... então o motor tava sem óleo, mas eu dei um jeito de pegar na marra mesmo, nem precisei de lubrificante!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De um cara qualquer:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Você lembra muito a minha mãe/irmã/vózinha..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do veterinário:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Ah, seu gatinho dorme na cama? Que legal! Então você vai adorar conhecer os bichinhos de estimação que eu trouxe da minha última viagem ao Pantanal Matogrossense!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do cirurgião plástico:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Não sei, tem algo no seu rosto que...."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do engenheiro civil:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Você sabe o que é uma viga?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do nerd:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Você que conhecer minha coleção de Ipods?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do cara com idade de ser seu pai:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Oi."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do cara com idade de ser seu filho:&lt;/b&gt;&amp;nbsp;"Oi!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(aceito mais sugestões de utilidade pública.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5001006573748124661?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5001006573748124661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/03/da-serie-frases-que-afugentam-uma.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5001006573748124661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5001006573748124661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/03/da-serie-frases-que-afugentam-uma.html' title='Da série &quot;Frases que afugentam uma mulher numa paquera.&quot;'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5603090845978102412</id><published>2010-03-26T01:07:00.000-03:00</published><updated>2010-03-26T01:07:27.759-03:00</updated><title type='text'>No strings attached.</title><content type='html'>Tinha chegado em casa bêbada. Uma vaga lembrança que pedira comida no boteco da esquina, logo confirmada pelo interfone. Era mais uma noite em vão. Mais um sono sem sonhos que se lembrasse e que pudessem lhe dar uma dica. Se fiava muito no que tinham a dizer, os sonhos. Dormiu no tapete da sala. Quem nunca teve essa urgência de dormir tão desenfreada de não conseguir chegar na cama?&lt;br /&gt;Morava sozinha a tempo suficiente para parecer desde sempre. E a cada dia crescia a impressão de que assim moraria eternamente. Morava com o Gato. Mas o Gato sabia morar de um jeito que era como morar absolutamente sozinha muitas vezes. Não é de todo ruim, amava sua casa. Não que parecesse, pois pouco a frequentava, mas sim, amava. Tinha obrigações para com ela que não conseguia cumprir, mas a casa nunca reclamara. Da mesma forma o Gato. Amor incondicional.&lt;br /&gt;Sozinha, tinha tempo suficiente para olhar ao seu redor e tentar entender o que era sua vida. O que acontecia e qual era sua responsabilidade nisso, se é que tinha. Porque muitas vezes parecia que sua vida acontecia apesar dela. Obviamente, chegava a conclusão alguma, embora muitos de seus amigos tivessem opiniões garantidíssimas acerca. Opiniões sobre sua vida. Mas quem a conhecia? Quem realmente? Com frequência pensava que não havia ser vivente sobre a Terra - fora o Gato - que soubesse um mínimo que fosse sobre si. E sabia que a culpa era sua, porque nunca ter querido dizer o que era de verdade. Outras, se reconhecia no que diziam das impressões que tinham, pois bem, era um ser humano como eles, não? Mas no apanhado geral, nunca acertavam. O que queria mesmo, era difícil até entender a si mesma, saber a psicologia das motivações que a moviam.&lt;br /&gt;Naquela tarde bebera muito, e conversara sobre tudo isso, tudo o que não há tempo pra se conversar quando se está sóbrio. E sempre quando isso acontecia, ficava a impressão de que jogava palavras ao vento pra ver se alcançavam um certo destino. Puro misticismo etílico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou tarde do trabalho. Seus horários variavam uns dias mais, outros menos, mas pouco tempo de folga. Na verdade, havia folga suficiente, mas não sabia o que fazer com ela. Na verdade, não sabia o que queria. Estar sempre muito ocupado fornecia o argumento ideal para não se envolver com o que não sabia, ou sabia mas não sabia se queria. Havia tido mulheres na sua vida, umas mais outras menos, muito poucas que o ocupassem realmente. Pensava buscar algo, mas na verdade, andava na contramão.&lt;br /&gt;Não perdia muito tempo com olhar a o redor e entender sua vida, por ser mais fácil acreditar que era si próprio quem a definia. E o pouco tempo que lhe sobrava não deveria ser ocupado com isso. Morava sozinho sem perceber há quanto tempo, e não lhe ocorria problematizar tal fato. A roupa era lavada e passada e a casa arrumada por alguém que não lhe dizia respeito, comia sempre fora de casa, deixava o carro numa garagem alugada do outro lado da rua. E quando queria, podia levar alguém pra passar a noite. E só.&lt;br /&gt;Trabalhara a tarde inteira, e, como em todas as outras noites daquele dia da semana, a noite seria um vão. Um sono sem sonhos, a que não dava importância, pois nada lhe diziam. Importava que na manhã seguinte trabalharia novamente, e no fim da tarde, talvez, muito provavelmente, encontraria os amigos pra beber. Amigos com quem falaria sobre banalidades, sobre o trabalho, sobre viagens à Europa. Vez ou outra poderia até falar de si após a quarta garrafa, mas não o entenderiam mesmo. E nem seria essa a intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheceram-se sabe deus aonde. Um dos dois - quiçá ambos - lembra muito bem como tudo começou. Não é o tipo de homem que se interessaria pelo tipo de mulher que era. Não é o tipo de mulher que despertaria o interesse num homem desses. Para um, assustadora, enquanto para outra, frustrante. Estava claro que nada daria certo deste encontro. Uma clareza que condicionava as atitudes dos dois, porque uma era incisiva e o outro, pendular.&lt;br /&gt;Conhecerem-se encantou-os. Porque nenhum dos dois era o que o outro supunha. Para mais e para menos. Para o bem e para o mal. Mas o fim era próximo e certeiro. Acreditava ainda poder convencê-lo. Acreditava ainda poder contorná-la.&lt;br /&gt;Mas enquanto participassem desse conto, seguiriam a beber e a trabalhar tardes inteiras, em distantes realidades, juntos, mas sem se tocar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5603090845978102412?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5603090845978102412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/03/no-strings-attached.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5603090845978102412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5603090845978102412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/03/no-strings-attached.html' title='No strings attached.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-804658906644594278</id><published>2010-03-23T23:53:00.000-03:00</published><updated>2010-03-23T23:53:48.359-03:00</updated><title type='text'>Bilingual</title><content type='html'>It was morning. I had cried the whole night. Conclusions came to my head like butterflies, but they were all inconclusive. Things I've never thought about, things that have shadowed my mind my whole life. I just didn't want to see them. Nor hear.&lt;br /&gt;Certo, eu quis te fazer especial, mas você quis ser apenas mais um. Te tornarei então mais um entre tantos. Um entre tantos que eu quis pra mim, um entre tantos que eu desejei. Um entre tantos que eu daria um dente de trás para ter.&lt;br /&gt;It's a strange, nice, weird feeling. It was like I had faced all the answers altoghether, and yet, unanswered it remains. Like dropping a heavy burdon, like drinking a heavy bourbon. Happiness, although mislead through dangerous pathways.&lt;br /&gt;É como insistir em drogas de efeitos breves e efêmeros. É como um vício que te incita ao primeiro trago, mas logo apaga-se na metade. E sempre é um primeiro trago, porque não vinga. Não perde a novidade porque não tem efeito cumulativo.&lt;br /&gt;I'll pretend to both of us that I believe in exaclty every single word I'm saying. And that'll be fine by you. That's all you wanted to hear. That's all I wanted to live, certainly. But the real truth is that one you scented, the one you were afraid of. The one I'll try to convince you by lying.&lt;br /&gt;Então precisamos de um dicionário. O que você quis dizer exatamente quando trancou as portas conosco dentro e o resto do mundo fora. Eu te mostro as palavras que significam meus braços a te empurrar para longe. Enciclopédico, conhecemos tudo no mundo o que precisamos saber agora.&lt;br /&gt;I dreamt a dream of you. It was not you in it, but I wish - oh, god I wish! - it were.&lt;br /&gt;Sonhei com você. Mas não era você! Era muito melhor. Porque era real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(to be continued.... ou não...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-804658906644594278?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/804658906644594278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/03/bilingual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/804658906644594278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/804658906644594278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/03/bilingual.html' title='Bilingual'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-2688566429709199596</id><published>2010-03-23T13:14:00.000-03:00</published><updated>2010-03-23T13:14:25.544-03:00</updated><title type='text'>Ecrire</title><content type='html'>É preciso escrever. Eu preciso escrever. Mas o que? Como? É tão banal, um ato tão idiota como escrever. Escrever, oras. De algum modo incipiente, subreptício invade esta necessidade de escrever. É só forma, sem conteúdo. Mentira. É conteúdo sem forma. Não consigo dar forma às milhões de possibilidades do que desejo escrever. Eu não desejo escrever. Eu preciso escrever. Penso em tantas coisas. Frases vêm-me à mente, e vão-se, sem amarras. Sem começo, sem fim.&amp;nbsp;&lt;div&gt;Dêem-me um tema, eu preciso de um tema! Mas qual o que, é o que de pior podem me fazer. Meu pensamento gosta de correr solto, sem contornos ou limites. Não há maior penúria para si do que fazê-lo dedicar-se a um só assunto e dele discorrer com introdução, contexto e conclusão. Não. Tudo diz de tudo, todas as coisas se relacionam numa eterna associação livre de pensamentos que ... branco, branco. Não era nada disso. Não era isso que eu queria escrever. Quanta baboseira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu simplesmente não sei o que escrever. Mas não consigo parar. É absurdamente mais forte que eu a necessidade de colocar para fora, textualmente, algo do qual não faço a menor idéia, que não sei nem que cor tem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ora bolas, quem se importa...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;EU PRECISO DE UM TEMA!!!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-2688566429709199596?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/2688566429709199596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/03/ecrire.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2688566429709199596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2688566429709199596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/03/ecrire.html' title='Ecrire'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-3280416853518951639</id><published>2010-02-26T19:31:00.001-03:00</published><updated>2010-02-26T20:00:08.841-03:00</updated><title type='text'>CTAC</title><content type='html'>O Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais do Estado do Rio de Janeiro - CTAC - é um órgão público, funcionando há mais de cinco anos na Gávea, município do Rio, que oferece tratamento aos portadores de anomalias congênitas craniofacias, sendo, a grande maioria, portadores de fissuras lábio-palatinas. Seguindo o modelo do &lt;a href="http://www.centrinho.usp.br/"&gt;Centrinho de Bauru&lt;/a&gt;, o CTAC foi criado com a proposta de tornar-se um centro de referência no tratamento de pacientes fissurados no Estado do Rio de Janeiro. O corpo clínico conta com profissionais das áreas cirurgia plástica, cirurgia buco-maxilo-facial, fisioterapia, fonoaudiologia, serviço social, psicologia, nutrição, pediatria, otorrinolaringologia, cardiologia, psicopedagogia, farmacologia, além das especialidades de odontologia, odontopediatria, ortodontia e&amp;nbsp;periodontia.&lt;br /&gt;A atual gestão do CTAC, tem o mérito de, após muito esforço e trabalho administrativo e político, formar esta equipe de profissionais, com o perfil que nela encontramos hoje. É uma equipe diversificada, que, a despeito das intempéries a que o cotidiano institucional é sujeito, realiza um trabalho multidisciplinar, no melhor sentido do termo,&amp;nbsp;contemplando a totalidade de cada caso clínico e promovendo um atendimento verdadeiramente integral a cada um dos nossos pacientes. Nesta conjuntura, o CTAC-RJ, traça seu caminho para a realização de seu objetivo primeiro: tornar-se referência estadual no tratamento destes pacientes. &lt;br /&gt;Por ser de esfera estadual, atendemos adultos domiciliados no município do Rio de Janeiro, crianças e adultos de todo o estado, e ainda crianças e adultos de estados próximos que se transferem para a cidade na falta de recursos em seu domicílio de origem. Nossos pacientes tem um perfil muito específico, diferente do perfil comum aos usuários dos demais serviços da rede pública estadual. É principalmente por esta razão que o trabalho dos profissionais do CTAC é um trabalho específico e complexo, diferenciado e que necessita, na maioria das áreas, formação específica, seja através de cursos de formação, seja através de experiência e prática com este tipo de patologia, seja por ambos os caminhos. Além disso, são pacientes com demandas psicossociais de grande porte que, no mais das vezes,&amp;nbsp;incidem diretamente sobre seus tratamentos, tornando indispensável a dedicação de cada profissional no sentido do atendimento multidisciplinar e humanizado. E é exatamente isso o que encontramos no CTAC-RJ.&lt;br /&gt;O Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais do Estado do Rio de Janeiro está sendo dissolvido esta semana. O terreno onde se encontra o prédio que atualmente ocupamos, de localização privilegiada, entre a PUC e o Planetário da Gávea,&amp;nbsp;foi cedido para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que agora reinvindica sua ocupação com urgência. A solução encontrada pela Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, como mais imediata, é transferir a equipe do CTAC para as instalações do CEFIL, centro de fissurados localizado no Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador. Alguns de nós provavel e infelizmente talvez não nos acompanhem nesta nova etapa do trabalho, seja por questões pessoais, de transporte e localização, seja por conta do tipo de vínculo que mantém com a secretaria, caso dos cooperativados e da equipe administrativa que não serão incorporados nesta transição. Os demais contratados pela FESP com vínculo no estado, passarão a exercer suas atividades neste hospital municipal. &lt;br /&gt;O que mais nos preocupa nesta transição é o cuidado e o acompanhamento de nossos pacientes. Tememos que muitos deles não nos acompanhem por inúmeras razões: a grande dificuldade de acesso a esta localidade na Ilha do Governador, onerando àqueles que prescindem de transporte gratuito e que tem poucos recursos financeiros para o deslocamento, além da maior distância, acarretando viajem mais longa e mais penosa; a característica inerente ao Hospital Loreto de ser um hospital pediátrico, sendo o CEFIL referência de tratamento infantil, sem estrutura física para comportar a clientela adulta em leitos e cirurgias, o que siginifica a grande maioria dos nossos pacientes; também o caráter municipal da esfera de atendimento deste hospital, obrigando os pacientes de fora do município a recorrerem ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD); e por fim, o fato de que muitos dos nossos pacientes já foram submetidos a acompanhamento no Hospital Loreto, tendo interrompido seu tratamento lá por razões diversas.&lt;br /&gt;Os profissionais da equipe CTAC que permanecerão trabalhando com pacientes fissurados dentro desta nova estrutura e organização se comprometem a dar o melhor do que somos e fazemos, buscando oferecer a estes pacientes o que de melhor podemos em reabilitação de anomalias craniofaciais em geral e fissuras lábio-palatinas especificamente, não porque nos pedem, ou porque achamos que devemos, mas porque amamos o que fazemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-3280416853518951639?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/3280416853518951639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/ctac.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3280416853518951639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3280416853518951639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/ctac.html' title='CTAC'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7910806399803482943</id><published>2010-02-21T20:08:00.000-03:00</published><updated>2010-02-21T20:08:21.891-03:00</updated><title type='text'>Bolero de Ravel.</title><content type='html'>&amp;nbsp;Faz parte da cultura paraibana. Sim, o Bolero de Ravel. No município de Cabedelo, bairro do Jacaré, às margens do rio Sanhoá, todos os dias, há 3.385 dias (81, pela memória de F.K.), &lt;a href="http://www.jurandydosax.com.br/sax2/"&gt;Jurandy do Sax&lt;/a&gt;&amp;nbsp;toca o Bolero de Ravel, pontualmente desde o momento em que o sol começa a se por até este&amp;nbsp;desaparecer totalmente atrás da mata na outra margem do largo rio.&amp;nbsp;Jurandy sai de um pier sobre a água num dos restaurantes que ficam à margem do Sanhoá, entra numa canoa, e, de pé, navega pelo rio tocando o Bolero de Ravel em seu sax. Por do Sol no Jacaré, imperdível.&lt;br /&gt;Comi bode. Duas vezes. E peixe e camarão e feijoada e amendoim cozido na casca e castanha e devo estar um 5 quilos mais feliz. A balança daqui é atrasada no peso de verão, pr'as visitas ficarem à vontade e comerem mais um cadinho. É importante notar também o cachorro quente: é de carne moída. Até tinha umas salsichas - acho que em nossa homenagem - mas o negócio mesmo é pão a bolonhesa. Imagino que não seja tão interessante ficar aqui lendo sobre comida - com certeza não tanto quanto comê-las ao vivo aqui - mas é que, fora isso, eu estaria falando dos meus mergulhos matinais num mar transparente e sem ondas, das minhas caminhadas diárias pelas areias brancas daqui, do tantão assim de cerveja santa de todos os dias, e, fora isso... fora isso, não há mais nada, além da rede e um Saramago em espanhol. É uma vidinha chata essa que levo aqui. Mas vai acabar. &lt;br /&gt;Antes que acabe, hoje teve seresta na varanda. Muita gente, casa cheia, canções antigas, histórias folclóricas, piadas sobre muié. Quem vive vida assim, num lugar como esse, não há de reclamar.&amp;nbsp;É um povo feliz, bem humorado, que bebe, come, dança, canta, toca, ri, se abraça, dorme na rede - como eu dormi nessas redes! - longe e sem saber da correria das grandes cidades, do tumulto do Rio de Janeiro, da vida cara que levamos. Tudo por aqui é mais barato (skol latão a R$2,00 em tudo quanto é canto!!!), e a vida vai seguindo seu rumo, mantendo tradições simultâneas com as coisas boas das tecnologias modernas (como por exemplo esta internet que estou usando aqui...), recebendo o povo que vem de longe se maravilhar com essa vida.&lt;br /&gt;Terça eu volto. Espero que nada mais esteja no mesmo lugar de sempre. Eu, com certeza, não estarei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7910806399803482943?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7910806399803482943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/bolero-de-ravel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7910806399803482943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7910806399803482943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/bolero-de-ravel.html' title='Bolero de Ravel.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-6527913382885979299</id><published>2010-02-19T01:09:00.000-02:00</published><updated>2010-02-19T01:09:07.248-02:00</updated><title type='text'>Voltei Recife.</title><content type='html'>&lt;a href="http://letras.terra.com.br/capiba/272228/"&gt;Foi a saudade que me trouxe pelo braço.&lt;/a&gt; &lt;em&gt;"Foi aquele negão que no ano passado"&lt;/em&gt; tomar umas e outras e cair no Paço.&amp;nbsp;É assim que está a cabeça, pronto. Sem contar acordar e dormir com &lt;em&gt;"mandei o meu bagulhinho pra faculdade, pro cara testar...&lt;/em&gt;" Mas não vou mais falar disso, quem quiser saber, que procure &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;ei=lfl9S6mGBsiwuAeaxdzYBQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=spell&amp;amp;resnum=0&amp;amp;ct=result&amp;amp;cd=1&amp;amp;ved=0CAwQBSgA&amp;amp;q=quanta+ladeira&amp;amp;spell=1"&gt;Quantaladeira&lt;/a&gt; (ou &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;ei=lfl9S6mGBsiwuAeaxdzYBQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=spell&amp;amp;resnum=0&amp;amp;ct=result&amp;amp;cd=1&amp;amp;ved=0CAwQBSgA&amp;amp;q=quanta+ladeira&amp;amp;spell=1"&gt;Quanta Ladeira&lt;/a&gt;) no Pai Google.&lt;br /&gt;Vim aqui pra falar de &lt;a href="http://www.recife.pe.gov.br/"&gt;Recife&lt;/a&gt;. E de &lt;a href="http://www.olinda.pe.gov.br/"&gt;Olinda.&lt;/a&gt; E de &lt;a href="http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;amp;q=Cabedelo&amp;amp;oq=&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;ei=Cvp9S-_SKcOEuAey9ezNBQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=image_result_group&amp;amp;ct=title&amp;amp;resnum=5&amp;amp;ved=0CCYQsAQwBA"&gt;Cabedelo&lt;/a&gt;, em breve. Pronto, toda viagem é uma antropologia. No meu caso, quase uma antropofagia; uma antropofagia metafórica, digamos assim. E falando em fagia, comecemos pelo início: como se come nessas terras! Anotem: isso chicletento que vocês comem por aí, não é queijo coalho! Isso chicletento que vocês comem por aí, não é carne! Isso chicletento que vocês comem por aí, não é tapioca, pronto! &lt;br /&gt;Mas a primeira descoberta agradável - pra mim, que nunca havia subido - é que não, no Nordeste não faz tanto calor como no Rio. Na verdade, os táxis todos, embora os tenham, não ligam ar condicionado algum! Já pensou coisa dessas em terras de casas de brancos? Impossível! Ainda sobre os táxis, digamos que os taxistas recifenses tem uma direção um tanto quanto peculiar. Bela noite, ao voltar do Recife Antigo com meus recém-amigos cearenses, tivemos uma prévia do que seria um Paris-Dacar do Antigo até Boa Viagem. Foi divertido porque fez vento, embora os meninos parecessem um tanto quanto preocupados...&lt;br /&gt;Eu queria ter vindo escrever antes, porque as memórias se amontoam, as frases de efeito que eu pensei já se perderam, e agora é muita coisa pra despejar de uma vez só, e eu já estava ficando com abuso. Sei que abrimos com maracatus, depois vimos frevos e maracatus, no dia seguinte passaram maracatus e frevos e por fim, os frevos e maracatus se apresentaram. Descobri também que existe um som mágico que tem o poder inenarrável de fazer 500 pessoas pularem com os braços para cima, todas ao mesmo tempo, no mesmo ritmo e com a mesma freqüencia. Esse som consiste no &lt;em&gt;"&lt;a href="http://www.google.com.br/search?um=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;q=vassorinhas&amp;amp;oq=&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;sa=N&amp;amp;tab=iw"&gt;pã rã nã nã pã rã nã, pã ra nã nã pã rã nã...&lt;/a&gt;"&lt;/em&gt;. Calma, não pulem, por favor. Terminem o texto. Pronto.&amp;nbsp;A propósito, eu SEI dançar frevo. Sei mesmo. De verdade. Ainda não me acertei com o diacho do côco, mas frevo, ah, isso eu sei, visse? Perguntem pra minha amiga Carolita que não há de negar.&lt;br /&gt;Dancei frevo. Dancei muito. Dancei frevo em cima do palco do Geraldo Azevedo. Tomando uma skol. Mas eu queria voltar nas comidas. Quiabada com charque, macaxera com carne de sol, suco de graviola, sorvete de cajá, creme de abacate, queijo coalho, água de côco, doce de carambola, tapioca, acarajé (!!!!!???), o tal do maltado que eu nem sei que tanta graça tinha, mas tinha.... Eu não tenho nada pra falar sobre isso, a não ser que são incrívelmente deliciosas e apimentadas, mas eu fiz questão de citá-las, u'a por u'a aqui, pronto. Eu vi nêsperas sendo vendidas de saca! E vocês nem ao menos sabem o que são nêsperas!!!!! Aahhhh, o resgate da minha infância na culinária e flora nordestinas!&lt;br /&gt;Devo dizer também das peculiaridades do povo local. Uma delas, que muito nos incomodou logo de início, foi o fato de que a juventude - e mais tarde, vim a notar, os de todas as idades também - pernambucana leva-nos os braços indelicadamente cada vez que precisam andar em meio a mutlidões. Muito indelicadamente. Pronto, como não queria nunca considerar povo tão amigável e suas pexêras como maleducados, desenvolvi logo mais uma de minhas teorias antropológicas sobre o assunto: acontece que no nordeste a dimensão da corporalidade é bastante diferente da nossa! É normal que se toquem, que se amontoem, que se encostem, que dancem axaxadamente, portanto, é culturalmente cabível que o deslocamento das pessoas em meio a multidões contemple que os corpos se esfreguem, movendo uns aos outros de seus lugares, sem que isso signifique brutalidade, grosseria ou desconforto. Danados de nós, sudelistas com nossos egoístas espaços privados...&lt;br /&gt;Fiz questão então de ir ao tal &lt;a href="http://www.visiteportodegalinhas.com/portodegalinhas/"&gt;Porto de Galinhas&lt;/a&gt;. Gente que estava comigo nem queria ir, não sabíamos ao certo o horário da maré baixa, pra ver os tais corais, formando as tais piscinas - digo, até sabíamos, mas não queríamos crer que teríamos que acordar tão cedo para tal. Mas fomos mesmo assim. E admiro muito gente que vai emburrada só pra agradar aos outros (leia-se aqui à namorada, porque ninguém pula da cama 10h00 da manhã, tendo chegado às 4h00 do Recife Antigo só pra agradar&amp;nbsp;à prima...). Não vimos corais alguns, piscina alguma, mas mesmo assim, foi lindo. Tão lindo quanto o tamanho dos bichões&amp;nbsp;servidos em&amp;nbsp;um prato de Camarão ao alho e óleo para dois que alimentou a nós três com fartura, lá mesmo, em Porto de Galinhas. Mas a coisa boa é que no dia seguinte eu vi a maré baixa e os corais, não em Porto, mas lá mesmo, em Boa Viagem. Onze da madrugada, eu chegando sozinha à praia e, à primeira vista do mar,&amp;nbsp;logo me ocorre: "ah! agora eu sei porque chamam este lugar de Recife!" Brilhante, não?&lt;br /&gt;Mas, pronto, nem só de frevo se faz o carnaval de Recife. Nem só de frevo e maracatu, tampouco. Para isso, há o &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;q=recbeat&amp;amp;meta=&amp;amp;aq=f&amp;amp;oq="&gt;RecBeat&lt;/a&gt; e as novas amizades. Foi assim que meus recém-amigos cearenses&amp;nbsp;me levaram pra ver &lt;a href="http://www.myspace.com/cidadaoinstigado"&gt;Cidadão Instigado&lt;/a&gt;, banda de rock progressivo (assim eles chamaram) lá da terrinha deles, porreta de arretada. Foi beeeeeeem divertido isso. Tomar banho de chuva logo em seguida com o som de &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;q=original+olinda+style&amp;amp;meta=&amp;amp;aq=0&amp;amp;oq=original+olinda"&gt;Original Olinda Style&lt;/a&gt; também deu pra pular. Êta povo animado, esse do &lt;a href="http://www.ceara.gov.br/"&gt;Ceará&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;A quarta-feira de cinzas foi dia de voltar pra casa - pra casa de Recife, não pra casa de casa - ler e descansar. O povo que estava comigo ainda aventurou de ir novamente a Olinda, ver os "Boizinhos", o "Segura o Case", e outras coisas com nomes que não encontramos no Rio. Pelo que contaram, foi bem divertido. Mas eles, ao contrário de mim, haviam dormido, logo, optei por "morgar" (já começo a ficar com abuso desse sotaque carioca...).&lt;br /&gt;Hoje chegamos à Paraíba, município de Cabedelo (já devidamente linkado acima), praia Formosa. Em breve terei fotos que explicarão com a devida obviedade este nome. Estamos há apenas sete horas aqui, mas já posso dizer que é bem difícil ter que voltar daqui há quatro dias. Rede na varanda, mar morno e translúcido a três metros do portão, paisagem de novela, vento caribenho, skol gelada. Pronto. Preciso dizer mais?&lt;br /&gt;Bom, precisar não precisa, mas eu sou bloguemaníaca - estava entrando em abstinência, oito dias sem internet! - logo, em breve trarei mais notícias desse período horrível e devastador de minha vida pelo qual estarei passando até terça que vem. Quem viver, lerá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-6527913382885979299?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/6527913382885979299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/voltei-recife.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6527913382885979299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6527913382885979299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/voltei-recife.html' title='Voltei Recife.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-4802481811999359821</id><published>2010-02-11T04:03:00.000-02:00</published><updated>2010-02-11T04:03:11.843-02:00</updated><title type='text'>Diálogos 4: Por que você foi embora?</title><content type='html'>- HEIN?&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Já te falei...&lt;br /&gt;- Não entendi.&lt;br /&gt;- Mas fui claro...&lt;br /&gt;- Depois de tudo...&lt;br /&gt;- Nunca dei a entender...&lt;br /&gt;- Mas as coisas que falamos?&lt;br /&gt;- Eu não quis dizer...&lt;br /&gt;- Falso.&lt;br /&gt;- Ãhn?&lt;br /&gt;- Canalha.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Homem!&lt;br /&gt;- O que você quer dizer com isso?&lt;br /&gt;- Oras, isso mesmo! Canalhasalafrárioenganadorfilhadaputagostoso!&lt;br /&gt;- Mas querido!!!&lt;br /&gt;- Querido uma ova!&lt;br /&gt;- Nunca mais vou lá!&lt;br /&gt;- Onde?&lt;br /&gt;- Lá, onde você me esnoba na frente dos seus amigos!&lt;br /&gt;- Mas querido...&lt;br /&gt;- Querido é o caralho! Chegacabou!&lt;br /&gt;- Mas eu quero...&lt;br /&gt;- Não me importa, Rubem, não me importa. Ou assume, ou está tudo acabado. Não tolero ver você com mais mulher alguma!&lt;br /&gt;- André....&lt;br /&gt;- Não me importa!&lt;br /&gt;- Eu te...&lt;br /&gt;- Não quero saber, é mentira! Enquanto não for só pra mim, é mentira!&lt;br /&gt;- Nunca serei...&lt;br /&gt;- Então nunca terás...&lt;br /&gt;- Posso mudar!&lt;br /&gt;- Mudar?&lt;br /&gt;- Sim, mudar.&lt;br /&gt;- Duvido. Prove!&lt;br /&gt;- Amanhã mudarei... amanhã...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-4802481811999359821?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/4802481811999359821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/dialogos-4-por-que-voce-foi-embora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4802481811999359821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4802481811999359821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/dialogos-4-por-que-voce-foi-embora.html' title='Diálogos 4: Por que você foi embora?'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-2994534707425377886</id><published>2010-02-05T17:09:00.000-02:00</published><updated>2010-02-05T17:09:30.524-02:00</updated><title type='text'>Diálogos 3: O que você foi fazer?</title><content type='html'>- Mas doutor, não gostei!&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Do que o senhor fez!&lt;br /&gt;- Mas você está curada!&lt;br /&gt;- Exatamente!&lt;br /&gt;- Não gostou de estar curada?&lt;br /&gt;- Não. Quero a recidiva da minha patologia!&lt;br /&gt;- Não entendo!&lt;br /&gt;- Com todos os sintomas de volta!&lt;br /&gt;- Mas porque? Não se sente melhor assim?&lt;br /&gt;- Defina "melhor"?&lt;br /&gt;- Ora, foram-se as dores, a febre, a tensão muscular. Seus olhos não lacrimejam mais, sua garganta desobstruiu, está respirando melhor! Aquela sensação de aperto no peito e nó no estômago também passou e seu coração não corre mais risco de enfarte. Não tens mais dor de cabeça. Os pés não estão inchados e suas pernas se movimentam livremente agora. Sua saúde está restaurada, minha jovem!&lt;br /&gt;- Mas e o buraco?&lt;br /&gt;- Que buraco?&lt;br /&gt;- O buraco que fica agora! O que eu faço sem sentir isso tudo? Não sinto mais meus pés, minha cabeça, meu estômago, meu coração, não sinto mais nada! Como sei que ainda os tenho se não os sinto?&lt;br /&gt;- Mas eu te garanto, estão aí e funcionando plenamente.&lt;br /&gt;- Sua garantia não me basta. Eu não doo mais, não sei se existo.&lt;br /&gt;- Minha filha, é confuso o que está dizendo. Em muitos anos de prática médica nunca ouvi dizerem...&lt;br /&gt;- Pois é doutor, o senhor não sabe o que faz. Devia ter me perguntado antes.&lt;br /&gt;- Perguntado o que?&lt;br /&gt;- Me explicado! Com certeza, se soubesse que me curar seria assim, não deixaria que tivesse me tratado.&lt;br /&gt;- Mas achei que era isso o que você queria.&lt;br /&gt;- Vocês médicos e suas suposições. Achou mal. Eu tinha o direito de saber que seu tratamento iria me roubar o sentido de ser.&lt;br /&gt;- O sentido de ser? De ser doente?&lt;br /&gt;- Não. Sentir. Eu sentia antes. Agora não sinto mais nada.&lt;br /&gt;- Sentia dores.&lt;br /&gt;- Mas sentia. E agora, o que me resta?&lt;br /&gt;- Saúde.&lt;br /&gt;- Para que?&lt;br /&gt;- Para aproveitar a vida!&lt;br /&gt;- Como vou aproveitar uma vida que não sinto? Veja, nem sei ao menos se tenho um cérebro, não o sinto dentro de minha cabeça! Como posso raciocinar assim?&lt;br /&gt;- Minha jovem, acho que você está muito confusa. Logo se acostuma. É assim que se é saudável, é o que todos buscam.&lt;br /&gt;- Anestesiados? Não, obrigada. Não quero ser saudável se isso significa não me sentir. Quero de volta saber do meu corpo, onde dói!&lt;br /&gt;- Não posso te fazer doente de volta!&lt;br /&gt;- Como não? O senhor curou, agora trate de descurar!&lt;br /&gt;- É contra meus princípios, o juramento que fiz!&lt;br /&gt;- Não me importa! Eu não pedi isso! Quando o procurei, achei que podia me ajudar. Não piorar as coisas.&lt;br /&gt;- Não sei o que fazer agora. Na verdade, nem ao menos entendo direito o que você quer...&lt;br /&gt;- Quero o sentir, o sentido, o sentimento. Que me devolva tudo isso.&lt;br /&gt;- Não sei se posso. Eu havia te curado...&lt;br /&gt;- Faça-o agora!&lt;br /&gt;- Se te beijar...&lt;br /&gt;- Talvez resolva...&lt;br /&gt;- Mas adoecerei também... eu acho...&lt;br /&gt;- Não me importa. Beije-me!&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;- Sinto as dores retornarem lentamente. Os sintomas se aproximando. Com o passar dos dias piorarei.&lt;br /&gt;- Era isto que você queria?&lt;br /&gt;- Era, era sim.&lt;br /&gt;- Mais alguma coisa?&lt;br /&gt;- Que você me ligue amanhã.&lt;br /&gt;- Que eu te procure?&lt;br /&gt;- Sim, isto.&lt;br /&gt;- Amanhã ligarei... amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-2994534707425377886?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/2994534707425377886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/dialogos-3-o-que-voce-foi-fazer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2994534707425377886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2994534707425377886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/dialogos-3-o-que-voce-foi-fazer.html' title='Diálogos 3: O que você foi fazer?'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-8824842574428267092</id><published>2010-02-03T00:08:00.000-02:00</published><updated>2010-02-03T00:08:00.405-02:00</updated><title type='text'>Diálogos 2: Ela não te ama.</title><content type='html'>- Mas eu gosto dela.&lt;br /&gt;- Como pode?&lt;br /&gt;- Não sei, assim...&lt;br /&gt;- Mas ela é completamente louca!&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Descompensada!&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Esquizofrênica! Bipolar! Borderline!&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- E ainda assim?...&lt;br /&gt;- Eu a amo.&lt;br /&gt;- O que ela te fez?&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;- Nada?&lt;br /&gt;- E tudo.&lt;br /&gt;- Tudo o que?&lt;br /&gt;- Mandinga.&lt;br /&gt;- Na boca do sapo?&lt;br /&gt;- É uma abstração...&lt;br /&gt;- É uma aberração, eu diria.&lt;br /&gt;- Você não a conhece.&lt;br /&gt;- E você?&lt;br /&gt;- Sei o suficiente.&lt;br /&gt;- Ela fuma?&lt;br /&gt;- Fuma.&lt;br /&gt;- Bebe?&lt;br /&gt;- Bebe.&lt;br /&gt;- Deve ter filhos...&lt;br /&gt;- Um aquário...&lt;br /&gt;- Muitos filhos?!&lt;br /&gt;- Não, peixes.&lt;br /&gt;- Não entendo...&lt;br /&gt;- Os peixes?&lt;br /&gt;- Não, você! Um rapazinho tão inteligente...&lt;br /&gt;- Qual&amp;nbsp;a relação?&lt;br /&gt;- Devia saber onde se mete!&lt;br /&gt;- Mas eu sei!&lt;br /&gt;- Sabe? Então porque?&lt;br /&gt;- Eu a amo.&lt;br /&gt;- Porque a ama?&lt;br /&gt;- Deve ser carne.&lt;br /&gt;- Se é assim, porque não diz?&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- A ela!&lt;br /&gt;- Que a amo? Nunca!&lt;br /&gt;- Porque não?&lt;br /&gt;- E destruir tudo o que temos? Nem pensar...&lt;br /&gt;- Mas não têm nada....&lt;br /&gt;- Por isso... Teríamos menos ainda.&lt;br /&gt;- Ela é louca.&lt;br /&gt;- Concordo.&lt;br /&gt;- Então?&lt;br /&gt;- Me casaria!&lt;br /&gt;- Na igreja?&lt;br /&gt;- No bordel, onde fosse.&lt;br /&gt;- Ela não te ama.&lt;br /&gt;- Novidade.&lt;br /&gt;- Então, desiste?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Desiste??&lt;br /&gt;- Ok.&lt;br /&gt;- Ok o que?&lt;br /&gt;- Desisto.&lt;br /&gt;- Desiste???!&lt;br /&gt;- Amanhã desisto, amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-8824842574428267092?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/8824842574428267092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/dialogos-2-ela-nao-te-ama.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8824842574428267092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8824842574428267092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/dialogos-2-ela-nao-te-ama.html' title='Diálogos 2: Ela não te ama.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5233683947360680655</id><published>2010-02-01T14:16:00.001-02:00</published><updated>2010-02-02T23:53:41.617-02:00</updated><title type='text'>Diálogos 1: Morte em vida.</title><content type='html'>- Foi?&lt;br /&gt;- Fui?&lt;br /&gt;- Já?&lt;br /&gt;- Já. &lt;br /&gt;- E já voltou?&lt;br /&gt;- Já!&lt;br /&gt;- Porque?&lt;br /&gt;- Não deu certo.&lt;br /&gt;- Mas como?&lt;br /&gt;- Não sei direito.&lt;br /&gt;- O que aconteceu?&lt;br /&gt;- Muita coisa.&lt;br /&gt;- Muita coisa o que?&lt;br /&gt;- Ah, não dá pra contar... Pra falar teria que ir do início...&lt;br /&gt;- Faz isso então, oras!&lt;br /&gt;- Não posso.&lt;br /&gt;- Porque?&lt;br /&gt;- Tem muita coisa que não lembro.&lt;br /&gt;- Faz um esforço.&lt;br /&gt;- Não consigo.&lt;br /&gt;- Porque?&lt;br /&gt;- Dói.&lt;br /&gt;- Dói? &lt;br /&gt;- Dói.&lt;br /&gt;- Foi tão ruim assim?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Então?&lt;br /&gt;- Foi maravilhoso.&lt;br /&gt;- Então porque não lembra?&lt;br /&gt;- Por que não deu certo. Fiz questão de esquecer.&lt;br /&gt;- Mas se você foi lá e tudo! O que pode ter dado errado?&lt;br /&gt;- Não sei, algo no meio do caminho, talvez...&lt;br /&gt;- Você diz, a estrada?&lt;br /&gt;- Não, não é isso.&lt;br /&gt;- Então?&lt;br /&gt;- A hora em que cheguei.&lt;br /&gt;- A hora em que chegou? Que tem?&lt;br /&gt;- Era tarde.&lt;br /&gt;- Da noite?&lt;br /&gt;- Não, demais. Era tarde demais.&lt;br /&gt;- E o que...&lt;br /&gt;- Ele já estava morto. Não houve o que pudesse...&lt;br /&gt;- Morto?! Mas me parecia tão...&lt;br /&gt;- Vivo, eu sei. É apenas impressão. Mortinho.&lt;br /&gt;- Quem diria...&lt;br /&gt;- Eu não.&lt;br /&gt;- Nem eu. Se ao menos você...&lt;br /&gt;- Se ao menos eu o que? Não me culpe!&lt;br /&gt;- Não, não, não é isso. Mas você não acha que...&lt;br /&gt;- Que poderia ter chegado a tempo? Não, não mesmo. Já estava bem estragado quando o vi. Fedia.&lt;br /&gt;- Ô, dó....&lt;br /&gt;- Foi melhor assim...&lt;br /&gt;- Vai saber...&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Mas, e você... vai de novo?&lt;br /&gt;- Novamente? Acho melhor não.&lt;br /&gt;- Ora, vá!&lt;br /&gt;- Não sei, eu...&lt;br /&gt;- Que tem?&lt;br /&gt;- Eu tenho medo...&lt;br /&gt;- De que? De não dar certo novamente? Ora vamos, deixe de besteiras!&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;- Tudo bem o que?&lt;br /&gt;- Eu vou.&lt;br /&gt;- Vai?&lt;br /&gt;- Amanhã eu vou. Amanhã...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5233683947360680655?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5233683947360680655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/morte-em-vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5233683947360680655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5233683947360680655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/02/morte-em-vida.html' title='Diálogos 1: Morte em vida.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-4988281754600166265</id><published>2010-01-29T21:55:00.000-02:00</published><updated>2010-01-29T21:55:03.239-02:00</updated><title type='text'>Literatura erótica.</title><content type='html'>É no banho que vejo as marcas que você me deixou. Lembro bem desta noite, por trás dos pensamentos embaçados vodkanianos.&lt;br /&gt;Seu quarto já me é familiar, sei exatamente onde ficam as suas coisas, a sua cama. Me pede para tirar a roupa, em tom imperativo. Minhas coxas ficam marcadas pelo elástico da calcinha que você arrebenta com força. Pega meus cabelos como rédeas e encontra em mim a posição que deseja. Não bata tão forte, assim você me machuca. Você é quem manda. &lt;br /&gt;Sua língua passeia pela minha boca, enroca-se na minha, seus lábios grossos devorando os meus e me deixando o rosto todo úmido, eu me entrego a estes beijos como se hipnotizada, como se desacordada, mergindo inteira com sua boca.&lt;br /&gt;Passeia suas mãos por entre minhas pernas, não é delicado, nem tampouco bruto. Sinto os dedos ásperos arranharem ao entrar, sinto meu corpo por dentro. Sou totalmente vulnerável agora. Beija-me entre as coxas minha coluna se contorce em resposta, aperto os olhos para segurar o momento por mais tempo.&lt;br /&gt;Toma meus seios em ambas as mãos pois que sabe que cabem nelas como taças de merlot. Com calma, não me deixe marcas. Me arranha levemente as costas, arrepio, sua mordida em meu pescoço dura cinco dias. Há cabelo por todo o lençol. Me arranca cabelos, me corre uma&amp;nbsp;lágrima no canto do olho. Assim não, isso, faça isso. Dobra-me ao meio. Testa todos os limites das minhas articulações. Deixa eu fazer assim em você.&lt;br /&gt;Te olho dentro dos seus olhos de garoto, deitado sob mim. Cheiro. Te olho. Movimento. E te olho. Quero entrar por aí, pelos seus olhos. Movimento.&lt;br /&gt;Deita sobre minhas costas, não me deixa ver, o peso me sufoca um pouco. Assim. Aperte um pouco mais. Segura meus pulsos com uma das mãos, pressiona-me os quadris com a outra. Pára. Respiro. Me abraça de lado e seu braço e sua perna pesam como um cobertor de inverno. Brinco com sua pele desenhada, passo-lhe os dedos, nunca mais saia daqui. Dorme.&lt;br /&gt;Queria te falar... Está na hora em que vá embora, leva-me até a porta, me beija no hall do elevador. Cuide agora de sua vida. Vou-me embora com minhas marcas, as marcas que você me deixou, e que nunca saberá. Queria te falar...&lt;br /&gt;É no banho que me lembro das marcas que você me deixa, das que queria te falar, mas vou sempre me lembrar daquela noite vodkaniana. Me ligue quando quiser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-4988281754600166265?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/4988281754600166265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/01/literatura-erotica.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4988281754600166265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4988281754600166265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/01/literatura-erotica.html' title='Literatura erótica.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-1116416516220595296</id><published>2010-01-20T21:13:00.000-02:00</published><updated>2010-01-20T21:13:53.172-02:00</updated><title type='text'>O fim está próximo.</title><content type='html'>Começamos já errado. Estamos começando pelo fim. Não há fim. Não importa o que façamos. Não há muito o que posso fazer. É insuportável estar aqui, porque não há para onde fugir. É inexorável que a situação te persiga até os confins, onde quer que eu esteja. Porque são minhas as atitudes. Você não vê porque enquanto você falava, eu escondia tudo de você. Você não vê, porque falava demais pra perceber o que acontecia comigo. Você não vê, porque aconteciam muitas coisas ao seu redor, enquanto eu era mais do mesmo. Sempre novidade. &lt;br /&gt;Olha, eu não quero ser grossa, mas, começamos já errado. Eu não sei dizer não. E quem sabe. Tudo é perto demais, seus passos são vigiados, não há distanciamento possível que proteja minha integridade. Enquanto isso não me escolhe, eu escolho errar. Me perdoe se eu estiver errada. Mas eu já descobri tudo, não adianta mais se enganar. Minha alma quer me sabotar a qualquer preço. Eu sei o que quero. E sei o que quero quando o que eu quero não pode ser. E isso é pura sabotagem. É cravar a espada&amp;nbsp;no próprio peito, é abrir com força a porta em cuja maçaneta se amarra o barbante que está preso ao seu dente mole.&lt;br /&gt;Olha, eu não quero ser grosa, mas, eu faço tudo errado. Não me acompanhe. Ou me tire daqui. Mas pra isso, você precisa me convencer. Porque estou muito bem assim, obrigada, isso tudo é uma droga que eu não aguento mais. Se as circunstâncias fossem outras, eu poderia ser assim. Mas só culpa.&lt;br /&gt;Isso não é um livro. Começamos já errado, porque não há fim, não tem como acabar. Isso não é um livro e você não vai adivinhar o final porque falava demais. Porque não há final. Porque a toda hora eu mudo o final. Não quero que acabe. Isso está acabando comigo.&amp;nbsp;E o meu projeto de vida. Nunca farei as escolhas certas, minha alma quer me sabotar. Começamos pelo fim que não há, isso não há de acabar, acaba comigo. &lt;br /&gt;Era uma vez uma minha história. Fim. Por hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-1116416516220595296?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/1116416516220595296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/01/o-fim-esta-proximo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1116416516220595296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1116416516220595296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/01/o-fim-esta-proximo.html' title='O fim está próximo.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5093597310242682808</id><published>2010-01-06T23:07:00.000-02:00</published><updated>2010-01-06T23:07:15.671-02:00</updated><title type='text'>Paixão, doença e morte.</title><content type='html'>Doença, seu sinônimo: patologia. Patologia, etimologicamente&amp;nbsp;do grego, &lt;em&gt;logos&lt;/em&gt;, como em todas as logias, com esse sentido adaptado para 'estudo' e &lt;em&gt;pathos&lt;/em&gt;, paixão. A Grécia Antiga lidava com as &lt;em&gt;paixões do corpo&lt;/em&gt;, termo que foi utilizado até muito recentemente na Idade Média por todos aqueles que ocuparam o lugar de médicos, &lt;em&gt;les medicins&lt;/em&gt;. Paixões do corpo, que eram responsáveis tanto pelos aspectos físicos quanto pelo comportamento das pessoas, épocas em que as pessoas eram uma coisa só. E a "cura" não consistia em extinguir, exterminar, eliminar, esconder, se livrar de coisas que pertencem inerentemente ao homem. A cura era o equilíbrio. &lt;br /&gt;Em muitos lugares e épocas foi assim, e buscava-se tal bem estar através de diversos artifícios: intelectuais, desporto, ascetismo, exercícios de mente, corpo e espírito, o TAO. Sounds good to me.&lt;br /&gt;A medicina atual difere um bocado disso. Cura é sinônimo de não morrer, não doer, não sofrer&amp;nbsp;(sabendo que corro o risco de apanhar por esta afirmação...). Febre, dores no corpo, dor de cabeça, na verdade aquilo que não deve ser combatido, mas justamente os sinais que nos indicam que nosso organismo, como um todo, combate algo que tenta avariá-lo, é justamente o que é superficialmente combatido. Como um todo, não importa onde esteja o desequelíbrio, todo o seu corpo se envolve na luta contra o "inimigo". E ninguém foge à guerra. É uma batalha para Sun Tzu algum botar defeito. &lt;br /&gt;Eu quase mesmo posso ver, todo o movimento interno, a febre, o sangue, a digestão, cada dor, tudo movendo-se&amp;nbsp;numa prefeita sinfonia dentro de mim, dizendo a este todo o que fazer: agora descanse; agora beba líquidos; agora sue; agora trema de frio. E é absolutamente assim que funcionamos há aproximadamente 12 mil anos. Com algumas modificações e improvements, é claro.&lt;br /&gt;Este não é um texto para criticar a medicina moderna (nem medicina alguma, cada uma com seu zeitgeist), até porque, para isso eu teria que fazer jus a todos os benefícios alcançados com as ciências modernas, análises comparativas, estatísticas e todo um rol de blábláblá a que não me proponho agora.&lt;br /&gt;Mas este é um texto porque eu sinto, e me ocorre desta forma: prestemos atenção a esta estrutura organizacional a que chamamos eu, com tudo o que lhe cabe. Quando tomo um antibiótico após uns dois dias lutando contra um quadro de batalha qualquer, a imagem que imediatamente me vem à cabeça é todas as partes que me doem, que estão quentes demais, inchadas, vermelhas, dentro ou fora, todos seus soldados já cansados, chamando backups, fazendo contenção de víveres, e gritam agora: "Vejam, reforços! Estamos salvos!!" Por outro lado, quando, ao menor sinal de uma dorzinha de cabeça, enviamos os melhores batedores e a cavalaria dos aliados já para dentro, ouviria os anticorpos recémchegados ao set da batalha, desanimados e injuriados: "Mas estávamos falando algo, não nos ouviram? Mal começamos! Oras, não precisam de nós aqui...", e retiram-se, insatisfeitos, rejeitados, desistem da carreira militar, ficam gordos e flácidos, perdem o manejo das armas, não saberiam mais lutar contra uma criança de 5 anos.&lt;br /&gt;Ok, isso aqui é que parece uma história para uma criança de cinco anos, mas é assim que me sinto hoje - como um campo ativo de batalha, não como uma criança de cinco anos. Uma última reflexão que me assalta: hoje em dia recorremos aos remédios e tratamentos, cada vez mais modernos, que vem em socorro quando nosso todo ameaça perder a batalha, ou, no mínimo, exaurir-se demais. Mas e antigamente? Antigamente, três dias de febre alta, a luta consumindo mais e mais forças, o corpo pedindo arrego... morria-se. Antigamente morria-se, muito mais do que se morre hoje. Por causas muito mais simples. Sentia-se toda essa batalha dentro de si, e sabia-se quando a guerra era perdida. Saber e acompanhar o morrer. Viver o morrer. Morrer é inexorável. Mas sinto que não o sabemos mais fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5093597310242682808?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5093597310242682808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/01/paixao-doenca-e-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5093597310242682808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5093597310242682808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2010/01/paixao-doenca-e-morte.html' title='Paixão, doença e morte.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-6579268188145480328</id><published>2009-12-31T17:20:00.000-02:00</published><updated>2009-12-31T17:20:28.984-02:00</updated><title type='text'>Reprospectiva</title><content type='html'>É o último do ano. O que quer que seja, mas é o último. Após as 23h59 de hoje, nada mais poderá ser realizado, feito, pensado, comido, gasto, gozado, ignorado em 2009.&lt;br /&gt;É o último do ano e a sensação que paira é a de tanto esforço para nada. Nadar, nadar e morrer na praia. Dar murro em ponta de faca. Todo o esforço - emocional, físico, financeiro - dispendido para promover (provocar?) as mudanças feitas em 2009, todo pelo ralo, enxaguado pela sensação de que se está exatamente no lugar de onde se saiu. A famosa "virada de 360°", como alguns intelectualmente abastados (abestados?) insistem em dizer. Tudo mudou e ainda assim nada aconteceu. Nada é como era e ainda assim, tudo está igual. Insuportavelmente igual.&lt;br /&gt;Isso pode ser devido à brilhante idéia da nossa percepção de construir a ciclicidade das coisas. A tal da roda, deve ter sido provavelmente o maior eureca da humanidade. Vemos círculos por todos os lados. Dizem, uns, circunvolutivamente, e eu até gosto disso. Mas&amp;nbsp;me pulga a orelha como a nossa cabecinha consegue conceber exatamente isso: um novamente que será absolutamente diferente, mas igual. Um novo ano, novamente janeiro, novamente carnaval, novamente o mesmo trabalho, o mesmo casamento, a mesma foda. Mas tudo será diferente! E isso só é possível por causa da brilhante idéia da ciclicidade das coisas. Primavera, verão, outono, inverno, primavera.&lt;br /&gt;É&amp;nbsp;o último do ano, e é a última vez que digo isso este ano. Para mim é claro o eterno retorno a curto prazo, versão melhorada da nietzscheniana -&amp;nbsp;ou, se não melhorada, apenas adaptada ao apressamento contemporãneo - o último dia do ano sucks. E o primeiro dia do ano é sensacional. É como se 31/12 hipostasiasse a imagem arquetípica do fim, e dia 1°/01 o fizesse para a do começo. Fim: morte, finitude, depressão X Começo: nascimento, possibilidades, expressão.&lt;br /&gt;Em verdade, em verdade vos digo, o que para mim encarna, enrubesce e avermelha estas imagens é justamente essa sensação de correr atrás do próprio rabo, que dá&amp;nbsp;no dia 31, e que é tão forte, tão insuportavelmente fatídica que só se cura na epifania ilógica do 1° dia do ano, alimentando a fantasia de que algo de concreto acabara de acabar e outro algo tão concreto quanto inicia-se cheio de possibilidades, de caminhos e novidades.&lt;br /&gt;Pois fica aqui o meu recado, a quem puder ouvir: nada começa nem acaba. É tudo mais do mesmo. É continuidade. Mas nada é perene. Tudo se renova, é ciclicidade. Tudo mudou, e ficou exatamente no mesmo lugar.&lt;br /&gt;Durma com um barulho desses. Ano que vem tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo um 2010 a todos vcs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-6579268188145480328?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/6579268188145480328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/12/reprospectiva.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6579268188145480328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6579268188145480328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/12/reprospectiva.html' title='Reprospectiva'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7897328642234728925</id><published>2009-12-06T15:02:00.000-02:00</published><updated>2009-12-06T15:02:01.835-02:00</updated><title type='text'>Metades</title><content type='html'>Não mais aceitar metades. Ou copo cheio, ou copo vazio.&lt;br /&gt;Existem montes de textos sobre isso, e tenho-os visto muito recentemente em posts, blogs, scraps, links e toda essa mequetrefa cybernáutica de meus amigos e amigas. Nunca dei muita bola, porque sempre cheirei esses assuntos com cara de autoajuda. Nunca dou muita bola para textos de autoajuda.&lt;br /&gt;Por outro lado, existe o conceito junguiano que sempre me caiu muito bem de sincronicidade. Se tantos textos sobre este assunto me aparecem à frente, motivo deve haver. Meu inconsciente chama essa temática à frente de meus olhos, como quem diz: ACORDA!&lt;br /&gt;Foi essa a conclusão a que cheguei esta madrugada, porque as conclusões são filhas indissociáveis das madrugadas.&lt;br /&gt;Em algum lugar da Bíblia, diz-se: "Venha quente ou venha frio, se vier morno te devoro!", ou algo do gênero. E é curioso olhar para trás&amp;nbsp; - e esse 'trás' começa no segundo passado da letra 'a' - e re-conhecer que foi sempre assim que vivera. Nunca me envolvia em nada em que não entrasse completamente, e no instante seguinte à minha libido esvaziar aqui e encher ali, já estava eu ali e não mais aqui. Nunca me envolvo em nada em que não entre completamente, e no instante seguinte à minha libido esvaziar aqui e encher ali, já estou ali e não mais aqui. E isso também no sentido inverso: coisas que se me impunham contingenciosamente rapidamente se transfromavam em algo do meu interesse, dignas do meu investimento libidinal (essa foi pr'aqueles que sempre reclamam que meus textos são psicológicos demais; informáticos é que não seriam, oras!).&lt;br /&gt;O que há de novo nesta descoberta então? Em receber 'dicas' do inconsciente para atentar a isso, em resolver falar de um tema "tão autoajuda", eu começar o texto com essa frase? Há o outro lado da moeda: a coisa objeto de investimento. E o mote é: você está cem por cento naquilo, mas aquilo está cem por cento em você? Copo cheio ou copo vazio, escolha do líquido que o preenche. Que adianta estar cem por cento num copo com buraco, que só servirá de escoadouro para sua energia?&lt;br /&gt;Então, dizer agora "copo cheio ou copo vazio" parte da perpesctiva do copo, deste querer estar cheio ou vazio. Cheio, mergulho; vazio, afasto. O único problema deste modus operandi - provavelmente a razão dele não ter sido considerado anteriormente - é que, ao depender não mais apenas do desejo da sua libido, de estar aqui ou ali, mas de estes aquis e alis quererem que sua libido lá com eles esteja, é a obrigatoriedade ética de suportar os muitos copos vazios que pela frente virão. É diferente, esvaziar um copo para encher outro, de simplesmente encarar o copo vazio e sustentá-lo até a maré cheia.&lt;br /&gt;Não mais aceitar metades. Ou copo cheio ou copo vazio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7897328642234728925?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7897328642234728925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/12/metades.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7897328642234728925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7897328642234728925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/12/metades.html' title='Metades'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-4770585993098148441</id><published>2009-12-04T02:59:00.002-02:00</published><updated>2009-12-04T16:38:35.838-02:00</updated><title type='text'>Contículos</title><content type='html'>1 - Expresso da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laranjeiras, ponto de ônibus, 1h30 de sexta-feira. Táxis e mais táxis sobem e descem, mas estamos esperando um ônibus. Estamos quem? Eu. E antes de mim um casal. E depois um cara. E um outro cara. Todos parecem se conhecer, menos eu, não conheço nehnum deles.&lt;br /&gt;Pegamos todos o mesmo ônibus, chegado depois de longos 20 minutos. O que acontece é que esta é uma hora especial para os ônibus: é a hora em que todos os funcionários de todas as categorias de todos os bares e restaurantes da redondeza, que fecharam há meia hora, hora e meia, estão indo para suas respectivas casas. Eu tb estou indo pra casa, mas não trabalho (não mais) em restaurante, não conheço ninguém. Ao contrário deles. Todos se conhecem, ou ao menos agem como se. Conhecem o motorista e o cobrador, e o motorista e o cobrador conhecem a todos eles e elas também. &lt;br /&gt;De General Glicério ao INES o ônibus lota. E lota no Largo do Machado também. E lota no Catete. Eles vão em direção à Penha. Riem, conversam, falam do fim do ano. O motorista faz gracinha com todos que entram, um chega dizendo: "Todo mundo tem 'caixinha' (de gorjeta de fim de ano), manobrista tem, garçom tem, cumim tem, só esse cobrador que não tem!"&lt;br /&gt;O ônibus lota e eu ali, de preto, maquiada, sou um&amp;nbsp;OVNI - objeto viajante não identificado - no meio deles. O ônibus, como as motos de corrida, encosta o joelho no chão a cada curva. Estou sentada no banco imediatamente atrás do cobrador, com o rosto ventilando na janela como ficam os cachorros nos carros, e percebo que será um longo caminho até a porta traseira, quando chegar a hora de saltar. Me levanto então um ponto antes, mas dois dos grandes passam na roleta justo nessa hora e galgam o corredor lentamente na minha frente. Um deles me pergunta: "vai saltar?", "ã-hã!", e ele tenta apressar o da frente. &lt;br /&gt;Chego à porta traseira, ainda aberta, com o ônibus já arrancando do que seria o meu ponto, situação ideal para gritar, junto com todos os 49 que se amontoavam na escada; "Ei! Ôoo!!!! Ô piloto, vai saltar!"; é, nessas horas, é bom entrar no espírito da coisa, em Roma, como os romanos! Desço aos bancos e trarrancos,&amp;nbsp;e um rapaz simpático sentado nos degraus da porta arremata: "Mas também, tem que demorar tanto pra chegar na porta?" &lt;br /&gt;Da rua, abro os braços para o alto e retruco: "Poooooooorra!!!!..." E ele: "Ah, ô..."&lt;br /&gt;Fecha-se a porta. Cai o pano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Insetos S.A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca fui de matar formiga. Inclusive sempre me incomodei muito com aquelas pessoas que, espontaneamente, sentadas à mesa, pressionam a ponta do indicador sobre a mais ínfima formiguinha que arrisca passear pela toalha, e continuam conversando, sem nem olhar para o cadáver, como se fosse um gesto autômato, como se fosse um nada. Isso pra mim, diz de pessoas que não tem o menor respeito pela vida, pela vida alheia, pelo direito de uma formiga de passear onde bem entender. Porque matar alguém que não está te ameaçando, ora bolas?&lt;br /&gt;Eu cheguei uma vez a deixar um móvel fora do lugar e uns dias sem varrer aquele pedaço de chão porque formigas haviam se conferenciado ali por algum motivo, e eu esperaria até todas se dissiparem para poder arrumar a varandinha.&lt;br /&gt;Eu nunca fui de matar formiga. Até vir morar num lugar onde elas passaram a não estabelecer uma convivência pacífica com o meu gato. Na verdade, eles não brigam entre si, e o Denker sequer jamais reclamou delas diretamente a mim. Mas, desde que acá me mudei, elas invadem peremptoriamente a comida do bichano. No início era pior. Eu as expulsava, mas ao fim do dia, havia muita ração no pote de formigas. Então, movi o prato do gato de lugar, achando que esta brilhante idéia me pouparia de chacinas diárias. Nada feito. Pelo contrário, bastam alguns minutos de algo saboroso no chão - sim, porque aqui em casa não há meio termo: ou se está no chão ou se está no teto - um copo vazio de um líquido qualquer, um guardanapo esquecido, um farelo de pão que tenha escapado, e logo passeiam as formiguentas a se amontoar. &lt;br /&gt;Pois bem, tive de mudar meus princípios, pessoa flexível que sou: aspiro-as! Não que tenha me tornado uma verdadeira Formigal Killer, continuo criticando os indicadores amassantes, mas não espero mais horas até que saiam de dentro do copo pra que o lave.&amp;nbsp;Sim, é verdade, eu lavo o copo com as formigas dentro!&lt;br /&gt;Atire a primeira pedra quem nunca matou um mosquito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-4770585993098148441?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/4770585993098148441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/12/conticulos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4770585993098148441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4770585993098148441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/12/conticulos.html' title='Contículos'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7917978520120933812</id><published>2009-11-22T15:02:00.000-02:00</published><updated>2009-11-22T15:02:58.126-02:00</updated><title type='text'>Tudo sobre assalto.</title><content type='html'>Tudo o que você sempre quis saber sobre assalto, mas os ladrões nunca tiveram tempo de te responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madrugada de sexta 20 para sábado 21/11/2009. Lapa, Rio de Janeiro, Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor para a fome das 3 da manhã do que as barraquinhas da Lapa. Tem cachorro-quente, salsicha ou linguiça, com ou sem pleto. Tem hamburguer, x-burguer, x-tudo, x-bacon, x-egg-bacon-salada-tudo-burguer, tem milho, tem salsichão, tem queijo coalho. E tem pizza. Quero uma dessa aqui, meu amigo também. E um guaravita. Prontas, agora vamos sentar ali nos degraus do gramadinho. Muito boa, que pizza gostosa a essa hora! Mas e esse rapaz que passa frente a nós, perto demais? Tem nada não, é apenas mais um ser humano existindo por aqui.&lt;br /&gt;Exceto pelo: "Calminha aí, vou levar só o celular!" "NÃO!", e me curvo protegendo meu colo da mão insidiosa. O que ele não contara, na frase anterior é que ele era cinco. Ou seis. Me debato, mas a mão continua investindo contra meu estômago, derruba minha pizza, outra mão me acerta a boca, outra mão me alcança o escapulário no pescoço, outra mão, alcança o bolso do meu amigo, outra mão arranca-lhe&amp;nbsp;a correntinha&amp;nbsp;que tinha desde pequeno. Minhas mãos lutam uma contra a mão que me alcança o celular, outra contra a que me arranca e leva metade do escapulário, fico com metadinha. Vão-se.&amp;nbsp;E com eles o dinheiro e cordão do meu amigo, meu celular, metade do meu escapulário, meu dinheiro, minhas chaves de casa, meu cartão do banco, a capa da minha máquina, onde tudo estava.&lt;br /&gt;Vão-se? Não é possível. Meu sangue quente de batráquio ferve. Me levanto, não é possível. Não é possível!!! Vou atrás! Meu amigo - vamos chamá-lo de Rená - tenta me dissuadir da idéia, mas nada pára uma locomotiva sem freios. Vou atrás, mas cadê-los? Vejo uma estação policial estacionada no mesmo lugar de sempre, a menos de dez metros de onde lutávamos com várias mãos. Vou até lá e com os olhos cheios de água e fogo, invisto: "Acabamos de ser roubados, nos levaram tudo, não tenho como entrar em casa, façam algo!" Eles são dois, como&amp;nbsp;Rená e eu somos dois e como os ladrões eram seis - ou cinco. Andam alguns centírmetros na direção de onde dissemos que tudo ocorreu. Nada podem fazer. Faço-os andar mais um pouco comigo. Nada podem fazer. Reclamo. Desafio. Atrevo-me. Nada podem fazer. Nada podem fazer? Vocês estão aqui todos os dias, insisto, vocês sabem perfeitamente quem são as pessoas que atuam por aqui, atancando indefesos comedores de pizza!!! Não é possível. Me dizem que só poderiam fazer algo, se eu identificasse agora os ladrões, em algum lugar. Eu, que deveria estar sob a proteção deles, é quem tem que dar a cara a tapa. Me dizem que se fosse a irmã deles, a esposa, a mãe... que sabem como é, mas que... Mas que o que???? Eu desafio novamente: "Duvido que se fosse a sua esposa você estaria aqui parado dizendo a ela isso que me diz agora!" E parados ficaram.&lt;br /&gt;Fervendo, rodei toda a Lapa. No caminho, ainda pude traumatizar um rapaz que nunca mais virá encostar numa menina desconhecida sem ser convidado. Já que a polícia pára, eu rodo. Decidida que estava a recuperar minhas chaves por mim mesma, já que a polícia pára. Mas os rapazes são faceiros, já deviam estar há horas dali. Ou muito perto, invisíveis, rindo da minha panacéia.&amp;nbsp;Rená esforçava-se por acompanhar meu passo, desviar dos obstáculos que eu atropelava, tentar me alcançar e me fazer parar. Enfim, desisti, frustrada e com muita raiva da negligência alheia. Voltei à estação dos palhaciais e avisei-lhes que queria fazer um R.O - registro de ocorrência, termo que, sincrônicamente, aprendera por aqueles dias - e me disseram que só na delegacia mais próxima. Nem pra isso serviam. O que diabos estariam mesmo fazendo lá?&lt;br /&gt;O celular de Rená, que milagrosamente escapou ileso, serviu-nos para contactar outros amigos que estavam pelas redondezas. Estes nos levaram até a famigerada delegacia da Gomes Freire. No caminho, eu quicava como boxeador e esmurrava muros até ficar com a mão roxa. Fervia. &lt;br /&gt;Já na delegacia, vivi situações perfeitas exemplares do dito: "seria cômico se não fosse trágico!" Fui atendida por um "Inspetor de polícia" - seja lá o que isso queira dizer - que me recebeu com a seguinte pérola, dentre outras: "Minha senhora, o que aconteceu não é culpa minha!" Deve ser minha então. A essa altura, Rená já havia sido levado por outros amigos embora, e um outro - vamos chamá-lo de Sellos - me acompanhava na feitura do R.O. Sellos me segurava na cadeira e me apertava, sinalizando que eu deveria evitar dar as respostas que me vinham, a cada desaforo descabido do Espetor de palhícia. Me perguntou se havia um rapazote assim, assim e assado no meio deles, e embora eu dissesse que não lembrava, que não poderia reconhcer ninguém além do que estava diretamente na minha frente - e mesmo assim, pero no mucho - me fez ir pra sala de reconhecimento. Registro no livro do "Esta é a sua vida, querida!": eu estava às 3h40 da manhã de um sábado, num cubículo olhando por um vidro, onde um MENOR DE IDADE&amp;nbsp; era coagido a olhar diretamente para o que ele enxergava como espelho, sob frases do tipo: "olha pra frente, rapá, ou você acha que só porque é menor vou te livrar a cara?", e empurrões e afins. Estava em Hollywood.&lt;br /&gt;Ao final do R.O., em que o espetor oscilava entre mais manso e desagradável, ainda ouvi: "Olha, psicóloga precisa ser mais calma, como vai atender os pacientes assim?" "OS MEUS PACIENTES NÃO ME ATACAM NO MEIO DA RUA!" É mole ou quer mais? Eu queria ser filha de ministro do TJ nessas horas. Ou de um coronel qualquer, já ajudava. Disse também que era bom - "BOM"?!?!?! - pra eu ver que não se deve andar por esses lugares. "Esses lugares - respondi - é onde eu MORO!"&lt;br /&gt;Saí de lá, enfim, com um R.O. e nenhuma solução, já&amp;nbsp;que não serviu nem mesmo pra amenizar o prejuízo, já que a CLARO não aceitou o&amp;nbsp;documento pra anular minha carência, por causa de dois meses. Sellos me deixou na casa de meus parentes, onde sei que posso me abrigar das enchentes, e foi-se. Já pra mim, a saga ainda estava apenas na metade. Uma boca roxa e muitos desacatos de palhaciais depois, eu ainda tinha que cancelar cartão de banco e pedir outro, bloquear chip e aparelho de celular, arrumar um chaveiro pra poder entrar em casa, providenciar um celular novo com meu número de volta, desinchar os olhos de tanta raiva.&lt;br /&gt;No fim das contas, o saldo para os ladrões foi de uma correntinha e meia, 3 chaveiros velhos e 80 pratas, que dividindo entre eles, não daria lá grandes coisas. Ah, e uma capinha de máquina fotográfica que pode servir pra guardar suas drogas e afins.&lt;br /&gt;Já pra mim...&lt;br /&gt;Dinheiro roubado: R$60,00&lt;br /&gt;Chaveiro: R$160,00&lt;br /&gt;Escapulário na Vozes: R$13,00&lt;br /&gt;Celular da Hello Kitty SEM desconto na Claro com chip novo: R$543,00&lt;br /&gt;Poder contar essa história no meu blog: NÃO TEM PREÇO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7917978520120933812?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7917978520120933812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/11/tudo-sobre-assalto.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7917978520120933812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7917978520120933812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/11/tudo-sobre-assalto.html' title='Tudo sobre assalto.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-1444474144026939265</id><published>2009-11-14T21:15:00.001-02:00</published><updated>2009-11-14T21:16:24.321-02:00</updated><title type='text'>De que.</title><content type='html'>De que adianta uma escada se não subo. De que adianta uma televisão se não assisto. De que adiantam lençóis se não me cubro. De que adianta silêncio se não ouço. De que adiantam livros e quadros se não enxergo. De que adianta a voz se não falo. De que adianta o colo se não páro. De que adianta o vento se não resfrio. De que adianta www se não conecto. De que adianta o plug se eu não tomada. De que adianta o vinho se não bebo. De que adianta mesa se não almoço. De que adianta dinheiro se não gasto. De que adianta companhia se não conto. &lt;br /&gt;De que adiantam claves se não toco. De que adianta outlook se eu não express. De que adianta editar se eu não publico. De que adianta a foto se não reconheço. De que adianta a receita se não cozinho. De que adianta espera se não amo. De qua adiantam mãos se não encosto. De que adianta a boneca se não brinco. De que adianta subir se não olho pra baixo. De que adiantam dedos se não aponto. De que adiantam teclas se não escrevo. &lt;br /&gt;De que adianta tela se não pinto. De que adianta um prego se não martelo. De que adiantam os pés se não levanto. De que adianta andar se não chego. De que adianta remédio se não doo. De que adiantar olhar se me escondo. De que adianta colar se não fixo. De que adianta ser se não faço. De que adianta fazer se não sou. De que adianta maquiar se não embelezo. De que adianta suicidar se não morro. De que adianta morrer se não vivo. De que adiantar tentar se não consigo. De que adianta ouvir se não ajudo. De que adianta plantar se não colho.&lt;br /&gt;De que adianta ter se não uso. De que adiantam as pedras se não esculpo. De que adianta isto se eu não aquilo. De que adianta conserto se não quebro. De que adiantam garfo e faca se não alimento. De que adianta a pimenta se não ardo. De que adianta pensar se não pratico.&lt;br /&gt;Pra que tudo isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-1444474144026939265?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/1444474144026939265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/11/de-que-adianta-uma-escada-se-nao-subo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1444474144026939265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1444474144026939265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/11/de-que-adianta-uma-escada-se-nao-subo.html' title='De que.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-1668301913558749161</id><published>2009-11-11T23:58:00.000-02:00</published><updated>2009-11-11T23:58:44.105-02:00</updated><title type='text'>Suspensão.</title><content type='html'>Eu queria que algo acontecesse. Que algo aparecesse. Que algo me surpreendesse. Que algo se impusesse. Que algo surgisse. Que algo me arrastasse.&lt;br /&gt;Que algo é esse?&lt;br /&gt;Suspensão. Como na química, quando uma substância está em suspensão, em álcool a tantos por cento, está imersa naquilo, em suspensão; suspende-se a substância que ela é para poder tornar-se a substância em potencial que virá a ser. Mas não o sabe. Ela não sabe que substância tornar-se-á. Estou em suspensão. Porque não sei o vir-a-ser. O devir. Que devenha.&lt;br /&gt;O exercício de as coisas não estarem sob controle. Não que estejam descontroladas. Mas que estão não sob o &lt;em&gt;seu&lt;/em&gt; controle. Estão sob controle outro que não se controla daqui, sabe-se deus de onde então. E que difícil! O exercício de aguardar, já que não é daqui que se controla o tempo, o algo que não chega nunca o dia em que me arrebate, meu deus!&lt;br /&gt;Pra quem anda rápido demais, esperar colher maduro pode ser muito penoso. Mas se torna necessário, depois de tantas frutas verdosas... A madurescência da maturação, o que são dias, frente ao resto de seus dias?&lt;br /&gt;É como se eu não tivesse assunto, como se o texto só tivesse início, sem meio ou fim. Tudo por causa da suspensão. E o desafio de se escrever felicidades? Eu houvera começado um texto assim: "Vamos fazer um novo experimento. Vamos tentar escrever na alegria. Como expressar em palavras o mundo interno em momentos de plenitude? (desenvolver no blog)..." Péssimo texto, não? Pois bem, é isso, não é possível escrever felicidades. E esse meia boca que discorro por agora, é apenas por causa da suspensão. Em álcool a tantos por cento. Só tem início, sem meio, nem fim.&lt;br /&gt;Daqui de onde estou, mil perguntas sem respostas. Mas a pergunta é uma só: Eu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-1668301913558749161?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/1668301913558749161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/11/suspensao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1668301913558749161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1668301913558749161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/11/suspensao.html' title='Suspensão.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-8715346922497427990</id><published>2009-10-13T22:27:00.000-03:00</published><updated>2009-10-13T22:27:20.788-03:00</updated><title type='text'>Tète-a-tète.</title><content type='html'>Atente-se para o Tudo que há tamanho tempo percorre a Terra. É tanto o que traz atrás de si, que a tentação de terminar é intermitente, mas finda por encerrar-se no peito tamborilante da mãe telúrica.&lt;br /&gt;Tarda o Ocidente a luzir, e os Trópicos trespassam translúcidos o diâmetro terrestre. Todavia, o Tudo se alastra, aterrorizando uns, tranquilizando outros, enternecendo terceiros.&lt;br /&gt;Atabalhoado, quem observa, tranforma-se, uno com o Tudo, contudo, ainda um.&lt;br /&gt;Tempera-se, assim, o Tudo com os traços de quem nele transforma-se, fazendo o somatório do todo, que Mãe Terra sustenta e alimenta.&lt;br /&gt;Tenho para mim, que tudo o que toco é Tudo, o tangível tergiversando no todo de que faz parte, e trago em mim a totalidade transcendente no imanente da minha tenra imagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-8715346922497427990?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/8715346922497427990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/10/tete-tete.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8715346922497427990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8715346922497427990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/10/tete-tete.html' title='Tète-a-tète.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5650618062111194418</id><published>2009-10-04T21:58:00.001-03:00</published><updated>2009-10-04T22:07:23.209-03:00</updated><title type='text'>Arretância.</title><content type='html'>Adorava a história de que nascera 15 dias antes do previsto. Quando soube a primeira vez, foi como se toda sua vida se tivesse explicado por aquele simples fato. Divertia-se ao contar e recontar isso a quem quisesse ouvir; empombava-se de orgulho para dizer que nascera naquele dia, o seu dia, não definido por ninguém, por médicos, calendários, agendas, feriados: no dia em que ela própria escolhera nascer. Agradava-a também a idéia de que tinha pressa em ir ver o mundo, a verdadeira contestação da psicanálise: sim, era muito bom estar no conforto e segurança do útero materno, mas chega!, queria correr os riscos da vida lá fora, sozinha, por si mesma. Nada de colinho da mamãe; ela queria correr riscos.&lt;br /&gt;Logo descobriria que essa fora a primeira de muitas escolhas que haveria de fazer na vida. Aliás, tudo seria escolha, todo o tempo, e ela não recuaria diante das opções. Nascer antes do previsto significava para ela o prenúncio de sua personalidade a se desenvolver. Nunca foi de ficar em casa, nunca dormira cedo, nunca seria a primeira a ir embora, nunca deixaria de se envolver, nunca se envolveria em algo com o que não estivesse apaixonada. Queria ver o mundo; o mundo, as pessoas, as relações, o movimento. O movimento sempre fora fascinante. Podia ver o movimento de uma rocha existindo. Porque sabia que existência é movimento. Olhava aquelas rochas imensas de sua cidade, e quase que podia senti-las pulsando como um coração, como vida, como a carne de um planeta que é vivo.&lt;br /&gt;Assim vendo o mundo, sempre, sempre lá fora a ver o mundo, suas escolhas eram condicionadas por essa necessidade sufocante de estar no mundo. Tudo o que escolhia era experiência, sua escolha sempre a mesma, escolhia experiência. Seus olhos viam através, a realidade ultrapassava a superfície das coisas e seu empirismo era tamanho que seus próprios sonhos ganhavam o estatuto de realidade. Sonhava tão colorido, tão intenso, tão real, que na verdade, estava no mundo experimentando até mesmo quando dormia.&lt;br /&gt;E foi construindo o seu mundo. Com fome de mundo, nunca retornando, nunca recuando, acrescendo a cada perda; "muito obrigada, mãe, foi bom o seu abrigo, mas minhas asas a cada dia cabem menos em seu vaso." Sempre em movimento. E no frescor da juventude, corria. Sorria. Magia. Não questionara em momento algum escolher diferente do que sua alma propunha; confiava nos seus daimones como quem confia a própria vida a alguém.&lt;br /&gt;Mas o mistério aguardava o momento certo de apresentar-se. E, no passar da idade, percebeu-se só. Suas escolhas haviam construído para si um mundo próprio, distante dos mundos das outras pessoas. Embora de portas abertas, poucos eram os que sabiam entrar no mundo alheio sem guerrear destrutivamente, como quando se visita um país estrangeiro, come-se e bebe-se da sua cultura e depois volta-se para sua casa familiar e segura. Não sabiam fazê-lo. Ou, de outro modo, ficavam de fora, espreitando, com medo de entrar e nunca mais sair deste mundo tão diferente que ela criara para si.&lt;br /&gt;E viu-se só, porque escolhera a si mesma. Escolhera escolher o que ouvia de dentro para fora, e não o inverso. Não encontrava quem pudesse compartilhar de seu mundo sem amordaçar seus daimones, sem desvitalizar suas escolhas, e disso era algo de que não estava disposta a abrir mão. "Ah, não, não isso! Meu mundo, que sempre escolhi, o qual tanto afã de conhecer tive desde o primeiro momento, não, não é barganhável!"&lt;br /&gt;Mas, por outro lado, não queria ficar só. A intensidade com que se movia, criando realidade, assutava a muitos, que sentiam-se incapazes de a acompanhar. Foi então que, pela primeira vez na vida decidiu parar. Não parar o movimento, que isso é inexistência, mas parar a ação. Parar o agir. Escolher não escolher. Pela primeira vez na vida, escolheu não escolher. O não fazer, que automaticamente implicaria em não esperar resultados, posto que nada havia sido feito. O resultado haveria, claro, pois efeitos não dependem de suas causas, mas ela não mais os esperaria, que poderiam ser qualquer coisa no mundo, afinal, ela nada havia feito.&lt;br /&gt;E nada fazendo, o movimento seria livre para vir a ela, sem que dela o agir incidisse sobre o movimento. E isso seria bom. Pela primeira vez na vida, parar. E esperar a ação do movimento. Mas antes de por sua idéia de parar em prática, havia mais uma coisa a fazer: foi ao mundo e lá pôs um aviso no grande mural: "Encontre a porta branca ao fim do corredor, em &lt;em&gt;novissima verba&lt;/em&gt; criar-se-á o novo mundo."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5650618062111194418?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5650618062111194418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/10/arretancia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5650618062111194418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5650618062111194418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/10/arretancia.html' title='Arretância.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5805185791749813980</id><published>2009-09-08T23:10:00.000-03:00</published><updated>2009-09-08T23:10:27.784-03:00</updated><title type='text'>Incompletude</title><content type='html'>Há muito não escrevo. Há muito não escrevo algo que seja realmente aquilo que escrevo, o que quero escrever, que saia de mim mesma. Há muito não escrevo e é como se silenciasse, um período de silêncio existencial. Não porque não escrevo. Não preciso escrever pra existir. Mas porque não escrever é sinônimo de algo. Não escrever sobre a existência é sinal ou sintoma de que há um algo na existência que está diferente, que está, talvez, imóvel, ou desconectado, ou inerte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se a vida fosse passando me atropelando. Me atropelando sempre está. Não é isso. É como se deixasse de pensar no que me acontece, deixasse de sentir. Uma vida não sentida. Só posso escrever do sofrimento de existir. Já dissera aqui outrora que a calmaria existencial é veneno para minha criatividade. Mas a descoberta é que esse sofrimento de existir não significa problemas, doenças, perdas, acontecimentos ruins na vida, não significa apenas isso. Sofrimento de existir é sentir-se na existência, sentir que as coisas acontecem a você, que é você ali, encarnado, vivo, que a vida é sua e ninguém a vive, mas você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível até que todo o resto não exista. É possível que a existência de todo o mundo aconteça porque você os faz existir. É possível que vc esteja criando este texto no exato momento em que lê, assim, dando vida à minha existência. É possível que as coisas aconteçam à sua frente no instante exato em que você olha para elas, desaparecendo assim que desvie o olhar, condicionando desta forma a existência do mundo ao poder criador da consciência. Todo o resto está inconsciente em mim e é forte o sentimento de existir num mundo que é pura possibilidade ao meu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pararmos de sofrer a existência e começarmos a viver o mundo como dado, as coisas como assim mesmas, se páro de perceber a criação da consciência sobre a minha realidade, é aí que enveneno minha criatividade, é aí que não escrevo. Mas o gozado de tudo é que isso acontece, costumeiramente quando estou feliz. Não, não é feliz a palavra, mas os momentos de baixa emocional são aqueles em que tudo parece ir bem. Nem muito bom, nem muito mal, apenas bem. Normal. Sem grandes acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o que transforma um acontecimento em grande acontecimento não são suas características intrínsecas, mas sim, a maneira como o vivemos, se nos atirando de cabeça às sensações e sentimentos a ele vinculados, se passando desapercebidos do que aconteceu, se mobilizando com ele afetos fortes ou fracos, leves ou pesados, oportunos ou inoportunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: ninguém percebe mais a exie&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5805185791749813980?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5805185791749813980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/09/incompletude.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5805185791749813980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5805185791749813980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/09/incompletude.html' title='Incompletude'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-4297590415506350258</id><published>2009-08-28T02:23:00.000-03:00</published><updated>2009-08-28T02:23:29.281-03:00</updated><title type='text'>Minha vida na poesia - 1</title><content type='html'>"(...)Leve o diabo a vida e a gente a tê-la&lt;br /&gt;Nem leio o livro à minha cabeceira.&lt;br /&gt;Enjoa-me o Oriente. É uma esteira&lt;br /&gt;Que a gente enrola e deixa de ser bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio no ópio por força. Lá querer&lt;br /&gt;Que eu leve a limpo uma vida destas&lt;br /&gt;Não se pode exigir. Almas honestas&lt;br /&gt;Com horas pra dormir e pra comer,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que uma raio as parta! E isto afinal é inveja.&lt;br /&gt;Porque estes nervos são a minha morte.&lt;br /&gt;Não haver um navio que me transporte&lt;br /&gt;Para onde eu nada queira que não o veja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora! Eu cansava-me do mesmo modo.&lt;br /&gt;Qu'ria outro ópio mais forte para ir de ali&lt;br /&gt;Para sonhos que dessem cabo de mim&lt;br /&gt;E pregassem comigo nalgum lodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Febre! Se isto que tenho não é febre,&lt;br /&gt;Não sei como é que se tem febre e sente.&lt;br /&gt;O fato essencial é que estou doente.&lt;br /&gt;Está corrida, amigos, esta lebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio a noite. Tocou já a primeira&lt;br /&gt;Corneta, para vestir para o jantar.&lt;br /&gt;Vida social por cima! Isso! E marchar&lt;br /&gt;Até que a gente saia p'la coleira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque isso acaba mal e há de haver&lt;br /&gt;(Olá!) sangue e um revólver lá pro fim&lt;br /&gt;Deste desassossego que há em mim&lt;br /&gt;E não há forma de se resolver."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opiário. (A. de C.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-4297590415506350258?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/4297590415506350258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/08/minha-vida-na-poesia-1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4297590415506350258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4297590415506350258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/08/minha-vida-na-poesia-1.html' title='Minha vida na poesia - 1'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-3348014337210890117</id><published>2009-08-28T02:17:00.001-03:00</published><updated>2009-08-28T02:17:22.837-03:00</updated><title type='text'>Minha vida na dança.</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=K_-3jwf5MoI&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=K_-3jwf5MoI&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-3348014337210890117?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/3348014337210890117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/08/minha-vida-na-danca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3348014337210890117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3348014337210890117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/08/minha-vida-na-danca.html' title='Minha vida na dança.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-2803633946020800497</id><published>2009-08-28T02:16:00.000-03:00</published><updated>2009-08-28T02:16:25.852-03:00</updated><title type='text'>Minha vida no teatro.</title><content type='html'>Abre-se pesada cortina vermelha. Palco intimista, luzes azuladas. Uma mesa de madeira ao centro, deitada de costas sobre ela, com papéis e um lap top, fumo um cigarro.&lt;br /&gt;Entra um homem, seu rosto sempre na sombra. Retira-me da situação em que estou e interage comigo até não poder mais, até que, para cima dele, eu tome toda a cena, e ele desapareça de vez na escuridão da cochia.&lt;br /&gt;Luz alaranjanda, apenas um foco na boca de cena. Arrasto-me até ele. Diálogo interminável comigo mesma. Monólogo. Expressão corporal intensa que acompanha os 32 sentimentos diferentes que expresso no texto. Audio ao fundo, sinfonia, bem baixinho. Monólogo; sinfonia crescendo. Monólogo; sinfonia aumentando de volume. Monólogo fading out, sinfonia cada vez mais alta, não se escuta mais o que digo.&lt;br /&gt;Estirada ao centro do palco, luzes de fundo, 5 atores/atrizes entram em cena arrastando-se no chão como baratas, vêm por todos os lados ao meu encontro, até parecermos uma massa disforme que movimenta-se em uníssono ao rés do chão. De repente todos se esgueiram para a escuridão como ratos. Não há mais ninguém no palco.&lt;br /&gt;Luzes azuladas. Entra homem do rosto nas sombras, entro eu. Frente à frente, ao centro de tudo, ele toda meu rosto com a mão direita, eu toco seu rosto com a mão direita.&lt;br /&gt;Cai o pano. Sinfonia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-2803633946020800497?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/2803633946020800497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/08/minha-vida-no-teatro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2803633946020800497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2803633946020800497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/08/minha-vida-no-teatro.html' title='Minha vida no teatro.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-291840541550743093</id><published>2009-08-28T01:50:00.001-03:00</published><updated>2009-08-28T01:52:30.029-03:00</updated><title type='text'>Minha vida no cinema.</title><content type='html'>Câmera em primeira pessoa, é o olhar da personagem. Pra onde ela olha, enquadra-se a imagem em tons ora acinzentados, ora fúscia ou grená, ora em technicolor. Violino ao fundo. Violoncelo. Diálogos perdidos dos passantes, confusos, fragmentários.&lt;br /&gt;Cenas em movimento. Poderia estar dentro de um ônibus, a camêra sacolejaria olhando pela janela um dia chuvoso. Nada mais feliz que um dia chuvoso e frio. Rabecas mais rápidas. Luzes da cidade à noite. Flashes de mãos que seguram copos, que abraçam cinturas, que mexem nos cabelos. Fumaça de cigarro.&lt;br /&gt;Piano. Diálogo entre partes de dois corpos enudescendo-se. Ombro. Pescoço. Costas. Cabelos. Um olho bem aberto, que se fecha e aperta-se.&lt;br /&gt;Manhã chuvosa. Um clássico orquestrado. Olhar fixo num transeunte qualquer, acompanhando sua passagem pela rua. Um pé atrás do outro, All Star surrado.&lt;br /&gt;Cenas em fast foward, passagem do dia para o entardecer. Um chorinho em cochabamba. Mesa de bar. Par de pernas sob uma saia rodada que se cruzam sugerindo um joelho. Risos, muitos.&lt;br /&gt;Silêncio. Cama vazia. Um corpo que se deixa cair em câmera lenta sobre o colchão de molas, exausto, desiludido, conformado. Olhar fixo na parede branca. Foco no olhar. Imóvel. Fixo.&lt;br /&gt;Violino. Blackout.&lt;br /&gt;Leão da Metro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-291840541550743093?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/291840541550743093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/08/minha-vida-no-cinema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/291840541550743093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/291840541550743093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/08/minha-vida-no-cinema.html' title='Minha vida no cinema.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7525227103013337409</id><published>2009-08-06T00:58:00.000-03:00</published><updated>2009-08-06T00:58:38.593-03:00</updated><title type='text'>Tempo e temperatura.</title><content type='html'>Aqueles instantes no sofá foram tamanhos que nem vi tempo onde só havia temperatura. Poderiam - deveriam - ter durado a eternidade. Cada segundo seria então toda uma estação, e o meu tempo se marcaria na sua temperatura. Outono dos seus braços, verão da sua boca, primavera dos seus olhos, e, quando chegou o inverno, você afastou-se, chegou o inverno quando você se afastou.&lt;br /&gt;Procurei em vão ver tempo onde só havia temperatura, na sala fria demais porque seu calor era só seu, pensei estar delirando. O cheiro do seu calor foi se entranhando em minha pele e eu poderia ver o tempo parar onde sentia sua temperatura. Como uma criança abandonada, irritei o íntimo da minha alma e com ele derrubei todos seus livros. Baguncei o seu tapete, joguei para o alto suas almofadas e todo o tempo só o que havia era temperatura, inflamada e quente.&lt;br /&gt;Eu estava ali, ao alcance do seu braço, para a hora em que você quisesse voltar. Te olhava me olhar e não sei bem o que via, a vista turva de desejo. Te olhava me olhar e seus olhos me invadiam, eu tentando proteger aquilo de mim que você ainda não sabia, e que tanto procurava. Te olhava me olhar, te olhava me olhar e a temperatura desse olhar me derretia, em pouco tempo líquido de mim seria. Líquido lânguida, estirei-me no seu sofá, sapatos sobre o estofado.&lt;br /&gt;Você não me dizia o que fazer, só queria saber de mim, de mim que nem ao menos sei de mim que esconde de você o que queria te dizer, mas via o tempo passar sem temperatura. Você tudo me escondia, fugidio e medroso, escorregadio e eu a te avisar, meu tempo passava, como do inverno passa-se à primavera, como do calor ao frio, como a sua temperatura ia passando pelo meu pescoço abaixo.&lt;br /&gt;Já na rua, deixando para trás o tempo da temperatura que bagunçou o seu lugar, senti sua mão a me segurar, e nunca mais quis sair dali. Embora assim, você me deixava ir, e eu, tola, ia. Porque ia eu se queria ficar, ficar todo o tempo aquecida na sua temperatura? Porque me deixava ir, por que me deixava ir? Queria ouvir de mim aquilo que te faria mover, mas eu esperava que movesse-se por si mesmo. Esperava que movesse-se por si mesmo e que com o tempo, o movimento geraria calor, e a altas temperaturas, nos fundíssemos sem nos confundir, ao nos co-fundir, líquido de mim e de você.&lt;br /&gt;Mas fui embora, e a lembrança do seu sofá e daqueles instantes já vai longe, aliás, já ia no instante do tempo em que a temperatura cessou. Agora, apenas uma vaga lembrança de que não se deve procurar tempo onde só há temperatura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7525227103013337409?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7525227103013337409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/08/tempo-e-temperatura.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7525227103013337409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7525227103013337409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/08/tempo-e-temperatura.html' title='Tempo e temperatura.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5222729051644336434</id><published>2009-07-30T00:15:00.000-03:00</published><updated>2009-07-30T00:15:00.479-03:00</updated><title type='text'>Amor - parte 4: Transitoriedade</title><content type='html'>Todo amor é transitório. Primeiramente, porque nada no mundo permanece, e o amor, como algo que é, não fugiria à regra. "Segundamente", em virtude de ser o amor o que é: amor; e assim o sendo, não poderia ser de outra forma senão transitório. Aquele que transita, que faz o trânsito entre lugares e coisas, de uma coisa para outra, em movimento. Hoje eu amo o preto, amanhã o branco; hoje amo em cima, amanhã em baixo; hoje amo, amanhã desamo.&lt;br /&gt;Não me refiro à finitude: amor não acaba. Transitoriedade. Já amei uma infinidade tão grande de pessoas, a algumas delas, amei-as por alguns segundos, o tempo que durou o ônibus parado no sinal, eu a observá-las. E era amor, tenho certeza. Algumas pessoas são tão facilmente amáveis, que alguns segundos no trânsito basta para amá-las, vivê-las, esquecê-las. Como todo amor na sua transitoriedade. Se for eterno, não é amor, é outra coisa. Ou não é nada, a única coisa que permanece.&lt;br /&gt;Se se ama alguém há muitos anos, por toda a vida, ou nos últimos dias, eu digo: não se ama todo esse tempo. Não se ama sua esposa há vinte anos: ama-se a ela novamente a cada dia. E garanto que há dias em que não ama. Há dias em que esse cadinho de amor que a estava amando ontem, ama o futebol; a secretária; o carteiro; um bom vinho; a paz da solidão. Mas logo ama-a novamente e nossa cabecinha humana nos prega o grande embuste de todos: a sensação de continuidade.&lt;br /&gt;O amor é quântico, está aqui e ali ao mesmo tempo, ignora as regras clássicas fingindo nelas se enquadrar. A continuidade das coisas é uma feliz idéia da criação, que, na preguiça de fazer um 2.0, lançou mão desta artimanha para impedir que nossos cérebros demasiadamente humanos implodissem em meio à profusão de informações que nos chegam a todo instante, que não é instante, mas o momento único do existir. Pensando bem, até que somos bastante refinados, para transformar tudo isso num fio de Ariadne.&lt;br /&gt;Me pergunto agora: por que caminhos nossa cultura transformou amor em sinônimo de prisão? Uns fogem do amor como se fosse a última saída para sobreviver; outros o caçam como se ao encontrá-lo, um porto seguro de onde nunca mais sairiam, o amor de Pequeno Príncipe e sua Rosa na redoma. Dizer a alguem: "eu te amo" é uma das maiores invasões que se pode fazer a alguém hoje. "Ela me ama; logo eu devo-lhe lealdade, fidelidade, devo-lhe meus dias, minhas noites, meus pensamentos, minha individualidade! É é justamente por isso que farei o exato oposto."&lt;br /&gt;"Eu te amo" significa agora. Porque é aqui e agora que amo-te. Sem contratos assinados, firmas reconhecidas em cartório, comunhão de bens, até que a morte nos separe. "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", enquanto o mantiver cativo. Essa é a responsabilidade do amor: ética. Amo-te agora e sou teu cativo, e amar-te agora é bom, porque exige de você apenas que você exista.&lt;br /&gt;Se você ainda ama algo que não está mais lá, ou que não compartilha com você a ética de se ter cativo, permita que seu amor atenda à sua natureza, antes que o mate: transitar pelos objetos dos mundos.&lt;br /&gt;E nesse extamo momento,&lt;br /&gt;Eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;"A tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim, a lágrima clara sobre a pele escura, a noite, a chuva que cai lá fora.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Solidão apavora, tudo demorando em ser tão ruim. Mas alguma coisa acontece no quando agora em mim: cantando eu mando a tristeza embora."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5222729051644336434?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5222729051644336434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/07/amor-parte-4-transitoriedade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5222729051644336434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5222729051644336434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/07/amor-parte-4-transitoriedade.html' title='Amor - parte 4: Transitoriedade'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-8693118628861278055</id><published>2009-07-03T00:35:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T00:35:45.878-03:00</updated><title type='text'>Liberdade compartilhada - 2.</title><content type='html'>Estar junto de alguém não tem a ver com amor, tem a ver com ética. Amar, pode-se a alguém, sem estar junto dessa pessoa. Ou estar-se junto sem amar. Pode-se ainda amar estando junto, mas não haver ética na relação (talvez não seja não haver ética, mas não haver acordo entre as éticas de cada um dos dois), e então esse estar junto torna-se uma obrigação insustentável, ou uma relação assombrada por pontos de escape e fuga.&lt;br /&gt;O amor pode sucumbir à patologia, a ética não. Amor sem ética pode tornar-se possessivo, a autonomia de certos complexos pode se impor sobre a relação, tornando-a conflituosa, priorizando escolhas neurotizadas em detrimento do estar junto.&lt;br /&gt;A ética é essencialmente relacional. Minha ética é ética para com o outro. É a ética que define meu comportamento e minhas escolhas face ao outro e não o amor. O amor aproxima, a ética mantém próximo.&lt;br /&gt;Amor fala de projeção, que funde aquilo que é meu na imagem que faço do outro. Ética fala de respeito pela diferença que o outro é. O amor pode invadir o outro; a ética delimita onde eu acabo e o outro começa. Amor é uno, ética é dialógica. Amor é contingência, ética é escolha.&lt;br /&gt;Não se trata de optar entre amor ou ética: a opção deve ser pelo amor ético.&lt;br /&gt;Amor que respeita o outro enquanto alguém que não eu e que se relaciona comigo. Alguém que aceita receber os conteúdos projetivos do meu amor e que, numa resposta reciprocamente ética, respeita o meu eu enquanto outro que não ele, receptáculo de suas projeções.&lt;br /&gt;Amor ético, que funde e separa, que aproxima e permite a sustentação da proximidade porque respeita as fronteiras de cada um dos eus envolvidos; estar junto sem perder-se no outro.&lt;br /&gt;Para respeitar os limites do outro, é preciso reconhecer a si mesmo onde se acaba, ali onde não é mais eu, mas outro, fora da minha jurisdição.&lt;br /&gt;Pode-se aprisionar no ou por amor. Só na ética é-se verdadeiramente livre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-8693118628861278055?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/8693118628861278055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/07/liberdade-compartilhada-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8693118628861278055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8693118628861278055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/07/liberdade-compartilhada-2.html' title='Liberdade compartilhada - 2.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-6787294360819878081</id><published>2009-06-23T02:35:00.000-03:00</published><updated>2009-06-23T02:35:33.633-03:00</updated><title type='text'>Liberdade compartilhada.</title><content type='html'>Taí algo sobre o quê eu realmente desconheço se alguém no mundo há de concordar comigo... É sobre o sentir das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso cá que o sentir é um derivativo muito mais do 'como' do que do 'o quê'. Pensem na morte. Quão cruel é lidar com a perda de alguém que se vai trágica e precocemente, face a outrem que parte tranquilo em seu sono, e na idade devida?&lt;br /&gt;Às vezes me pego pensando se não superestimo as pessoas, acreditando que podem lidar com as coisas da melhor maneira possível, e, na hora do famigerado "vamos ver", acaba a forma subjugando o conteúdo e resultando em sentimentos mais dolorosos do que poderiam ser. É como se na primeira GM, antes da penicilina, dos primeiros socorros, da morfina, onde os ferimentos eram os mesmos, mas as formas precárias de cuidá-los resultavam em amputações e mortes.&lt;br /&gt;Mas, seguindo com essa analogia - muito estranha, diga-se de passagem - há de se convir que, assim como os tratamentos dos ferimentos de guerra na primeira década do século passado, o tratamento dado por qualquer um às situações em que vive é o que de melhor este um pode dipor de si mesmo no momento. O que acaba por fim, numa volta completa(xa), por corroborar o que afirmei acima: cada um delibera da melhor maneira possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que não acho que todos entendam dessa forma. O comum é as pessoas tomarem a forma pelo conteúdo e acreditarem que o que as machuca é o fato e não as circunstâncias. Além de dobrarem a frustração esperando do outro que fosse melhor do que se apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu escrevi hoje - como podem observar nos estranhamentinhos twítticos abaixo - querer o desejo de liberdade do outro espontaneamente ao meu lado e que liberdade compartilhada é o que me faz feliz.&lt;br /&gt;O que é isso? O que é desejo de liberdade? Liberdade compartilhada? Liberdade é um conceito controverso, mal utilizado na contemporaneidade, que tem inclusive sido o cerne de questões que se avolumam nos comportamentos e nas relações, alimentadas pela mídia que trabalhoa com a porposta do "você tudo pode em liberdade infinita e globalizada". Mas não é essa a minha questão aqui.&lt;br /&gt;Gosto do &lt;em&gt;approach&lt;/em&gt; dado ao conceito de liberdade pelo existencialismo sartreano, que trabalha com liberdade possível face às contingências. É assim que a entendo.&lt;br /&gt;Assim sendo, os processos de escolha são um exercício de liberdade no possível; uma escolha pode não ser a melhor dentre as opções dadas, mas é sempre o melhor que a pessoa poderia escolher no exercício de sua liberdade naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é então esta liberdade compartilhada que se dá enquanto escolha espontânea de se estar ao lado a que tanto almejo?&lt;br /&gt;Não acredito mais em cobrar do outro obrigatoriedades para com a relação. Estar ao lado deve ser escolha e processo, não decisão estanque... Parece confuso, porque assim o é, e, justamente por ser processo, é quase impossível cristalizar na limitação das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade compartilhada é escolher estar ali dentre as inúmeras outras possibilidades que se apresentem. Não por qualquer convenção, mas por saber que se pode escolher qualquer outra coisa, mas se está ali por livre e espontânea vontade.&lt;br /&gt;Liberdade compartilhada é onde ambos abrem mão das demais escolhas em pirvilégio de uma escolha comum a cada momento, até o momento em que escolherão alhures, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O privilégio desta perspectiva é prescindir de cobranças e expectativas em demasia, sabendo que a vida do outro que está ao seu lado é todo tempo escolha e que a ele pertence, bem como a mim me escolho e decido os passos que dou um a um, possibilitando - não como imperativo, mas como possibilidade - que se mude de direção. Quando acredita-se que alguém está a seu lado por uma escolha que se reafirma - ou não -  a cada momento, não há motivos para duvidar desta pessoa; parte-se do princípio - constitucional, inclusive - de que o outro sempre estará falando a verdade, porque estará dizendo a verdade da sua escolha, que pode não ser a melhor, mas é o melhor que ele pode fazer da sua liberdade naquele momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-6787294360819878081?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/6787294360819878081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/06/liberdade-compartilhada.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6787294360819878081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6787294360819878081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/06/liberdade-compartilhada.html' title='Liberdade compartilhada.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-1037192566619293987</id><published>2009-06-19T14:50:00.002-03:00</published><updated>2009-06-19T15:08:08.634-03:00</updated><title type='text'>A Esperança é a última que... foge.</title><content type='html'>"Então, Prometeu subiu aos céus e roubou as sementes do fogo 'à roda do sol', trazendo-as depois para a terra, escondidas num tronco oco. Dessa feita, a vingança de Zeus foi exemplar. Prometeu foi acorrentado no Cáucaso com correntes de ferro, e uma águia, nascida de Equidina, a Víbora Monstruosa, devorava-lhe o fígado, que sempre renascia. O suplício durou até o dia em que Hércules, com uma flecha, abateu a águia e libertou o gigante de suas correntes. Mas como Zeus jurara pela Estige que Prometeu permaneceria eternamente preso à montanha, decidiu-se que o juramento seria mantido se o gigante, libertado, usasse um anel de aço no qual estivesse encastoado um fragmento da rocha. A punição dos mortais foi ainda mais severa, pois irremediável. Zeus pediu a Hefaísto (Hefesto) e à deusa Atená que criassem um ser ainda desconhecido, ao qual cada um dos deuses ornaria com uma qualidade. Esse ser foi a Mulher; e, como ela recebera tantos dons, foi chamada de Pandora (a que tem todos os dons). Possuía a beleza, a graça, a habilidade manual, a persuasão, mas Hermes colocara também em seu coração a mentira e a astúcia. Conta-se que Zeus presenteou-a a Epimeteu, o irmão de Prometeu, e que esse - esquecendo o conselho de seu irmão, de não receber nenhum presente de Zeus - foi seduzido pela beleza de Pandora e a aceitou. Ora, havia em algum lugar da terra um vaso onde estavam encerrados todos os males. Uma tampa impedia que o conteúdo escapasse do vaso. Tão logo chegou à terra, Pandora encontrou o vaso e, devorada pela curiosidade, abriu-o. Então todos os males escaparam e se espalharam entre os mortais. Mas Pandora, espantada, fechou o vaso, e somente a Esperança, que estava no fundo, continuou prisioneira.&lt;br /&gt;Uma outra versão dizia que o vaso, dado por Zeus a Pandora como presente de núpcias, continha todos os bens, mas a imprudente Pandora deixou-os escapar e eles voltaram à morada dos deuses. Tanto em uma como na outra versão, a Esperança conserva-se como o único consolo que restou aos homens."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(GRIMAL, Pierre. A Mitologia Grega. Brasiliense: São Paulo, 1987. pp 37-38)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-1037192566619293987?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/1037192566619293987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/06/esperanca-e-ultima-que-foge.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1037192566619293987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1037192566619293987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/06/esperanca-e-ultima-que-foge.html' title='A Esperança é a última que... foge.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-1474121520493176308</id><published>2009-06-16T22:30:00.000-03:00</published><updated>2009-06-16T23:14:48.309-03:00</updated><title type='text'>Tristeza não tem fim.</title><content type='html'>Todos os problemas da vida um dia acabam. E o que sobra depois? Alívio, poderia-se dizer? Talvez, mas não teria tanta certeza disso. Quando os problemas se vão, o que fica no lugar é um imenso vazio, um buraco onde houvera algo forte e intenso que nos ocupara dia e noite. Quando as alegrias se vão, somos tomados de serenidade, uma sensação de que vivemos algo bom, que infleizmente não está mais lá, mas que pelo menos, um dia aconteceu. É como se a felicidade, ao sair, não deixasse seu lugar vazio, deixa-nos um sentimento de que somos completos porque já fomos felizes. Se recebemos uma notícia muito boa - passei no vestibular! - essa felicidade dura um tanto, e, passada a euforia, o contentamento, fica a satisfação da alegria consumada: sim, eu pertenci a este momento de existência em que fui feliz. A Felicidade nos toma.&lt;br /&gt;Já a tristeza não. Nós é que a tomamos. Quando se vai, fica um tremendo vazio - isso tudo pra quê? Uma vez li - ou alguém me contou, ou foi uma conversa, é dessas coisas que a gente ouve o galo cantar e não sabe onde - sobre um estudo de psiquiatria e/ou neurologia que afirmava: depressão (tristeza) vicia. Alegava que o sentimento ruim provocava uma sensação em determinada área do cérebro que é da mesma monta que aquilo que pode produzir um alucinógeno, uma bebida, cigarro, ou qualquer outra coisa que vicie - sexo, chocolate, pra citar os bons. Depois que li (ouvi) isso, nunca mais esqueci. Essa informação me marcou profundamente. Eu que sempre tive tendências a melancolizar - &lt;em&gt;call me bipolar if you will&lt;/em&gt; - passei a ser assombrada pela possibilidade do vício a cada período de melancolia mais extenso.&lt;br /&gt;Quão aterrador: meu deus, e se eu não tiver motivos para estar triste??? E se eu me forçar a ficar triste, como da vez que me forcei a voltar a fumar cigarros intragáveis só porque gosto? Dois problemas graves nessa situação: o primeiro, e mais óbvio é o fato de se perder tanto tempo infeliz, quando não se teria motivos para isso e poderia-se estar aproveitando a vida de outra forma. O outro problema, menos óbvio, mas mais grave ao meu ver é que isso seria a total e completa deslegitimação do meu sofrer!!! Como assim, vício? Não estou sofrendo por merecimento, por causas internas ou externas, porque o mundo é cruel, mas sim porque "dá onda"??? Onde já se viu! Não senhor, meu sofrimento é legítimo!&lt;br /&gt;Acho que deve ser mais ou menos assim que funciona na hipocondria, ou naquelas pessoas que, ao mais simples cumprimento "olá, tudo bem?" já dissertam uma ladainha sobre como tudo vai mal, como sou doente/pobre/infeliz/sozinho/culpado, etc, etc, etc.&lt;br /&gt;Neurose ou vício a questão é que sofrer faz falta. O sofrimento, a tristeza, melancolia, é algo tão inundante que quando escoa deixa-nos como naufragos perguntando o que aconteceu, onde está tudo, quem somos. Mas o ruim disso tudo é que esse lugar ocupado é tão forte, tão intenso, que muitas vezes, nos mantemos na melancolia justamente para não ter que lidar com o vazio que vem depois. Arrumamos problemas onde existe simplicidade, vemos a vida pelos ângulos mais difíceis, choramos nossas lamentações, nos sentimos sufocados - mas as mãos que apertam nossos pescoços são as nossas mesmas.&lt;br /&gt;Tudo isso sobre isso aqui, porque me disse - eu mesma mo disse: &lt;em&gt;less "crying like a baby" and more of "ok, that's what I want".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(post curto, porque estou de saída, pondo em prática a máxima que admoestei a mim mesma...)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-1474121520493176308?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/1474121520493176308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/06/tristeza-nao-tem-fim.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1474121520493176308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1474121520493176308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/06/tristeza-nao-tem-fim.html' title='Tristeza não tem fim.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7869129560896516721</id><published>2009-06-08T22:12:00.000-03:00</published><updated>2009-06-08T22:13:13.628-03:00</updated><title type='text'>Diálogo Interior</title><content type='html'>- Não, definitivamente eu não lido bem com isso!&lt;br /&gt;- Pois devia! Não entendo! Não há racionalmente razão alguma para você sentir desta forma...&lt;br /&gt;- Pois, é, né? Mas já é velho conhecido nosso o dizer: o coração tem razões que a própria razão desconhece! Não há saída! Por mais que eu estranhe esse sentimento em mim, é inundante! Chega como um córrego, que aos poucos se avoluma, e basta uma frase, um pensamento, uma simples constatação, para qu eu o reviva uma e outra vez em toda sua caudalosidade.&lt;br /&gt;- Se você parar para pensar, levas a vida que sempre sonhara!&lt;br /&gt;- Levo a vida... Ô sentimento ambíguo! Ao mesmo tempo em que sempre ostentei o estandarte das minhas escolhas, sempre a mim acompanhou a sensação de uma designação maior, que me levaria ao meu caminho inexoravelmente... Levo a vida que me leva. A diferença para os dias de hoje, é que nesse idílio a certeza de que o inexorável levaria à realização plena era simplesmente incontestável...&lt;br /&gt;- E agora?&lt;br /&gt;- Agora?... Agora teorias da conspiração começam a assolar minhas certezas, o inexorável me traiu.. Fui seduzida pelas promessas de beleza e grandiosidade, e agora... Agora temo que o destino seja fatalista e, sentado ao fim do caminho, me aguarde com aquilo que sempre temi, minha própria e pessoal Caixa de Pandora.&lt;br /&gt;- Você deve estar exagerando. São suas fantasias de adolescente caindo por terra. Veja ao seu redor: você tem o que alega não ter, você vive o que alega não viver; onde anda você enquanto sua vida vai passando e você não vê?&lt;br /&gt;- O que tenho paradoxalmente não me pertence. Sei que o que quero é uma fantasia falaciosa de uma sociedade neurótica. Sei que estou cedendo a pressões estereotípicas. Sempre estou querendo mais do que o que estão me oferecendo. E penso que é tudo oferecido aos outros e não a mim... Eu sei, eu sei, sintoma coletivo....&lt;br /&gt;- Não interessa muito de onde vem o sintoma. Importa o que você pretende fazer com ele...&lt;br /&gt;- Penso em desistir...&lt;br /&gt;- Desistir? E fazer o que?&lt;br /&gt;- Antigamente, eu tinha tanta segurança em dizer que prefiro quebrar a cara do que deixar de fazer algo, nunca fugir da raia, sempre arriscar... Ainda repito isso, mas não sei se tenho mais tanta segurança. Pra onde vou? O que vai acontecer? Sinto como o vento nas maçãs do rosto a passagem do tempo que se apressa, a cada dia mais...&lt;br /&gt;- E se desistir, o que você terá?&lt;br /&gt;- Esse é o meu medo! Desistir e não ter mais nem o pouco do qual eu quero mais! Ter nada! E quem sabe, deixar de querer... Isso sim, seria o zero absoluto da minha alma!&lt;br /&gt;- Seria sua cicuta...&lt;br /&gt;- Quero mais! Há tanta vida em minhas veias, tanta energia para fazer ventania, tanta vontade de movimento!!!! Mas parece que todos ao redor estão cristalizados... Em maior ou menor grau, todos paralizam diante dos medos...&lt;br /&gt;- E você não?&lt;br /&gt;- Oras!!! Às favas com os medos!! Não tenho medo de nada! Tenho medo de ter medo!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Claro que tenho muitos medos, mas minha grande luta sempre foi enfrentá-los. Tenho medo da minha Caixa de Pandora. Tenho medo do que me foi reservado; e se não houver nada o que eu possa fazer? E se for assim que há de ser? Ou pior: e se eu estiver fazendo tudo errado e agora não houver mais volta nem conserto?&lt;br /&gt;- Se um dia você se lembrar que sempre existem outros caminhos a serem escolhidos?&lt;br /&gt;- Eu sei disso toda vez. E toda vez eu me orgulho porque minhas escolhas são minhas e só minhas, mas ao mesmo tempo me penalizo por que seria tão mais simples escolher as escolhas dos outros, tão menos questionável...&lt;br /&gt;- Acho que esse é um fardo com o qual você terá que lidar por toda a sua vida: ser quem você é.&lt;br /&gt;- Ser quem eu sou já me causou um bocado de problemas...&lt;br /&gt;- Ainda pensa em desistir?&lt;br /&gt;- Sim. Ainda mais por esses dias... Mas sei que essa vontade de desistir é uma falácia para atingir o objetivo oposto.. Isso é ruim.&lt;br /&gt;- Você sabe que em breve o quadro se tranformará, como é com tudo; sua perspectiva será outra em pouco tempo...&lt;br /&gt;- Sei. Mas vivo agora.&lt;br /&gt;- Então viva com toda a ventania. Grite se for preciso. Diga o que há a ser dito.&lt;br /&gt;- Minhas palavras me expõem, são transparentes como cristal. Tenho medo da vulnerabilidade do dizê-las...&lt;br /&gt;- Pois essa será a sua redenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7869129560896516721?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7869129560896516721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/06/dialogo-interior.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7869129560896516721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7869129560896516721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/06/dialogo-interior.html' title='Diálogo Interior'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5442548449853039355</id><published>2009-06-06T00:36:00.002-03:00</published><updated>2009-06-06T01:48:54.297-03:00</updated><title type='text'>Amor - parte 3: Dança.</title><content type='html'>Arte é uma modalidade de amor. É amor aquilo que é mobilizado dentro de nós quando fazemos ou assistimos arte. É um sentimento de completude, de beleza que nos toma no contato com a arte e que é bem próximo, ou mesmo, é o próprio indizível. É o sentir pré-verbal: e isso é amor.&lt;br /&gt;O amor é pré-verbal, é da ordem do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ouroboros"&gt;urobórico&lt;/a&gt;, daquilo que sentimos no corpo que sou eu antes mesmo de poder descrevê-lo ou descrever-me. E é no corpo que se faz a dança.&lt;br /&gt;Dança é movimento. E mais do que nunca, essa é uma afirmativa verdadeira na dança contemporânea. A dança historicamente sempre estave ligada a outras categorias, teatro, ópera, música, mas a dança contemporânea é  - me perdoem os escolados se me equivoco - a grande vociferação do dueto corpo-movimento. Nesta modalidade de dança, corpo e movimento são as grandes vedetes, mais que a história subjascente, mais que a música, mais que todo o resto, que são, claro, coadjuvantes fundamentais, mas que não têm o peso e o sentido da dupla corpo-movimento.&lt;br /&gt;Mas eu gostaria que este meu dizer aqui tomasse caráter de crítica, de revista, embora meu knowhow seja apenas de espectadora.&lt;br /&gt;Temos nomes muito representativos na dança contemporânea, nomes inclusive que são responsáveis por tornar a dança contemporânea acessível ao grande público, tamanha é sua presença na cena artística atual - que convenhamos, a dança artística não é culturalmente um hábito do brasileiro, quem dirá do carioca.&lt;br /&gt;Mas a mim é impossível evitar a constatação: o grande elogio à dança contemporânea atual é mérito devido a Alex Neoral. Tendo assistido os trabalhos mais recentes de figuras eminentes como Débora Colker, Paula Águas, João Saldanha, Renato Vieira, entre outros bailarinos e coreógrafos, o trabalho de Alex destaca-se de forma contundente.&lt;br /&gt;Seus trabalhos são impregnados de um bom gosto que vai da iluminação aos figurinos, passando, obviamente pela trilha sonora impecável. Suas coreografias são diálogos penetrantes com trocas sutis e com passagens tão suaves que nos embalam de um par a outro, de um diálogo a outro. &lt;a href="http://www.focusciadedanca.kit.net/cia.htm"&gt;O corpo de baile&lt;/a&gt; é integrado e harmonioso; seus bailarinos parecem emanar os movimentos de seus corpos como água de uma nascente, e &lt;em&gt;sem invencionices nem malabarismos&lt;/em&gt;, transformam o corpo em instrumento, o movimento em idioma e o diálogo de seus corpos numa fala coerente e compreensível nessa mesma ordem de pré-verbal com que se sente o amor. Mérito de cada bailairino, os movimentos dialógicos passam de um corpo a outro numa continuidade macia e precisa; os movimentos estanques são bem utilizados, sem esteriotipias e com um poder criativo dificilemente encontrado nos dias de hoje.&lt;br /&gt;Mas falava eu do amor. Amor que se sente no corpo, amor que se mobiliza na arte. A dança é, por natureza e por direito, a arte que mobiliza o amor. Os corpos que se tocam em movimento, em prazer, no que não pode ser dito, porque é anterior à capacidade de dizê-lo.&lt;br /&gt;Quem dança - ou se alguém já dançou &lt;em&gt;ever - &lt;/em&gt;reconhece aquilo de que estou falando.&lt;br /&gt;Se a dança contemporânea é uma ode ao movimento, Alex usa suas "palavras" - Carol, Clarice, Márcio, Mônica, Marisa, Andrey - com a poética daquilo que sabe-se antes mesmo de saber-se.&lt;br /&gt;Quis usar este exemplo para falar de amor, tenho falado muito daquilo que é sentimento mais em nós-corpo do que em nós-fala. E assistir a esses meninos me causa o estranhamento daquilo que não se fala, mas que se sente e é &lt;em&gt;infalável&lt;/em&gt;. É amor, o acolhimento que a alma recebe ao viver esse tipo de experiência; logo, nada mais justo que retribuir com aquilo que posso: o dizer disso que me é possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5442548449853039355?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5442548449853039355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/06/amor-parte-3-danca.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5442548449853039355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5442548449853039355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/06/amor-parte-3-danca.html' title='Amor - parte 3: Dança.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7076764512521262528</id><published>2009-05-29T00:55:00.000-03:00</published><updated>2009-05-29T00:55:34.847-03:00</updated><title type='text'>Realidade: introdução.</title><content type='html'>Sinto ter estado muito ausente deste meu espaço nos últimos dias. Mas isso é efeito de um fenômeno muito curioso: a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia eu andara dizendo por aí: a realidade retorna sempre e se faz sentir paulatinamente como uma bigorna. Viver o dado de realidade é inexorável, apesar de todas as patologias que possam contestá-lo, ou até mesmo, anulá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a sorte de passar dois meses numa realidade criada por mim mesma, forjada na pseudo-liberdade de se não ter que fazer. De forma que era tão distante da realidade cotidiana, tão próxima da fantasia, que me foi alimento para estranhar os filosofismos que desvario aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chegaacabou. E a realidade dos homens retornou como demanda intermintente, com poucos segundos de pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é, enfim, realidade, isso de que tanto se fala por aqui? Porque a vida que vivi estes dois últimos meses parecia-me tão fantasiosa e porque chamar de realidade apenas aquilo que mais se aproxima de um consenso geral socialmente determinado de como se viver?&lt;br /&gt;O próprio termo "dado de realidade" é controverso. Se eu tenho um delírio, qual seja, de ser Napoleão, e o submeto ao crivo do dado de realidade, na verdade o estou submetendo à concepção de real de outrem, posto que, em princípio, minha realidade é ser Napoleão. As patologias têm o privilégio de contestar o dado de realidade como prerrogativa primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o cotidiano da vida prática parece-nos mais real do que a inconstância de se estar parcialmente fora do pacto social?&lt;br /&gt;Talvez a resposta esteja exatamente nesta idéia: constância x inconstância. Mesmo agora que sabemos que tudo é perecível, mutável e em movimento, depois de tantos séculos de desenvolvimento científico e filosófico para nos explicar que um rio não é o mesmo duas vezes que o olhamos, nossa mente/estrutura psíquica - e consequentemente, nossa vida - se organiza em termo do que é constante, daquilo que pode ser reconhecido, do que figurativamente permanece.&lt;br /&gt;Por isso talvez, é que o cotidiano nos pareça tão real, e tudo o que foge a ele, um sonho. Quanto mais algo torna-se concreto, mais parece ser real. A realidade sugere algo de palpável, crível. Tudo o que é efêmero, fluidio, inconstante foge à nossa definição de real. Pessoas inconstantes, tornam-se virtualidades em nossas vidas, ficando delas apenas o vai-vém do &lt;a href="http://www.sedes.org.br/Departamentos/Psicanalise/do_fort-da_ao_objeu_2004.htm"&gt;&lt;em&gt;fort-da&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, apenas uma imagem esfumaçada como nos sonhos mais antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que se falar sobre realidade aqui. Estranhar a realidade é meu esporte favorito. Mas por hora encerro, porque o real me chama cedo amanhã em objetos concretos que precisam de mais que definições abstratas: precisam ser manipulados por mãos concretas de realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7076764512521262528?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7076764512521262528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/realidade-introducao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7076764512521262528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7076764512521262528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/realidade-introducao.html' title='Realidade: introdução.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-784578963065179158</id><published>2009-05-15T09:08:00.001-03:00</published><updated>2009-05-15T09:16:09.796-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de prática.</title><content type='html'>Enfim, os filosofismos se tornam inúteis se não tocam na vida prática do ser humano, perdidos eternamente nas metafísicas longínquas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me admira muito saber que ainda há aqueles - e são muitos, eles - que não se dão conta da dimensão do que é viver neste planeta com todos os outros seres que aqui habitam, conheçamo-los ou não. Ok, vocês acham que é pedir demais. Me admira então que eles não tenham uma mínima percepção, qual seja, a de que não estamos sozinhos no mundo. E não me refiro aos extraterrestres - embora sejam muito amigos meus - mas ao outro, esse mesmo, que está ao seu lado aí. Existem outras pessoas, outros bichos, outras plantas, outras pedras, outras tantas coisas nesse mundão de meu deus, &lt;em&gt;comment c'est possibile&lt;/em&gt; que alguém ainda se ache isento de participação no todo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, talvez isso soe tão estranho pra mim porque esse sentimento de pertença a um todo muito maior do que a soma das infinitas partes é talvez tão ou mais antigo em mim do que o próprio estrangeirismo. Mas de qualquer forma, o zeitgeist - ah, a quanto tempo eu não falava dele! Aposto que já estavam com saudades... - da minha geração encaminha-se cada vez mais pra essa noção de holismo das relações. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_caos"&gt;Se o vôo de uma borboleta na praia de copacabana pode causar um terremoto&lt;/a&gt; no Japão, o que faz um indivíduo pensar que é isento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda: mais do que muitas variáveis envolvidas num mesmo processo, a vida é indiscutivelmente sistêmica e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rizoma_(filosofia)"&gt;rizomática&lt;/a&gt;, portanto, a reflexão sobre nossos atos-hábitos-o que somos e fazemos é mais que uma busca de autoconhecimento (já sem hífen), é uma busca de holoconhecimento (nova palavra pro meu dicionário!), é intra e inter; o que está dentro é o que está fora, e você inteiro é um sistema, que faz parte de um sistema, que faz parte de um sistema, que faz parte de um sistema, que faz parte de um sistema, que faz parte de um sistema....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso não para veicular um discurso "zen-natureba-mundoverde-façoyoga", mas para um pensamento crítico-reflexivo com a leitura deste artigo: &lt;a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/14052009/48/saude-bife-vem-daqui.html"&gt;http://br.noticias.yahoo.com/s/14052009/48/saude-bife-vem-daqui.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem oito nem oitenta: sim, somos capitalistas, gostamos de conforto e de enlatados. Mas tudo o que há no mundo pode ser feito de mais de uma maneira. Não precisamos abrir mão de nossas vidas, apenas fazer o que fazemos da melhor maneira que pudermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;(em colaboração com post similar no &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.analista.psc.br/blog/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Blog da Thays&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-784578963065179158?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/784578963065179158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/um-pouco-de-pratica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/784578963065179158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/784578963065179158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/um-pouco-de-pratica.html' title='Um pouco de prática.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-1965982620459964712</id><published>2009-05-11T23:29:00.000-03:00</published><updated>2009-05-11T23:30:38.248-03:00</updated><title type='text'>Amor - parte 2: Contato.</title><content type='html'>Quanto tempo pode uma pessoa ficar sem ser tocada?&lt;br /&gt;Existem vário estudos em macacos, generalizados para crianças humanas, ou estudos em crianças mesmo, enfim, tem muita gente por aí que defende graves danos à estrutura da personalidade ocasionados pela falta de contato corporal nos primeiros anos de vida. Falta de carinho, falta de colo, falta de abraço. Falta do calor do corpo do outro.&lt;br /&gt;Talvez alguém por aí não acredite, mas o não contato com o corpo do outro pode te tornar uma pessoa pior. O corpo humano tem uma temperatura específica, uma textura própria, uma densidade, cheiros, que edredon nenhum no mundo pode reproduzir, quem dirá substituir. Mas mais do que os fenótipos, o corpo - e aqui não me atrevo a dizer só do corpo humano - os corpos têm algo que nenhuma biologia foi capaz de explicar, embora não haja psicologia que possa discordar: os corpos têm sentimentos.&lt;br /&gt;E por sentimentos aqui entenda-se não apenas aquilo de que você pode dizer, mas também, e principalmente, daquilo que não se pode dizer. O que se sente quando bem aconchegado nos braços-colo do ser amado é o indizível. Mas mais do que o que se sente, o corpo daquele que nos abriga em seus braços tem um sentimento próprio todo seu que nos é passado, pele a pele, diretamente para o corpo que somos, sem ao menos o sabermos. O corpo denuncia sentidos que muitas vezes nossa fala contraria, e nada melhor do que o toque para passar a saber de tudo o que não é dito.&lt;br /&gt;E nesse diálogo escondido, nosso corpo funciona como lugar onde me reconheço: me reconheço porque você me toca e é seu toque que me dá a dimensão do que eu sou. Entendam isso metaforicamente e também literalmente. Isso é verídico principalmente para certas regiões do corpo. Por exemplo: quando foi a última vez em que você sentiu a sua orelha? Ah, sim, foi naquela festa, com aquele cara, que dava mordiscadinhas deliciosas na pontinha do seu lóbulo... Ou foi na farmácia, com aquela pistola de filme spielbergniano que se usa pra "injetar" novos brincos na sua cartilagem? Agora, responda rápido: ambas as situações te fazem lembrar da sua orelha, mas qual delas possui mais sentido? Qual delas cria um registro mnemônico no seu corpo capaz de envolver a totalidade do que você é?&lt;br /&gt;Eu arriscaria dizer que funciona mais ou menos assim: quando furou-se sua orelha, você pensou: "ó, então eu tenho uma orelha!"; ao passo que, com o tal cara, da tal festa com as tais mordiscadinhas, você pensou: "nossa, eu nunca imaginei que ter uma orelha pudesse ser tão legal!!"&lt;br /&gt;O toque do outro diz da utilidade do seu corpo que é você mesmo. Desenvolvendo: em primeiro lugar, o tipo de relação que o outro tem com o seu corpo fundamenta o tipo de relação que você tem com o seu corpo que fundamenta por fim sua identidade. Corpos que apanham tendem a entender-se como espaços de sofrimento, dor e de abuso. Corpos que são acariciados, vêem-se como espaços agentes de exercício de direitos: o direito de serem amados. E, o segundo ponto desta afirmativa, "seu corpo que é você mesmo", rompe com a proposta cartesiana para um agravamento da importância do pressuposto anterior: o corpo que apanha e se torna espaço de abuso não é o meu corpo; EU me torno um espaço de abuso. Eu não tenho um corpo, eu SOU corpo; o outro corpo que me toca não é o corpo de alguém, mas é esse alguém que toca em mim com o corpo que ele é.&lt;br /&gt;Alguém (como eu) deve estar então pensando em sexo. Não em fazê-lo agora (porque não?) mas na vivência do sexo enquanto eu-corpo/tu-corpo segundo o que falamos acima. Difícil fica conceber o tal sexo sem compromisso como apregoa a pós-modernidade, porque mesmo o sexo embriagado com desconhecidos, mesmo o sexo por profissão, mesmo a tentativa de nenhum envolvimento, ainda assim esse sexo é um encontro de subjetividades: eu e o outro naquilo que somos corpo numa relação que fala de quem somos, de como somos e do que fazemos com o que somos, mesmo que muito brevemente. Qualquer que seja o sexo, é você quem está ali. Por mais que esteja pensando em pintar o teto de salmon, é você quem está ali. Quando estamos envolvidos no ato, é fácil perceber o quanto somos nós mesmos ali, mas quando não estamos tão envolvidos assim, tendemos a achar que ali não estamos, que é "só meu corpo que está ali". Não é não. Seu corpo é você, e é você que está ali com o outro corpo que também é.&lt;br /&gt;Quanto tempo pode alguém ficar sem ser tocado, foi essa a pergunta com a qual iniciei este pensamento. E talvez a resposta esteja justamente nesse comportamento sexual de hoje em dia - essa é apenas uma das infinitas análises possíveis disso - porque ao fingir separar meu corpo de quem sou, os toques nunca serão suficientes, porque toco e sou tocada superficialmente, não permito que o toque aprofunde-se em quem sou, porque me escondo, fingindo que não sou o corpo que sou, mas que esse é apenas uma caixinha onde me caibo e que posso eculpí-la em salões e academias, criando o paradoxo de que, quanto mais modelo o envólucro, mais me distancio de me identificar com essa imagem, e me impeço de sentir o toque que não chega nunca a encostar na verdade do que sou.&lt;br /&gt;De qualquer forma, ninguém pode ficar muito tempo ser ser tocado. Sabendo-se ou não corpo, se não me tocam, deixo de existir para mim mesma, porque não me reconheço mais corpo, que é espaço, que é tempo, que é existência. Faz falta também decifrar o sentir do outro nessa linguagem intraduzível que é o contato de dois corpos, seja num abraço entre amigos, num carinho de pai ou mãe, seja num ato sexual com alguém que se quer tocar.&lt;br /&gt;O outro sente algo quando me toca e eu-corpo sinto o sentir do outro-corpo e isso me faz reconhecer-me. E vice-versa. E sucessivamente.&lt;br /&gt;O toque é a primeira coisa que recebemos do mundo, nossa pele contém a primeira linguagem que aprendemos e da qual nunca iremos prescindir. Amar o outro em qualquer nível é tocar seu corpo sabendo que está tocando aquilo que o outro é mais autentica e genuinamente, aquilo que é em primeira instância, a sua maior verdade. E ser tocado assim, é existir plenamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-1965982620459964712?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/1965982620459964712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/amor-parte-2-contato.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1965982620459964712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1965982620459964712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/amor-parte-2-contato.html' title='Amor - parte 2: Contato.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-722305901608211542</id><published>2009-05-06T20:02:00.005-03:00</published><updated>2009-05-06T20:14:08.890-03:00</updated><title type='text'>Isto é um poema.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/SgIXJX4_OAI/AAAAAAAAACE/otV_ErscCEM/s1600-h/LAERTE-14-04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332850358559389698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 387px; CURSOR: hand; HEIGHT: 123px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/SgIXJX4_OAI/AAAAAAAAACE/otV_ErscCEM/s320/LAERTE-14-04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Feiticeira Moreninha, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Casta flor da minha vida, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando cismas à tardinha &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos teus sonhos embebida &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sentes a aragem trêmula &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que em teus cabelos se enlaça, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o murmúrio que perpassa &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como uma queixa perdida &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do dia que além se esvai? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dize — sabes o segredo &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que essa linguagem te diz, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a brisa oscula a medo &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As tuas tranças gentis?... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois ouve... não fujas, não... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escuta o gemer da brisa; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É minha alma que desliza &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas asas da viração &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ruy Barbosa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-722305901608211542?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/722305901608211542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/isto-e-um-poema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/722305901608211542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/722305901608211542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/isto-e-um-poema.html' title='Isto é um poema.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/SgIXJX4_OAI/AAAAAAAAACE/otV_ErscCEM/s72-c/LAERTE-14-04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-3668125000192662392</id><published>2009-05-04T18:15:00.003-03:00</published><updated>2009-05-04T18:26:15.985-03:00</updated><title type='text'>Isto não é um poema.</title><content type='html'>O outro é aquela ilusão que criamos&lt;br /&gt;Na solidão das madrugadas&lt;br /&gt;Nunca será real.&lt;br /&gt;Não espere nada&lt;br /&gt;E aquilo que virá&lt;br /&gt;Não será o que você deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível felicidade?&lt;br /&gt;Ou isso é só esquecer&lt;br /&gt;Que pode ser diferente?&lt;br /&gt;Anestesiar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade é anestesiar-se&lt;br /&gt;O resto é desconforto&lt;br /&gt;Impermanência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inferno é o desejo&lt;br /&gt;que temos&lt;br /&gt;de que nossa criação&lt;br /&gt;corresponda&lt;br /&gt;aos nossos desejos da madrugada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-3668125000192662392?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/3668125000192662392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/isto-nao-e-um-poema.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3668125000192662392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3668125000192662392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/isto-nao-e-um-poema.html' title='Isto não é um poema.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7069113786605564112</id><published>2009-05-04T12:52:00.005-03:00</published><updated>2009-05-05T06:23:57.610-03:00</updated><title type='text'>Amor - parte 1: Idiossincrasias.</title><content type='html'>As pessoas me parecem tão interessantes, e elas assim me o parecem porque são quem são e não outros, mas elas mesmas. Chama-se idiossincrasia. Às vezes, observo alguém que carrega balas Halls na bolsa, e diz, comprando um pacote assim que o anterior ainda está pela metade: "não vivo sem elas!", e acho isso lindo! Quão interessante! Tenho certeza absoluta que alguém se deixaria seduzir infinitamente por esta característica tão peculiar que pertence tanto à intimidade daquela pessoa que quase passa despercebida.&lt;br /&gt;Outros tem um jeito peculiar de arrumar o dinheiro na carteira. Outros usam adoçante na caipirinha. Outros usam o humor como ponte para seus relacionamentos. Outros estão sempre com as unhas pintadas. Outros são exigentes e sempre reclamam de quase tudo, pois quase tudo não está dentro dos seus padrões de exigência. E eu sempre acho praticamente impossível alguém não se apaixonar por estas pessoas. Não se apaixonar pelos seus detalhes, pela maneira como mexem nos cabelos, pelo jeito de andar, pelo timbre da voz. Uma mulher decidida de voz grave e aparente controle da situação é apaixonante. Um homem escrachado, que fala alto e conhece a todos por onde passa, também. Uma menina, arrumadinha, vestida de rosa e com escova no cabelo é irresistível. Um jovem rapaz, de jaleco branco, formando-se em medicina também.&lt;br /&gt;Eu poderia ficar horas aqui citando características e suas composições, porque simplesmente acho apaixonantes todos os traços que fazem do outro quem ele é. Fazer de nós todos infinitamente diferentes uns dos outros, embora assutadora e reconhecidamente iguais: essa é a função das idiossincrasias. Mas por que será que são tão sedutoras? O que é que há em nós que vê nas formas peculiares do outro aquilo a que se deseje amar?&lt;br /&gt;Arrisco uma opinião: somos seduzidos por estes detalhes do outro com o mesmo fascínio com o que descobrimos terras novas, novos sabores e aromas, novas sensações, com o mesmo deslumbramento de se pisar na Lua. Sim, na Lua! O outro, enquanto asteróide que orbita ao nosso redor é terreno inexplorado que pode vir a nos proporcionar incríveis descobertas - ou esconder alienígenas verdes! - e que desperta em nós uma enorme curiosidade justamente porque nele a gravidade é diferente, nele a atmosfera é outra, nele sempre há um pacotinho de balas Halls, e eu adoraria saber o que diabos é isso!&lt;br /&gt;O outro sempre será o estrangeiro nos visitando, com seus idiomas, seus costumes, suas crenças, e nós sempre seremos o estrangeiro a visitar o outro, com todos os nossos pré-conceitos e concepções. E é esse jeito estranho de caminhar, essa mania de tamborilar com os dedos sobre a mesa, esse isqueiro que mais parece um maçarico e que só ele/ela tem que nos encanta, porque nesse pequeno detalhe está impressa toda a precisão da alteridade que faz do outro um que não eu.&lt;br /&gt;Enfim, há quem chame uns pequenos detalhes por nomes como "TOC", "obssessividade", "compulsão", "rituais obssessivos", "transferência neurótica", "apego prolongado ao objeto transicional", "autoerotismo", entre outros... e eu digo: "abaixo à patologização das idiossincrasias!!!"&lt;br /&gt;Afinal, nos apaixonaremos por elas, com ou sem cura....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7069113786605564112?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7069113786605564112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/amor-parte-1-idiossincrasias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7069113786605564112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7069113786605564112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/05/amor-parte-1-idiossincrasias.html' title='Amor - parte 1: Idiossincrasias.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-3623039334967992496</id><published>2009-04-30T04:26:00.003-03:00</published><updated>2009-04-30T06:39:17.751-03:00</updated><title type='text'>Arder na madrugada.</title><content type='html'>Ou as coisas ardem ou não me meto nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma frase que surgiu de meus dedos enquanto digitava os argumentos de uma discussão interminável (como todas) via msn às 4h30 da manhã. Esse tem sido meu horário de maior atividade, desde que comecei a trocar os dias pelas noites. Atividade de um modo geral: emocional, de raciocínio, intelecutal, física. A madrugada é um momento do dia caracterizado pela intensidade. Parece que o véu da noite exerce um peso sobre as almas, obrigando-as a viverem aquelas horas de forma intensa e inteira, entregando-se profundamente às experiências noturnas.&lt;br /&gt;A noite alta é esmagadora e plenificante. A temperatura da noite, o silêncio que permite ouvir outros sons - mesmo que deformado nas grandes cidades - suas cores e cheiros, são infinitamente estimulantes, sugerem profundidade, sugerem contato com tudo o que é o outro lado. Com tudo aquilo que não faz parte do dia, da luz, da movimentação agitada do cotidiano.&lt;br /&gt;Assim sendo, a alta madrugada torna-se o melhor horário para se entrar em contato com aquilo que é você, mas que você não costuma considerar com muita demora. Na alta madrugada, não há testemunhas daquilo que você esconde, permitindo que tudo isso venha à tona - claro, se você tiver condições de suportar (não me vá dissociar às 5 da manhã e dizer que foi idéia minha!). Aquela parte de você que não ousa contar nem para seu clérigo de estimação; aquilo que te faz tremer só de imaginar ter que dizer na frente do seu analista; tudo o que você combate ferozmente que apareça à luz do dia, no seu trabalho/casamento/estudo/happy hour, tudo isso está na alta madrugada.&lt;br /&gt;Mas o que vai te deixar feliz em saber é que, por incrível que pareça, tem muita coisa boa nesse balaio. A solidão da noite é potencialmente destruiva e construtiva. Como a &lt;a href="http://www.yogasite.com.br/yogasite/shiva.htm"&gt;dança de Shiva&lt;/a&gt;. Todas as fraquezas que se impõem gritantemente à sua vista, saltitando "estamos aqui!!!", são processos de desconstrução da atitude unilateral que constitui a nossa personalidade - atitude necessária para a vida prática, mas que hiperbolizada, pode causar um grande desequilíbrio da nossa alma. Por isso, desconstruir estas atitudes, confrontando-as com suas fraquezas opostas ululantes na madrugada, é processo construtor de sentido nas nossas vidas, ou seja: é coisa boa.&lt;br /&gt;Mas o mais intrigante é o caráter peculiarmente transitório das experiências da alta madrugada. Quem já "chorou seus olhos fora" (tradução livre minha para "&lt;em&gt;cry his eyes out&lt;/em&gt;") uma noite inteira, sentindo um aperto na altura do plexo solar, como se o externo fosse se esfarelar em poeirinha cósmica e esticando a garganta aos céus, abrindo bem a boca para pôr para fora todo o mal doentio do corpo e da alma ( &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120689/"&gt;The green mile&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, assistam), também já acordou no dia seguinte (depois de talvez ter dormido sobre seus próprios escombros) com os olhos inchados, mas com uma sensação de não saber exatamente porque, por que desses olhos tão inchados agora? Me sinto tão leve, tão cotidiana, tão pronta para mais um dia absolutamente igual a qualquer outro, por que esses olhos tão inchados agora? Ah sim, foi o esmagamento da madugrada anterior, agora me lembro. Mas, como foi sentir aquilo mesmo? Já não sei mais.&lt;br /&gt;O ego, centro da sua personalidade consciente, aquele que você reconhece comum e facilmente com sendo você, não suportaria muitas horas, dias seguidos, semanas a fio mergulhado nesta sensação de solidão e esfarelamento. Com certeza, se você tem algum problema na vida que demora-se em resolver-se, se há algo que te preocupa incessantemente, se se sente num beco sem saída, você não vai esquecer disso durante o dia e só lembrá-lo à noite, não é isso. Você passará o dia preocupado com suas questões, mas essa entrega intensa a um sofrimento despedaçador só pode ser temporária: de outra forma, estariamos frente a um quadro patológico que frequentemente termina com o suicídio.&lt;br /&gt;Mas independente de se ter ou não um problema que nos tome o pensamento todo o dia, ou que se esteja num momento de maior sofrimento na vida de modo geral ou não, falávamos aqui era da alta madrugada e do seu poder de mobilizar aquilo com o que não lidamos em base diária, aquilo para o que não temos tempo, o que não queremos saber, ou mesmo não sabíamos que estava lá e que era tão bom. Sim, tão bom: ah, então eu sou assim e posso conviver comigo mesma sabendo que assim eu sou! Muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou as coisas ardem, ou não me meto nelas: essa é uma das muitas coisas que descobri sobre mim mesma nas muitas madrugadas solitárias que experimentei desde a infância, e que, apesar de muitas vezes sair pela culatra, é algo que reconheço infinitamente como sendo eu mesma, não importa o resultado. Permitindo que o estranho de si mesmo insurja-se, reinvindicando seu lugar no espaço de quem se é, é que o estrangeiro transforma-se em identidade; "a capacidade de diálogo interior é um dos critérios básicos da objetividade" (JUNG, C.G., &lt;em&gt;A Natureza da Psique&lt;/em&gt;, p.187).&lt;br /&gt;É para isso que existe a madrugada, para lembrar-nos de que existe riqueza do outro lado, e de que aquilo que arde, cura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-3623039334967992496?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/3623039334967992496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/arder-na-madrugada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3623039334967992496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/3623039334967992496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/arder-na-madrugada.html' title='Arder na madrugada.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5434507520360875479</id><published>2009-04-20T23:49:00.003-03:00</published><updated>2009-04-21T01:09:37.072-03:00</updated><title type='text'>Perder-se no eco do vazio.</title><content type='html'>O fenômeno &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=j15caPf1FRk"&gt;Susan Boyle&lt;/a&gt;. Recebi o link para este vídeo e deletei-o consecutivamente trocentas vezes até recebê-lo de alguém a quem dedico atenção privilegiada às coisas que me envia; portanto, "assisti-o-o".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quadro: reality show competitivo com alto índice de futilidade (redundância), um júri que encarna diferentes personagens, impondo (fantasiosamente) uma atmosfera de medo e apreensão aos concorrentes, platéia ensandecida lotada de pessoas que não tem mais o que fazer de suas vidas a não ser observar a vida alheia de forma zoofílica (sim, sou cruel em alguns julgamentos). Soma-se a isso a concorrente: mulher vinda de uma cidade do interior, com um tipo físico e endumentária completamente fora dos padrões estéticos sugeridos por este tipo de audiência/programação, e ainda, de idade avançada (???). Resultado: o óbvio. Ela começa sendo ridicularizada, mas quando inicia àquilo a que se propôs ao estar ali (no caso, cantar), deixa a todos boquiabertos, estupefatos. Sai vitoriosa, ovacionada, cercada de discursos sobre respeito, solidariedade, diferenças, "imagem-não-é-nada-sede-é-tudo", e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira constatação sobre isso é a de que tenho tendências a desconfiar de &lt;em&gt;happy endings&lt;/em&gt;, principalmente vindos através de câmeras, hollywoodianas ou similares. Mas o que eu penso sobre a autenticidade disso não vem ao caso, porque, como vimos, eu posso ser muito cruel nos meus julgamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que interessa aqui é o debate que se segue à pergunta: o que ela foi fazer ali? Desdobrando: o que leva uma pessoa como ela a ir até uma platéia como aquela, num programa como esse? Confesso que este questionamento se deve em grande parte a um aspecto de mim mesma que tem problemas com certas modalidades de exposição pública e que insiste na idéia de que pessoas talentosas/íntegras/sérias não se submeteriam a estas modalidades de exposição. Para tentar filtrar meus pré-conceitos, podemos abrir a questão para: o que leva alguém, qualquer um a ir até lá e se expor? Fama? Sucesso em pó instantâneo? Desejo de poder? Podemos dizer que sim, mas esta é uma explicação redutiva que leva em conta apenas os aspectos sombrios do que nos move. E como sou cruel mas não sou fanática, penso que deve haver mais por trás disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao exemplo de nossa querida Susan. Uma mulher que não condiz com os padrões vigentes e largamente disseminados pelas mídias globalizantes, de beleza, sucesso, moda, idade, etc. Se expõe a ser ridicularizada, todos riem dela. Quando chega sua vez, põe para fora toda a beleza de sua alma. Quantos contos de fadas não contamos para nossos filhos ou ouvimos de nossos pais com este mesmo enredo? É o óbvio, mas o óbvio aqui chama-se arquetípico. A heroína da história vai à guerra contra as madrastas más, conquistar respeito, dignidade, transformar valores, angariar reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos agora onde eu queria chegar: reconhecimento. Susan Boyle cantava aos quatro ventos no seu pequeno vilarejo, mas quem a ouvia? Seu marido? Filhos? Parentes e amigos? Animais de estimação? As árvores, flores, campos, pradarias, todo o céu, nuvens, sol, lua e estrelas? Pode ser que tenha sido pouco. A alma tem necessidade de se sentir pertencendo a toda a humanidade. E em tempos de globalização, essa comunhão parece se tornar mais premente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que de fato levaria uma pessoa a se submeter ao crivo tendencioso de pessoas que, em menor escala social, seriam diametralmente diferentes dela própria? E afirmo tendencioso porque não há julgamento humano imparcial que não seja influenciado pelas nossas tendências pessoais, pela nossa história de vida, por quem nós somos. Susan era uma, eles muitos, e a imagem inicial era a de um Neo contra uma enxurrada de Smiths na chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao colocar o belo mobilizador de alma que ela tinha em si para fora, a ovação denunciou que este &lt;em&gt;fast-fairytale&lt;/em&gt; (em analogia com os fast-foods ícones da contemporâneidade) tocou em cada um estes sentimentos típicamente humanos que dizem respeito à rejeição-aceitação, à diferenciação-pertença, ao respeito-invasividade, à conquista do valor da alma que garante lugar ao sol entre os diferentes tão iguais entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantando, Susan pertenceu, e sua música mobilizou em quem a assitia o mesmo sentimento de humanidade, identificando-se através das vivências históricas de que somos herdeiros. Um belo &lt;em&gt;pocket&lt;/em&gt; de conto de fadas. Para completar a obra, Susan canta, de Les Miserábles, o trecho em que Fantine se encontar sozinha, desempregada, sem eira nem beira, fala de um tempo de doçura que já se foi, fala de sonhos sonhados e que não se realizaram;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I had a dream my life would be&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Sonhei que minha vida seria&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So different from this hell I'm living&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Tão diferente deste inferno em que vivo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So different now from what it seemed&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Tão diferente agora do que parecia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now life has killed the dream I dreamed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Agora a vida assassinou o sonho que sonhei&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, do alto da minha pinta de durona, senti os olhos umedecerem, porque como todos que somos, &lt;em&gt;I also dreamed a dream...&lt;/em&gt; e não quero perder-me no eco do vazio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5434507520360875479?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5434507520360875479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/perder-se-no-eco-do-vazio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5434507520360875479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5434507520360875479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/perder-se-no-eco-do-vazio.html' title='Perder-se no eco do vazio.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-305461127080370764</id><published>2009-04-15T02:36:00.003-03:00</published><updated>2009-04-15T03:41:11.696-03:00</updated><title type='text'>Existência diferencial.</title><content type='html'>Diz-se de quem procura, que este acha. Sou a prova viva. Quanto mais procuro, mais encontro material diverso para fundamentar todo o absurdismo que aqui despejo.&lt;br /&gt;Acabo de encontrar, por exemplo, uma filosofia dessas que andam por aí desde finados "1800 e encarnação passada", que apregoa - muito que resumidamente aqui, pois que não quero ser achincalhada de não saber discorrer fidedignamente sobre tal, coisa que não o sei mesmo - algo sobre mônadas, quais sejam: a partes que se coadunam para formar os todos. Por exemplo, os átomos. Mas a novidade - em 1895 - é a proposta de que as mônadas (sério, vão pesquisar na wikipédia e afins pra entender isso aqui direito) são, ao invés das últimas instâncias a que se pode algo reduzir, pasmem!, compostas. Infinitamente compostas de diferenças. Significando, para este filósofo e os que nele acreditam, que qualquer coisa no mundo poderia ser decomposta em infinitésimas diferenças. (Que meu amigo me perdoe se isto aqui estiver muito plagiístico de seu texto, mas já vou descambar para outros quinhentos...)&lt;br /&gt;Sim, mas o que eu queria com essa explicação superficial de caráter introdutório que em verdade serviu mais para embaralhar a cabeça de quem não conhece o autor em questão e não sabe o que é uma mônada, era chegar ao fato de que, este dado filósofo - quem gostar do tema e quiser pesquisar sobre isso venha me perguntar o nome - surge com um &lt;em&gt;moto&lt;/em&gt; fascinantemente estrangeirista: "existir é diferir".&lt;br /&gt;Não ouso supor, obviamente, que, ao surgir com esta proposta tal filósofo quisesse chegar ao menos perto do que vou postular aqui, mas, é isso o que faço: leio coisas, vejo coisas, vivo coisas e as digiro, regurgitando-as na minha &lt;em&gt;versão&lt;/em&gt; de mundo (novos agradecimentos ao meu amigo) que constrói minha des-pretensiosa filosofia estrangeirista.&lt;br /&gt;Existir é diferir. É isso; uma frase que fala por si só (coisa que todas as frases deveriam fazer, embora apenas poucas se prestem a isso...). Decomponha-se você. Em quantas mil partes diferentes você poderia se desmantelar? E, ainda que chegue na menor destas partes, no mais decomposto da decomposição, ainda assim, esta parte (a tal da mônada) não poderia ela mesma se constituir de infinitas possibilidades? Parece que é isso que o filósofo gostaria de afirmar, embora eu construa essa idéia a partir da leitura de meia dúzia de linhas de um terceiro sobre ele. De qualquer forma, a afirmação de que a diferença é o substrato fundamental de qualquer coisa, a propriedade primária de tudo o que existe, soa demasiadamente estrangeirismo existencial para que eu deixasse passar em branco por aqui.&lt;br /&gt;Tudo começa na diferença e nela termina, e é a diferença que promove interações intra e inter o que quer que seja. É como o princípio da homeostase: se não há diferença de temperatura, não há troca. Se não há troca, o sistema padece entropicamente. Logo, se se dá a troca, o diálogo, a interação, pressupõe-se que tudo parte de um estado inicial de diferença, de outra forma, as interações não seriam &lt;em&gt;startadas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Mesmo que 99,9999999% das variáveis sejam idênticas, existir é diferir, e o tal 0,0000001% fará toda a diferença. Literalmente. Você aí que decompôs-se até a mônada, percebe que milhares é si mesmo? Percebe elementos que fugiam até mesmo ao seu conhecimento? Percebe que, por mais que você queira gostar de se convencer disso, O Segredo não vai resolver a sua vida, porque, no mesmo momento em que você, setecentos outros violinistas estão empenhados em pensamentos positivos para conseguir a única vaga de violinista da sinfônica da Bélgica? E cada um de vocês violinistas são absurdamente diferentes em suas existências, não importa o quanto pensem positivo para a mesma coisa.&lt;br /&gt;Pensar positivo não ajuda (sinto muito). Pensar negativo também não ajuda. O que ajuda é pensar, pensar com cada parte de cada uma das suas mônadas, que formam um conjunto único e diferenciado. Pensar para recriar-se.&lt;br /&gt;Eu não sei em que vai dar esta filosofia que tem por lema "existir é diferir", posto que não terminei ainda o texto do meu amigo que escreve sobre este filósofo, e a quem ambos sacrifiquei aqui em nome dos meus próprios filosofismos. Mas sei que daqui, de onde estou, só posso descambar para a idéia de que a diferença é também a mãe da igualdade. Como segue: se todos fôssemos iguais a priori, da igualdade não pode surgir diferenciações, tendo a igualdade como entropicamente morta. Já se partirmos do princípio que todos somos diferentes, da diferença, geramos a igualdade, dado que é comum a nós todos o fato de sermos diferentes.&lt;br /&gt;A existência, deste modo, torna-se suportável, pois que a incomensurável diferença entre nós todos, e ainda entre nós e todas as outras coisas, é a própria parturiente do sentimento de pertença que nos identifica entre nós e como pertencentes a esta realidade a que chamamos mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existir é diferir. E está é a minha &lt;em&gt;versão&lt;/em&gt; de mundo que me torna diferente de todos vocês. Qual é a sua?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-305461127080370764?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/305461127080370764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/existencia-diferencial.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/305461127080370764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/305461127080370764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/existencia-diferencial.html' title='Existência diferencial.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7463392310880508549</id><published>2009-04-10T07:02:00.001-03:00</published><updated>2009-04-10T07:09:24.855-03:00</updated><title type='text'>A perplexidade da dor.</title><content type='html'>Estive a ler sobre a dor por esses dias, dor, de um modo geral, dor física mesmo, com ou sem metáforas, e, qual não foi meu espanto ao deparar-me com estatísticas que asseguravam que &lt;em&gt;"a dor afeta pelo menos 30 % dos indivíduos durante algum momento da sua vida e, em 10 a 40% deles, tem duração superior a um dia."&lt;/em&gt; Trinta por cento??? Pelo menos 30%?? Essa foi uma informação que, no mínimo, deveria fazer com que eu revisse certas convicções minhas. Sim, porque, eu estava convicta de que a dor afetasse TODOS os indivíduos em algum momento de suas vidas.&lt;br /&gt;Como não sou dada a alterar minhas convicções a partir do discurso alheio com tanta facilidade, continuo acreditando que TODOS os indivíduos são afetados por alguma dor, pelo menos uma vez na vida. Qualquer dor. Nascer dói. E nada me convence do contrário: a primeira experiência do mundo concreto é dor. Infelizmente. Somos recebidos nesta realidade com a triste constatação: é, vai doer...&lt;br /&gt;Mas, além dessa, seria possível conceber alguém que nunca, nunquinha mesmo, nunca tenha sentido, além da dor de nascer, uma dorzinha de estômago, porque comeu demais ou de menos, uma cólica, água no ouvido, pisão no pé, beliscão, topada, dar com o nariz na porta, gripe, picada de abelha, dormir por cima do próprio braço.... São tantas as possibilidades, e tudo isso dói. Se resolvermos entrar então no âmbito das dores psíquicas, emocionais, metafóricas, aí mesmo é que não escapa um. Impossível! Me recuso. Todos já doeram, doem ou doerão. Dor é o inexorável.&lt;br /&gt;Hão de me chamar pessimista - será? - assim como a Nietzsche, Satre, Camus, Bukowsky, Augusto dos Anjos, embora nenhum de nós o sejamos. Apenas entendemos que o culto a Apolo não pode prescindir das Dionísias, como a máquina social muito nos pretende fazer acreditar, culminando fatidicamente em reações sombrias que fogem ao nosso controle de forma desmedida.&lt;br /&gt;Mas, após esta pequena digressão, voltemos ao que interessa: dor. Todos os estudos e pesquisas e ciências de hoje e há algum tempo histórico insistem numa denominação diferenciada, "para esclarecer", em dores físicas e dores psíquicas. Assim, a dor é uma &lt;em&gt;“experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através das suas experiências anteriores.”(IASP- International Association for the Study of Pain)&lt;/em&gt;. Vamos tentar entender isso.&lt;br /&gt;Se dizemos "esperiência sensitiva E emocional", estamos aqui afirmando uma indissociabilidade entre a minha experiência corpórea e minha experiência psíquica. "Cada indivíduo aprende a utilizar este termo através das suas experiências anteriores", ou seja, meu conceito de dor, que obviamente está embasado em experiências emocionais - e quando digo emocionais, me refiro ao fato de não serem regidas pela lógica racional, mas por uma expressão mais total do psíquico - me permitirá dizer que meia hora de uma agulha intermintente furando e refurando minha pele com um bocado de tinta, não se configura como dor. Enquanto para outros, isso pode parecer a descrição de uma verdadeira tortura chinesa. Então pergunto: esta dor, é sensorial ou emocional?&lt;br /&gt;O que me intriga mais ainda no trecho acima é: "relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos". Ok, lesão real, todo mundo entendeu. Mas, e agora, &lt;em&gt;lesão potencial dos tecidos&lt;/em&gt;... O que diabos? Afinal, decido-me por não ficar conjecturando o que quer que o autor do texto citado quereria dizer efetivamente com isso, mas sim, como sempre - e mais legal - vou ensaiar sobre minha fantasia do que eu acredito ser um sentido cabível ao termo &lt;em&gt;lesão potencial dos tecidos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Potencial tem a ver com aquilo que poderá ser. Mas não o é. Ainda. E talvez nunca. Mas poderia. Como se poderia experimentar a dor de algo em potencial? Sentir o corte, antes mesmo da faca rasgar a carne? Ou estaríamos falando do sentido clássico de histeria de conversão? Hipocondria?&lt;br /&gt;Ou talvez, quem sabe, &lt;em&gt;quem sabe&lt;/em&gt;, a lesão potencial seja aquela que surgiria a partir da dor, numa inversão da fórmula, quando a dor viesse antes numa metáfora? Assim, que a saudade dói no centro do peito, junto com a angústia; a raiva dói no fígado; a solidão dói no meio do estômago; a ansiedade dói nos pulmões; a preocupação dói na cabeça; o medo dói nas pernas; o cansaço dói nos ombros; e pra nenhum desses, não há raio X ou tomografia que encontre a lesão. A dor vem antes, a lesão é potencial, caso a dor continue a doer com muita insistência.&lt;br /&gt;A nossa medicina dessa metade da laranja - ah, já estava com saudades das laranjas!!! - não gosta muito desta idéia. Até para os estados psíquicos, prefere a equação "antes lesão, depois dor" que se traduz posteriormente em comportamento, sentimento ou o que for. Mas não somos a medicina ocidental. E partindo de outros pressupostos, suponho que a lesão potencial é aquela que se realiza quando à dor que nos atinge não é dado o seu devido lugar: o de parte da existência, não de 30, 40 ou 50% de nós todos, mas de todos nós, sem exceção. E uma parte expressiva que deve ser levada a sério tanto na sua forma física, quanto psíquica.&lt;br /&gt;Então, se você é daqueles que toma aspirina pra dor de cabeça e vitamina C para resfriado, e se você dói uma lesão potencial, vá buscar o sentido para sua dor, coloque-a no devido lugar, antes que a lesão vá de potencial para real e que sua dor tome uma parte maior da sua vida do que deveria tomar.&lt;br /&gt;Porque dor é o inexorável da existência, e, pra cada mal um &lt;em&gt;phármakon&lt;/em&gt; diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;(Para Dani, embora ela dificilmente vá ler isto aqui pq nem sabe que eu tenho um blog.)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7463392310880508549?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7463392310880508549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/estive-ler-sobre-dor-por-esses-dias-dor.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7463392310880508549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7463392310880508549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/estive-ler-sobre-dor-por-esses-dias-dor.html' title='A perplexidade da dor.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-2215816554673498634</id><published>2009-04-06T03:27:00.004-03:00</published><updated>2009-04-06T21:26:00.536-03:00</updated><title type='text'>É necessário dividir porque não se cabe em si mesma. Cena final.</title><content type='html'>Tela em branco. Tela em branco. Tela em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que está vazia, que já disse tudo, que já se expôs demais. Tem um sentimento gozado de vergonha, ela que escreveu despudoradamente, e agora se defronta com sua intimidade mais velada ali, palavra por palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem a sensação de que não existe. Começa a deixar de existir. Após tanto tempo sem se reconhecer no olhar do outro, a imagem de si mesma esvai-se na solidão das madrugadas. Correr riscos é agora a única coisa que faz sentido. É o silêncio da solidão das madrugadas que a mantêm acordada. A luz do dia a faz dormir e sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Começa a deixar de existir. O que seria a existência senão a afirmação de outrem de que ela realmente existe? A imagem de si mesma esvai-se e quem é que pode afirmar que ela é, quando não há ninguém olhando? Não há ninguém olhando e ela não sabe mais ao certo se está ali. Se é ali. E se não for? E se deixar de existir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Correr riscos é agora a única coisa que faz sentido. Na folha tela em branco corre-se um risco de grafite &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;cinza&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#999999;"&gt;preto&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;azul&lt;/span&gt;, mas ninguém vê. E uma borracha não testemunha vai desfazendo seu traço, e ela vai deixando de existir. A sua transbordância, que não se cabia em si mesma, esvaiu-se. Ela precisava dividir, ela precisava dividir e assim o fez. Na tela folha branca correu o risco&lt;span style="color:#999999;"&gt; azul&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;cinza&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;preto&lt;/span&gt; e escreveu despudoradamente sua intimidade mais velada ali. Bem ali na frente do outro que não a vê. Que não testemunha seu existir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E agora, o vazio. Para onde foi tudo aquilo que era ela que não cabia nela em si mesma? Quem leu-vou seu existir o que tinha dentro de si? Ontem, transbordava na solidão. Hoje, vazia na madrugada. Amanhã, não existir até que devolvam o olhar em sua direção. O que resta agora é imagem. Mas a imagem é para aquele que a vê! E existência da imagem não é em si mesma, mas apenas quando o olhar a apreende, devolvendo-lhe conteúdo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela é imagem agora então. Ela é só imagem. Mas quem a vê? Andará na madrugada pela casa escura olhando-se de espelho em espelho. Existo. Sumi. Existo. Sumi. Existo. Ela já dividiu o que não cabia em si mesma e agora aguarda que o olhar devolva-lhe o conteúdo do seu existir. Sumi. Existo. Sumi. Existo. Sumi.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela é imagem, e agora o vazio. Tela Branca. Cena Final.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fade out.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-2215816554673498634?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/2215816554673498634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/e-necessario-dividir-porque-nao-se-cabe_06.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2215816554673498634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2215816554673498634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/e-necessario-dividir-porque-nao-se-cabe_06.html' title='É necessário dividir porque não se cabe em si mesma. Cena final.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-6491825743072602154</id><published>2009-04-03T02:09:00.003-03:00</published><updated>2009-04-03T02:54:23.070-03:00</updated><title type='text'>É necessário dividir porque não se cabe em si mesma. Cena 3.</title><content type='html'>Ela está sozinha. Parece que bebeu. Acaba de chegar na sua casa escura, e parece que bebeu. É como se as coisas não estivessem no lugar. Mas, oras! as coisas nunca estão no lugar. O Gato, e somente ele a recebe. Mas parece que ela bebeu e nem o Gato dá muita importância, porque ela bebeu, então, ela não será mais ela, nem tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela será aquela. Aquela que fala das coisas como se fossem verdade. Aquela que sente seu corpo como se pudesse fazer algo quanto a isso. Aquela que soluça. Aquela que está enfim nua. E não está mais com medo de todas as impressões que tomarão seu corpo, porque ela bebeu. E ela tem certeza que Baco nunca a deixaria perder-se em definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela está sozinha, mas seu pensamento está cheio de um alguém. Um alguém que não saberia, talvez, o que fazer com esta bacante sozinha. Seu pensamento está cheio de um alguém, mas seu pensamento é uma realidade concreta, porque ela bebeu. "É então que toco este alguém."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a solidão da noite, afora um Gato, a confunde ininterruptamente. O ventre do Gato toca seus seios nus. Confunde ininterruptamente. Porque está sozinha? Porque bebeu e está sozinha? O que diabos este corpo quer que está sozinho? Sem ninguém a tocar, sente a sensação de esfarelamento.&lt;br /&gt;Oh, não! E agora? Seu corpo esfarela-se diante de si, ela que bebeu, e que está sozinha, e não há nada que alguém que não o outro possa fazer.&lt;br /&gt;Esfarela-se mas é massa. É demasiado consistente para que possa desfazer-se. Na confusão da noite, o que não daria por um cigarro. Embora seja o cigarro o maior desfazedor daquilo que seja seu eu concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela está nua, vestida daquilo que pode sentir nesta noite, embora ela bebeu. Ela bebeu, e queria gritar para alguém: sou tua! Mas seu corpo esfarela-se na visão do outro que não a segura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ouve os vizinhos. "Estão aí? Posso bacanear com vocês?" Quem a dera! Quem a dera, ter mais um cúmplice! Quem a dera ter um cúmplice que a visse, que a visse dissolver-se nua em si mesma para beber-se novamente, deixando cair sua cabeça pesada e confusa.&lt;br /&gt;Vai à rua comprar cigarros. Vai à rua comprar cigarros? Vai nua, despida de si mesma, porque bebeu e não sabe mais cuidar de si. Porque bebeu e não outro cuidar de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então pensa no valores dos homens. E nos valores dos homens. E os valores dos homens são tão ambíguos que ela não consegue saber se os fuma, ou não os fuma. Seu cabelo cai sobre seu rosto, e seria tão simples se somente alguém os levantasse. Mas ela está nua, e ninguém pode vê-la assim. Ela não compra cigarros porque ninguém mais os quer vender. Seria tão simples se alguém os levantasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ouve os vizinhos. Vão-se embora pelo olhar mágico de se ter vinte anos. Ela já tem a pele envelhecida, os ossos fracos, os músculos flácidos de uma idade de quem já esteve aqui muitas e muitas vezes antes. E há que se possa provar! Então pensa nos valores dos homens, e os homens farão do seu corpo velho e cansado uma ferramenta que produzirá pela humanidade. Por que é isso que os homens fazem, mesmo que ela tenha bebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que no corpo, usa-se os olhos, as mãos, o nariz, a língua e os dentes, e ela lembra-se bem disso, mesmo que tenha bebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do terceiro ato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-6491825743072602154?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/6491825743072602154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/ela-esta-sozinha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6491825743072602154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/6491825743072602154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/ela-esta-sozinha.html' title='É necessário dividir porque não se cabe em si mesma. Cena 3.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7713635865049161200</id><published>2009-04-01T15:55:00.002-03:00</published><updated>2009-04-01T16:33:19.387-03:00</updated><title type='text'>É necessário dividir porque não se cabe em si mesma. Cena 2.</title><content type='html'>São 14h08. No sonho, ela andava contra o vento na rua onde mora, acompanhada por pessoas de um passado distante no tempo e no espaço. Fazia frio, motivo de alegria, mas ela não entendia porque algumas pessoas calçavam luvas. Andavam com muito esforço, que iam contra o vento. Algumas pessoas caminhavam bem mais à frente, e ela se perguntava "para quê tanta pressa? Não preciso andar correndo assim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho, elas andavam contra o vento e faziam muito esforço, muito esforço mesmo para andar contra o vento. Vinham de um casamento - quem havia casado? - e iriam encontrar mais pessoas distantes no tempo e no espaço. Pessoas que não sabiam direito onde estavam, e ela devia orientá-los, afinal, este era o lugar dela. E ela não iria andar tão rápido. Para quê tanta pressa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 14h08. Ela havia se prometido levantar às 14h00, completando exatas dez horas de sono. Mas mais uma vez ela havia-se deixado levar pelo onirismo de sua outra realidade. Sempre dormira e sempre sonhara. E, se fosse possível, não mais acordaria. Sua outra realidade sempre fora tão real como a realidade... (E agora?!! Qual seria a realidade verdadeira? Ela será hipócrita em hierarquizar realidades diante da precisão que ambas oferecem a ela. Como definir qual seria a realidade primeira?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 14h08 e ela levanta-se. Por que? O que há a fazer? Andar pela casa, comer uma maçã, ver emails, esperar. No sonho, ela estava feliz porque havia chegado o inverno.&lt;br /&gt;Ela senta no vermelho da sala mal iluminada esperando a nova estação. Verá um filme? Não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não importa porque ela acaba de descobrir que esta é sua vida. Sua vida. E ela poderia fazer o que quisesse agora. O que quisesse. Sua sala. Sua lâmpada. Seu computador. Sua história. No sonho, ela está feliz porque é inverno. Sua estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não são mais 14h08, e ela olha pela janela e chove. Chove chuva real, como chuva de sonho, com cheiro de chuva, toque de chuva, gosto de chuva. E ela está dentro de sua própria vida. As imagens que ela vê são só dela e se ela se permitisse ficar, ficaria para sempre perdida na outra realidade onde sente que realmente ali há sentido. Mas a realidade dos homens, onde ela está sozinha, precisa também de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olha pela janela e chove, e isso a faz feliz. Ela está sozinha, e acaba de descobrir que esta é sua vida. De um lado e de outro da fronteira entre as duas realidades, esta é sua vida. No sonho, ela tem certeza de que é real. Na realidade, já não há tanta certeza. Sozinha no inescapável da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do segudo ato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7713635865049161200?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7713635865049161200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/e-necessario-dividir-porque-nao-se-cabe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7713635865049161200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7713635865049161200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/04/e-necessario-dividir-porque-nao-se-cabe.html' title='É necessário dividir porque não se cabe em si mesma. Cena 2.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5526084789489061719</id><published>2009-03-31T20:49:00.002-03:00</published><updated>2009-03-31T22:47:50.051-03:00</updated><title type='text'>É necessário dividir porque não se cabe em si mesma.  Cena 1</title><content type='html'>Toda casa está apagada; há uma panela besuntada de azeite sobre o fogo alto da primeira boca direita do fogão. O filme está pausado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a casa está apagada. A luz da cozinha lança penumbra sobre a sala e o banheiro. Ela já não cabe em si mesma e não sabe ao certo o que fazer com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai dois passos além da porta da cozinha, e, segurando o saco com seus últimos milhos, gira noventa graus para se deparar com a sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a casa está apagada. O que é isso que ela vê? A panela superaquecida fumega sobre a primeira boca direita do fogão, e ela não entende o que vê. Não não entende de um estado confusional, mas de uma certa perplexidade com a realidade. É isso, ela está perplexa com o que parece ser real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala penumbrada os tons de vermelho sobressaem e ela olha vagarosamente da direita para a esquerda, como se quisesse ver, enquanto o filme continua em pausa e a panela fumega prevendo um incêndio que não acontecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela retoma o curso do fazer. Os milhos caem fazendo estardalhaço sobre o fundo de alumínio da panela fumegante, e aos poucos, um a um, transformam-se alquimicamente, estouro após estouro, cedendo à transformação do fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pés estão descalços. Tudo é novo, tudo é interessante, tudo merece sua atenção como quem acaba de acordar de um longo coma. Como quem acaba de acordar de um longo coma, ela quer ouvir intensamente os barulhos, entender o que acontece dentro daquela redoma de alumínio, que, antes contendo pequenos grãos duros e amarelos, fecha-se, e ao abrir-se a tampa oferece macios flocos brancos ao olfato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pés estão descalços e o toque da sua pele branca e fina com o chão é tão novo e inusitado como todo o resto. Ela anda pela casa escura, segurando uma bacia cheia de flocos brancos e cheirosos, e as penumbras criam novidades a todo instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme está pausado e ela poderia estar nua, pois não há ali testemunha de que ela sente a sola dos seus pés tocando o chão nem que olha ao redor da sala vermelha como quem quisesse ver. Mas estar nua significaria tantas outras impressões vindo ao encontro de seu corpo, tantos toques, cheiros, sons, sabores, que seriam sentidos por cada célula deste longo e macio lençol alvo que a cobre. Que talvez não fosse possível retornar; que talvez a sequestrassem num carrossel de sensações que fariam dela terreno seu por direito e de fato, e ela teria se perdido ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pés estão descalços e ela não está nua, pois aprendeu que é preciso se resguardar, não entregar seu corpo inteiro ao maravilhamento, pois isto a afastaria por definitivo da realidade dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do primeiro ato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5526084789489061719?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5526084789489061719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/e-necessario-dividir-porque-nao-se-cabe.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5526084789489061719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5526084789489061719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/e-necessario-dividir-porque-nao-se-cabe.html' title='É necessário dividir porque não se cabe em si mesma.  Cena 1'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-4370284289392898384</id><published>2009-03-31T16:31:00.005-03:00</published><updated>2009-03-31T18:40:30.900-03:00</updated><title type='text'>Todo mar é mar nunca antes navegado.</title><content type='html'>Me recuso terminantemente a ver o mundo como os outros o vêem. Mas, na verdade, não sou eu quem se recusa. Eu não seria tão tola. Há algo em mim que não admite que o meu mundo seja o mundo de um outro. Há algo em mim que repudia a naturalidade com que as coisas são incorporadas, há algo em mim que rejeita o óbvio.&lt;br /&gt;Esse, é o daimon da perplexidade. Cada som, cada forma, cada cheiro, cada toque são novos a cada momento. Cada dor, cada frio, cada impressão, acontece apenas desta única vez, nem antes, nem depois, mas agora, no momento em que acontece, e eu os vivo, e são novos, novidades que me deixam perplexa.&lt;br /&gt;Todo mar é mar nunca antes navegado. Tudo é novo, e, assim o sendo, rejeito fechá-lo na explicação daquilo que foi antes, daquilo que foi outro. O que eu vivo, deve ser conhecido a partir da sua verdade única, deve ser explorado a partir do zero, deve ser escrutinado, destrinchado e nomeado a partir de si mesmo.&lt;br /&gt;Você. Você é uma grande novidade para mim. A cada dia em que te encontro, encontro você novo encontro você de novo, de novo modo. Cada coisa que me diz, me deixa perplexa da sua capacidade de dizê-lo, da sua criatividade em parir o novo através da sensacional idéia inovadora de organizar palavras em expressões em frases em discurso em pensamento.&lt;br /&gt;Toda vez a minha experiência de você é única. Você chega e te amo. Você chega e te odeio. Você chega e não sei que é você. Porque você é o outro, a alteridade que me faz perplexa a cada minuto, pois estrangeira que sou, vivo fora daquilo que és. Vivo fora do seu mundo, porque em B612 cabemos apenas minha rosa e eu.&lt;br /&gt;Posso mesmo visitá-lo, numa observação participante, mas nunca poderei morar em você, pois você é pequeno demais para nós dois. Enfim você é como o mundo, e me recuso terminantemente a ver o mundo como os outros o vêem. Não tomo prozac porque o não dormir é mais do que não dormir; minha dor de estômago é mais que uma reação a todos os excessos físicos, ela é um excesso de mim mesma. Como podem simplificar e reduzir cartesianamente aquilo que são eles mesmos? Como pode você achar que toda vez que me encontra, encontra a algo que você já conhece, achar que já sabe, achar que já me viu antes? Reconheça-me pela relação, não por objeto.&lt;br /&gt;Ah sim, porque isso sim! Tudo é novo, mas posso reconhecê-lo pelo que me faz. Não o reconheço enquanto objeto da minha apreensão, mas enquanto novidade que me causa perplexidade, enquanto algo que me causa. E é a finalidade daquilo que em você me causa que me permite reconhcer você dentro do meu repertório do que já vivi.&lt;br /&gt;Meu daimon da perplexidade recusa-se terminantemente a me permitir simplificar aquilo que vejo em você e no mundo. Olhe agora para um canto da parede à sua frente. Olhe bem. Ela é nova, é novidade, o que é isso? Vá até lá e toque nela. Sinta na sua mão que ela é muito mais que uma parede, mas um cosmos complexo que é novo a cada minuto. Tudo no mundo é assim. Você é assim. Eu sou assim.&lt;br /&gt;Quando me encontar pela rua, lembre disso ao me ver pela primeira vez na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-4370284289392898384?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/4370284289392898384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/todo-mar-e-mar-nunca-antes-navegado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4370284289392898384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4370284289392898384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/todo-mar-e-mar-nunca-antes-navegado.html' title='Todo mar é mar nunca antes navegado.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-1882400439641956052</id><published>2009-03-26T15:19:00.001-03:00</published><updated>2009-03-26T15:21:53.200-03:00</updated><title type='text'>Síntese aproximativa da minha realidade</title><content type='html'>"Não saberemos jamais se o outro, com o qual não podemos, apesar de tudo, confundir-nos, opera, a partir dos elementos de sua existência social, uma síntese que coincide exatamente com a que elaboramos. Mas não é necessário ir tão longe, é preciso somente - e para tanto, o sentimento interno basta - que a síntese, mesmo aproximativa, decorra da experiência humana." &lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Lévi-Strauss, C. Antropologia Estrutural Dois. Tempo Brasileiro: RJ, 1993.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lévi-Strauss falava aí de uma síntese entre a dimensão objetiva da observação empírica e a dimensão subjetiva da vivência do observador. Sua aposta - fundamentada por ele em Mauss - é que, uma vez que somos homens observando a vivência de homens, nossa humanidade basta para confiar na aproximação da análise do etnólogo com a idéia que o próprio nativo faz de sua realidade, criando uma verdade a partir da interseção de duas subjetividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo como coloquei aqui pode fazer parecer simplória esta afirmação, mas é que me furto de discorrer longamente, algo de que o próprio autor já se ocupou (leiam o livro). Mas, enfim, Lévi-Strauss não era filósofo nem dado à psicologia, mas a idéia presente nesta afirmação é um tema central em ambas as ciências: o problema da verdade objetiva x verdade subjetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Lévi-Strauss sugere que a síntese aproximativa entre objetividade e subjetividade decorra da experiência humana, se fia na premissa de que o etnólogo estará ancorado no saber antropológico, o que garantiria o valor científico desta síntese, logo, seu status de verdade. A questão é quando saímos do âmbito da ciência para o da vida cotidiana e aplicamos a mesma fórmula.&lt;br /&gt;A tendência sempre é que façamos nossa própria síntese aproximativa daquilo que vemos e do outro, partindo da noção já mais que batida aqui de que vivenciamos nossas experiências do mundo sozinhos. Mas o que na vida cotidiana difere fundamentalmente da etnologia é o fato de que, por trás das nossas avaliações e sínteses não há nenhum amparo teórico, base filosófica, nem campo de saber epistêmico que direcione nossas impressões.&lt;br /&gt;Muito pelo contrário, o que vem dar pitaco na nossa interpretação pessoal de mundo são mesmo nossos complexos - 'complexos' aqui não tem o sentido do senso comum, mas é usado como o termo original cunhado por Jung, significando núcleos psíquicos que agregam conteúdos com forte valor emocional. Dissonâncias nas nossas avaliações causadas por complexos de grande apelo ocasionam a relação neurotizada com conteúdos que chegam ao ego, tanto os vindos de fora como os que brotam de dentro de nós mesmos, e isso é o que chamamos de neurose.&lt;br /&gt;É assim que dizemos que as neuroses interferem na vida das pessoas, impedindo que estas se relacionem diretamente com a alteridade, literalmente "se metendo no meio" e transformando a compreensão de mundo do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É então que questiono: no caso do etnólogo - posto que comecei o texto com o exemplo deles - apenas o embasamento científico da antropologia é garantia de que na verdade, boa parte das suas sínteses realidade objetiva-subjetividade não sejam distorcidas por uma relação neurótica com o outro, tranformando sua etnografia?&lt;br /&gt;Claro que minha intenção aqui não é descontruir dois séculos de sociologia/antropologia, mas apenas me ocorre o quão fundamental é que nosso julgamento crítico acerca dos autores tenha sempre em mente a humanidade daquele que escreve, que o fato de ser humano faz de sua obra uma obra humana, repleta de pequenos espelhinhos que refletem em si as idiossincrasias de seu criador, para o bem, e para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não era minha intenção escrever nada disso aqui. Não era esse o assunto. Quando peguei este texto de Lévi-Strauss em mãos e me deparei com este trecho, não pude me conter em dizer "lindo!". Porque entendi que em pouco mais de um parágrafo, ele havia sintetizado a essência do relacionamento inter-humano no que diz respeito a compreensão de que cada um se relaciona com o mundo próprio que cria, mas, sim, isso é bastante, posto que criamos mundos muito semelhantes, já que somos esmagadoramente diferentes &lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;o outro, com o qual não podemos, apesar de tudo, confundir-nos)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; e irremediavelmente iguais &lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;(é preciso somente - e para tanto, o sentimento interno basta - que a síntese decorra da experiência humana)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-1882400439641956052?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/1882400439641956052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/nao-saberemos-jamais-se-o-outro-com-o.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1882400439641956052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1882400439641956052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/nao-saberemos-jamais-se-o-outro-com-o.html' title='Síntese aproximativa da minha realidade'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7580545336872595482</id><published>2009-03-20T11:48:00.004-03:00</published><updated>2009-03-20T13:45:03.374-03:00</updated><title type='text'>Sobre a morte.vida.morte.vida.morte.vida.morte.</title><content type='html'>&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22%22Vivo+de+mim+mesmo%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;"Vivo de mim mesmo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22de+minha+pr%C3%B3pria+cren%C3%A7a%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;de minha própria crença&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22apesar+da+afirma%C3%A7%C3%A3o+de+que+vivo+n%C3%A3o+ser%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;apesar da afirmação de que vivo não ser&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22talvez%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;talvez&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22sen%C3%A3o+um+mero+preconceito.+Basta+que+eu+fale+com+um+homem+%27cultivado%27+qualquer%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;senão um mero preconceito. Basta que eu fale com um homem 'cultivado' qualquer&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22que+tenha+vindo+veranear+na+Alta+Engandina%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;que tenha vindo veranear na Alta Engandina&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22para+convencer-me+de+que+N%C3%83O+vivo.%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;para convencer-me de que NÃO vivo.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22Assim%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;Assim&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22pois+h%C3%A1+um+dever+imperioso+contra+o+qual+se+revolta+at%C3%A9+no+%C3%ADntimo+o+h%C3%A1bito%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;pois há um dever imperioso contra o qual se revolta até no íntimo o hábito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22e%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22mais+ainda%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;mais ainda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22o+orgulho+dos+meus+instintos.+Consiste+este+dever+em+proclamar%3A%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;o orgulho dos meus instintos. Consiste este dever em proclamar:&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22%22" target="_self"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22-+Ouvi-me%21+EU+SOU+ALGU%C3%89M+E%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;- Ouvi-me! EU SOU ALGUÉM E&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22SOBRETUDO%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;SOBRETUDO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a class="hotLink" href="http://www.orkut.com.br/UniversalSearch.aspx?q=%22N%C3%83O+ME+CONFUNDAIS+COM+QUALQUER+OUTRO%21%22%22" target="_self"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#999999;"&gt;NÃO ME CONFUNDAIS COM QUALQUER OUTRO!"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Friederich Nietzsche.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quantas vezes fala-se em morte na vida? Não me refiro a falar sobre os nove tiros que fulano levou à queima-roupa quando chegava na favela do trabalho, nem das pessoas arrastadas, defenestradas, incendiadas, nem demais atrocidades do Jornal Nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Me refiro à morte. Falar sobre morte; vida-morte. Como diz a música &lt;em&gt;"the moment you're born you start dieing, so you might as weel have a good time".&lt;/em&gt; Morte não é o oposto de vida. Não são conceitos antagônicos, tanto quanto complementares. Morte e vida são a mesma laranja (porque falo tanto de laranjas aqui?). São do mesmo fruto, se você morder de uma metade, vai necessariamente morder da outra.&lt;br /&gt;Então, novamente: quantas vezes fala-se em morte na vida? Quem puxa um assunto na mesa de bar: "Então, esses dias estava escrevendo meu testamento, e andei pensando que, se por um acaso eu morrer de alguma doença crônica, vou orientar que me cremem, posto que meus órgãos já não estarão bons pra doação. Já caso eu morra num assalto..." A reação das pessoas ao redor variaria do "estou estupefato" ao "ai meu deus, que nojo", passando por todos os critérios morais e bons cristãos que conformam o pensamento atual. Quem, enfim, vai olhar cara a cara o rosto do morto no caixão, seu avô, sua avó, seu tio, pai, mãe, filho, amigo, chefe, você mesmo, quem olha o rosto da morte de frente?&lt;br /&gt;Dia desses ouvi, sobre uma crítica à psicanálise - e lá vou eu irritar a turba novamente - que ainda se prende à primazia do tabu do incesto, nisso, apoiada por alguma antropologia, que adota o entendimento psicanalítico da produção simbólica do homem. Mas a posição da crítica questionava justamente que o tabu da atualidade não teria referências à sexualidade, pedindo-se inclusive nota para todos os corpos nus e cenas explícitas veiculados por todos os tipos de mídias e formadores de opinião, mas sim, o tabu  da sociedade pós-moderna-de-espetáculo-da-ansiedade é não outro senão a morte. Ela mesma, aquela que está no meio de nós. Não se pode envelhecer, não se pode adoecer, não se pode deteriorar, não, em hipótese alguma, não se pode morrer.&lt;br /&gt;Não é a toa que se produzam tantos "jogos mortais" por hoje em dia. A sombra da nossa alma também precisa se alimentar. E esta pseudo-apolineidade faz com que a cada dia mais crianças sejam defenestradas e arrastadas pelo mundo. Não que isso não houvesse antes. Mas a sombra tem que pipocar em algum lugar. E é sempre assim: tudo a que se nega sua devida expressão, tudo o que se tampona, jorra com muito mais força no primeiro buraco de furo de alfinete que aparecer. E aí, meus amigos, vêm rasgando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque falar de morte aqui? Agora? Hoje? Neste blog? Porque há diálogo, morte e solidão.&lt;br /&gt;Tudo bem, todos os blogs &lt;a href="http://dque.blogspot.com/"&gt;dque&lt;/a&gt; por aí falam do passo-a-passo do dia-a-dia, do cotidiano moroso de cada um. Falo hoje então de morte para falar da minha morosidade, pra falar de algo que me aconteceu - e quem sabe assim ter mais "ouvintes".&lt;br /&gt;Falo de morte, porque quase andei morrendo por este dias. Falar que quase se morreu quando dois dias depois se está lépida e fagueira pode parecer exagero. Mas isso aqui é filosofia estrangeirista, então cabe, posto que a vivência da quase morte - e não me refiro às experiências EQM - a vivência da quase morte é do diâmetro da solidão.&lt;br /&gt;A quase morte neste caso é a ciência de que se está absolutamente sozinho. Sempre há um dito popular para tudo, e alguns ditos deveriam pensar mais sobre si mesmos para ver o que realmente estão falando. Para cá, temos o tal "nasci sozinho e vou morrer sozinho". Verdade. Até certo ponto. Já foi dito antes aqui, neste mesmo batblog, que a experiência é individual e única, que ninguém pode viver a vivência do outro. Isso é uma coisa. Mas pode-se presenciar. Estar presente. Ver. Dar o reconhecimento ao outro a partir do seu olhar. Reconhecer assim a verdade de sua existência. Estar ali. Testemunhar. &lt;em&gt;Witness&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A minha experiência de quase morte - que nem perto de morte real se aproximou - foi a constatação nua de que, sim, se eu morrer agora, aqui, nesse chão, a verdade da minha morte se perderá no tempo, ficaremos eu e minha morte irremediavelmente sozinhas, porque ninguém nunca mais testemunhará que morri.&lt;br /&gt;Morrer sozinho é como se morre. Mas morrer sozinho estando sozinho, e ser descoberto quando começar a festa dos ratos, isso não. Não deve ser nada bom. Nem os suicidas! Sim porque sou convicta de que os suicidas sempre morrem para alguém. Não conheço nenhum suicida que tenha-se desovado num valão pra que ninguém encontrasse seu corpo, e, em o encontrando, não o reconhecesse. O suicida se joga em meio ao trânsito, pendura-se no centro da sua sala, porque ele quer dizer algo. Ele quer que saibam que chega. Acabou. Mas vocês saberão que acabou, e compatilharão com ele o trágico do humano, a presença e o rosto daquela que chega para acolher a todos. Serão as testemunhas de que a roda da vida mais uma vez rodou.&lt;br /&gt;A solidão é inerente ao viver do homem, mas o testemunho do outro é o recurso para o reconhecimento da sua verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasce-se sozinho. Vive-se sozinho. Morre-se sozinho. Mas o bom mesmo é quando sozinhos, temos alguém por perto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7580545336872595482?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7580545336872595482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/sobre-mortevidamortevidamortevidamorte.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7580545336872595482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7580545336872595482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/sobre-mortevidamortevidamortevidamorte.html' title='Sobre a morte.vida.morte.vida.morte.vida.morte.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-4214441122578707253</id><published>2009-03-18T02:51:00.004-03:00</published><updated>2009-03-20T11:48:22.000-03:00</updated><title type='text'>Filosofia dos sentidos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;"Há metafísica bastante em não se pensar em nada"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Filosofia é a teorização abstrata da prática concreta. O pensar nos une e nos separa. O que é o ato de pensar para a natureza humana? E o que é o não pensar? É possível o não pensar? Pensar cartesiano x pensar. Sentir e pensar. Categorias kantianas. Pensamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pensar é diferente de sentir? É possível sentir com o pensamento? Qual é a diferença entre uma reação com pensamento para uma reação sem pensamento? Ou melhor, "vou dar uma porrada nesse fdp!!!" não é um pensamento? Confunde-se talvez pensamento simples com pensamento crítico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pensar é um atributo primário da mente humana?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;cogito ergo sum.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-4214441122578707253?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/4214441122578707253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/filosofia-dos-sentidos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4214441122578707253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4214441122578707253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/filosofia-dos-sentidos.html' title='Filosofia dos sentidos'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-4440140416141419634</id><published>2009-03-13T12:28:00.004-03:00</published><updated>2009-03-13T20:59:43.999-03:00</updated><title type='text'>Arte e confronto com o inconsciente</title><content type='html'>Ao assistir a uma série de apresentações de dança contemporânea dia desses, algo me chamou a atenção em particular. Peculiaridades nas coreografias denunciavam uma certa identidade entre os movimentos, que pareciam ser os hits da contemporâneidade. Claro que, culturalmente isso pode ser visto sob o prisma dos conceitos antropólógicos de contaminação e difusão, mas eu também gosto muito de pensar na influência do &lt;em&gt;zeitgeist &lt;/em&gt;- como vocês bem devem ter percebido, pois já devo ter usado este termo aqui pelo menos umas três vezes. Somo filhos do nosso tempo e o idioma simbólico que utilizamos para traduzir as marés que nos vêm (antes de 2012, mantenho o acento, que adoro) do inconsciente é parcialmente culturalmente definido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, uma das apresentações em específico me fez chegar à seguinte construção: diálogo com o insconsciente sem mediação simbólica é esquizofrenia. Parece que falei o óbvio, o que não deixa de ser. Mas é um óbvio necessário, visto que não parecia tão óbvio para o coreógrafo/bailairino/performer/multi-qualquer-coisa que apresentava sua dança não dançada. Cheguei a isso observando a imensa semelhança da coreografia (?!!) e das performances nas vídeo-instalações - uma moda que deu certo - com trejeitos e atitudes das pessoas com quem trabalhei quando no hospital psiquiátrico. E, neste caso, me refiro às que se tratavam lá, e eventualmente um ou outro que se dizia "tratador". Gritos aleatórios de frases sem sentido. Ecolalias. Inversão do conceito de tempo. Espasmos e estereotipias corporais. Logorréia. Movimentos repetitivos. Qualquer louco que transeuntasse por ali consideraria-o um dos seus. Além disso, todo o projeto esquizofrenizava-se, destituído de continuidade, fosse linear, fosse circular, fosse ondular, fosse a continuidade que fosse, inexistente. Uma apresentação quebrada, fragmentada como a alma de um psicótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando agora por um outro lado, para encontrar minha idéia ali no meio onde parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte pode ser compreendida como um dos muitos possíveis resultados de um encontro com as marés do inconsciente. Ao contrário do que meu avô Sigmund cria, não se trata - é agora que eu apanho - de uma energia sexual reprimida que foi canalizada, redimensionada e redistribuída, ou seja, sublimada, tranformando-se em La Giocondas e em Nonas sinfonias. As imagens pertencem ao inconsciente coletivo, que tem muito mais com o que se preocupar do que apenas sexo, por melhor que seja o sexo. Ele tem a história da humanidade toda pra dar conta, e, quiçá outras histórias, de outras eras, raças, espécies, dimensões, quiçá. Não vou dar aula sobre inconsciente coletivo aqui. Não vou dar aula aqui. Mas de qualquer forma, é preciso clarificar que os influxos inconscientes não se tratam de taras, perversões, bizonhices e afins, que, uma vez reprimidos, insistem em nos assombrar. Não. Isso é apenas um infinitésimo de tudo o que é possível, pois o inconsciente é vida. Com tudo o que deve ter; de bom e de ruim; de grande e de pequeno; de claro e de escuro. Totalidade do humano. E isso cria, é criador, é criativo, é deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim a criatividade humana, da qual uma das expressões é a arte. &lt;em&gt;Pero esto sólo es possible &lt;/em&gt;porque há a mediação do simbólico. Segundo a wikipédia, &lt;em&gt;"O termo símbolo, com origem no &lt;/em&gt;&lt;a title="Língua grega" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega"&gt;&lt;em&gt;grego&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; σύμβολον (sýmbolon), designa um elemento representativo que está (realidade visível) em lugar de algo (realidade invisível)". &lt;/em&gt;O invisível, ou melhor seria, o indizível, é o conteúdo bruto do inconsciente. Para trazê-lo à tona, é preciso representá-lo. É como o presidente da sua empresa, que nunca dá as caras; é o inacessível. Sempre manda um representante falar por ele em seu lugar. É como a hidrelétrica, que torna possível que a água chegue à sua casa na forma de energia elétrica. Na psicose, o que acontece é que, ao acendermos o interruptor, a sala se inunda de água bruta, sem mediação simbólica.&lt;br /&gt;Ok. Pegamos então a infinitude de conteúdos psíquicos, fazemos de alguma forma contato com eles, o símbolo faz a mediação tornando-os legíveis para o ego consciente e &lt;em&gt;bang!&lt;/em&gt;, uma obra de arte! (Ou outra coisa, mas o assunto aqui é arte). Mas o que acontece se o espírito do nosso tempo, manifesto em modismos e alguns críticos de arte, resolver que é bom parecer que não há mediação? Resolver que é bom apenas acumular as idéias que surgem, sem organizá-las, sem forma, só conteúdo, vazão e conteúdo? Acontece isso a que assisti por esses dias.&lt;br /&gt;Posso estar enganada. Pode ser que não seja o zeitgeist, e sim a obra solitária de indivíduos solitários que no seu próprio centro, resolveram fazer arte desta forma. Pode até ser que os críticos compartilhem da minha opinião.&lt;br /&gt;Não importa. O que importa é que isso tudo não tem muito a ver com o tema do blog, que é estrangeirismo. Ou tem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-4440140416141419634?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/4440140416141419634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/arte-e-confronto-com-o-inconsciente.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4440140416141419634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4440140416141419634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/arte-e-confronto-com-o-inconsciente.html' title='Arte e confronto com o inconsciente'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5165600882903807537</id><published>2009-03-10T02:41:00.005-03:00</published><updated>2009-03-11T01:23:45.007-03:00</updated><title type='text'>Radiohead - Creep</title><content type='html'>Uma poesia que nos dá uma ótima dimensão do discurso da ansiedade sobre identidade e estrangeirismo. Fala sobre como pertença, estranhamento e identidade estão inscritos nas relações, que é onde nos constituímos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When you were here before,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quando você esteve aqui antes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Couldn't look you in the eye&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não pude te olhar nos olhos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You're just like an angel,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Você é como um anjo,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Your skin makes me cry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sua pele me faz chorar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You float like a feather&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Você flutua como uma penugem&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;In a beautiful world&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Num mundo belo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I wish I was special&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Eu queria ser especial&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You're so very special&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Você é tão especial&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But I'm a creep,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mas eu sou uma aberração&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm a weirdo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sou um esquisito&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;What the hell am I doin' here?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O que diabos estou fazendo aqui?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I don't belong here&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não pertenço a este lugar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I don't care if it hurts,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não me importa se dói,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I wanna have control&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quero ter controle&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I want a perfect body&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quero um corpo perfeito&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I want a perfect soul&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quero uma alma perfeita&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I want you to notice&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quero que você perceba&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;when I'm not around&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quando eu não estiver por perto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You're so very special&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Você é tão especial&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I wish I was special&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Eu queria ser especial&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But I'm a creep&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mas sou uma aberração&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm a weirdo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sou um esquisito&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;What the hell am I doin' here?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O que diabos estou fazendo aqui?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I don't belong here,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não pertenço a este lugar,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ohhhh, ohhhh&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She's running out the door&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ela está correndo porta afora&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She's running out&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ela está correndo embora&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She runs runs runs runs...runs... runs...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ela corre, corre, corre...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Whatever makes you happy&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O que quer que faça você feliz&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Whatever you want&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O que quer que você queira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You're so very special&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Você é tão especial&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I wish I was special&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Eu queria ser especial&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But I'm a creep, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mas sou uma aberração,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm a weirdo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sou um esquisito&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;What the hell am I doin' here?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O que diabos estou fazendo aqui?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I don't belong here.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não pertenço a este lugar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ouçam a música. Poesias que foram feitas para ser acompanhadas de melodia perdem muito do sentido, quando sozinhas. A melodia que as acompanha faz com que o significado do conjunto penetre na alma, porque nada atinge mais facilmente a alma que uma melodia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É realmente uma letra fantástica. Dizer "eu quero ser especial" é afirmar querer ser diferente, mas um diferente igual ao outro, um diferente espelhado: "você é tão especial". Eu quero ser diferente igual a você, porque sou uma aberração, minha diferença me desloca e não consigo suportar o peso da minha identidade. Isso dói, mas sei que dói também o submergir: "não me importa se dói, quero um corpo perfeito e quero uma alma perfeita". Perfeita, claro, dentro dos padrões da coletividade, e sim, isso também dói, porque fere o desejo de diferenciação da minha alma. Mas não me importa, quero ser especial como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é Radiohead.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5165600882903807537?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5165600882903807537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/radiohead-creep.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5165600882903807537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5165600882903807537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/radiohead-creep.html' title='Radiohead - Creep'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-4289900580471250003</id><published>2009-03-10T00:02:00.003-03:00</published><updated>2009-03-10T02:34:44.862-03:00</updated><title type='text'>Novo conceito: sociedade da ansiedade.</title><content type='html'>Fernando Pessoa era um estrangeirista por excelência. Tão estranhava-se nele mesmo, que foi necessário que criasse outros eus para dar conta do seu estranhamento no mundo. E foi na pele de Alberto Caeiro que escreveu este fantástico estranhamento que lemos um post atrás.&lt;br /&gt;Abram bem os olhos e percebam a nitidez do estrangeirismo em cada verso, em cada estrofe:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Meu olhar é nítido como um girassol&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o que vejo a cada momento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É aquilo que nunca antes&lt;/em&gt; &lt;em&gt;eu tinha visto,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E eu sei dar por isso muito bem...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sei ter o pasmo essencial&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que tem uma criança se, ao nascer,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Reparasse que nascera deveras...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sinto-me nascido a cada momento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para a eterna novidade do Mundo&lt;/em&gt;..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo é uma novidade a todo tempo para o estrangeirista. Há um misto de perda de referências - porque tudo é novo todo o tempo - com um sentimento profundo de pertença que, como fica claro neste Pessoa, chega até nós através dos sentidos: não se pensa no mundo; sabe-se-o.&lt;br /&gt;É muito semelhante ao que encontramos em Lispector, há uns posts atrás, quando ela fala da perfeição das coisas. Não se pensa no mundo porque &lt;em&gt;"O Mundo não se fez para pensarmos nele(Pensar é estar doente dos olhos)Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...", &lt;/em&gt;e estaremos de acordo porque cada coisa é exatamente aquilo que é e deve ser. Sem mais nem menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro poema, Alberto Caeiro fala de como vê o mundo do alto da colina, do centro de sua aldeia, da varanda de sua casa. Me fez pensar que há uma diferença substancial nesse estranhamento que se segue à vida quando o mundo é este mundo de sol, árvore, luar, flores e montes, para o estranhamento que vivemos quando estamos soterrados pela intervenção do homem. Talvez, penso eu cá com meus botões, haja uma perda significativa deste sentimento de pertença que podemos ter com o mundo, quando o mundo é sol, árvore, luar, flores e montes, no mundo que criamos de sóis, árvores, luares, flores e montes sintéticos e digitalizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi falado aqui do fascínio da cidade, deste conceito de cidade, que, continuo afirmando, deve ser a invenção mais bem bolada da humanidade. Acho inclusive possível esse sentimento de pertença se mostrar em comunhão com a cidade. Mas há, cada vez mais, um atropelamento na demanda da cidade que aparece como sintoma no estrangeirismo de quem ainda consegue andar em suspensão e não submergir no caldo nosso de cada dia.&lt;br /&gt;O que eu quero dizer com isso? (Será que um dia eu vou conseguir explicar tudo o que ando dizendo por aqui?) Outro dia conversava eu com um interlocutor de minhas loucuras, e surgiu em mim um pensamento que anotei, com a &lt;em&gt;tag&lt;/em&gt; "escrever sobre isso depois". Tratava-se do conceito - ou pré-conceito, no sentido de que não é um conceito terminado, mas, antes, um esboço de conceito - de "sociedade da ansiedade". Falávamos sobre programas de televisão de 15 minutos, sobre a pressa das pessoas, como coelhos da Alice: "não tenho tempo, estou atrasado!!" Já se falou em sociedade de controle, sociedade de espetáculo, e agora eu digo (com a pouca autoridade que me cabe): a onda do momento é 'sociedade da ansiedade'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Caeiro diz: &lt;em&gt;"(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?) Obedeço-lhe a viver, espontaneamente, Como quem abre os olhos e vê"&lt;/em&gt;,  ele vive o tempo do seu estranhamento, viver espontanemanente o Deus Mundo como se lhe apresenta. O desenrolar da nossa sociedade, que de épocas pra cá assassinou nietzschenianamente seu próprio deus, pensa saber mais de deus do que deus de si próprio, conquanto todo o divino é agora manipulável em laboratório. Fábricas de alma e de emoções humanas, ômessa!&lt;br /&gt;Qual a consequência disso? Nosso estranhamento vira também ansiedade. Onde quer que vá, ando me deparando com o sintoma desta geração: sentem-se sozinhos, atropelados, perdendo tempo, estranhos, incapazes, deprimidos, prostrados, incompreendidos, sozinhos, sozinhos, sozinhos. Os "submersos" parecem reagir a isso com total naturalidade: aceitação. Aceitação do tempo que não é o tempo, mas uma paródia de tempo que passa muito mais rápido do que seria existencialmente saudável - digamos assim. Assim, nem uns nem outros percebem a perfeição lispectoriana do sol, árvore, luar, flores e montes de Pessoa. Aceitar ou estranhar a ansiedade é continuar correndo, apenas cada um em uma direção. Porque estranhar é preciso, mas, novamente, é preciso pertencer também. E pertencer, nao é submergir, mas é, no jogo do estranhamento, saber-se parte deste todo que está fora e dentro ao mesmo tempo. Que se é e que se não é. Que é diferente e é igual. Que eu estranho e que pertenço.&lt;br /&gt;Sem pressa. No tempo do olhar e ver as "&lt;em&gt;cousas&lt;/em&gt;" como elas são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;em&gt;a seguir, uma imagem escrita e musicada de um estrangeirismo ansioso...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-4289900580471250003?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/4289900580471250003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/novo-conceito-sociedade-da-ansiedade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4289900580471250003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4289900580471250003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/novo-conceito-sociedade-da-ansiedade.html' title='Novo conceito: sociedade da ansiedade.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-4793502569399891000</id><published>2009-03-05T10:53:00.002-03:00</published><updated>2009-03-05T11:31:48.967-03:00</updated><title type='text'>Fernando Pessoa</title><content type='html'>Alguém que carrega o título de "pessoa" já no próprio nome, nunca poderia furtar-se a viver a humanidade de se ser humano.&lt;br /&gt;Aí está um Pessoa para ser comentado em breve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Guardador de Rebanhos&lt;/strong&gt; - (1911-1912)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O meu olhar é nítido como um girassol.&lt;br /&gt;Tenho o costume de andar pelas estradas&lt;br /&gt;Olhando para a direita e para a esquerda,&lt;br /&gt;E de vez em quando olhando para trás...&lt;br /&gt;E o que vejo a cada momento&lt;br /&gt;É aquilo que nunca antes eu tinha visto,&lt;br /&gt;E eu sei dar por isso muito bem...&lt;br /&gt;Sei ter o pasmo essencial&lt;br /&gt;Que tem uma criança se, ao nascer,&lt;br /&gt;Reparasse que nascera deveras...&lt;br /&gt;Sinto-me nascido a cada momento&lt;br /&gt;Para a eterna novidade do Mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio no Mundo como num malmequer,&lt;br /&gt;Porque o vejo. Mas não penso nele&lt;br /&gt;Porque pensar é não compreender...&lt;br /&gt;O Mundo não se fez para pensarmos nele&lt;br /&gt;(Pensar é estar doente dos olhos)&lt;br /&gt;Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...&lt;br /&gt;Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.&lt;br /&gt;Mas porque a amo, e amo-a por isso,&lt;br /&gt;Porque quem ama nunca sabe o que ama&lt;br /&gt;Nem sabe por que ama, nem o que é amar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é a eterna inocência,&lt;br /&gt;E a única inocência não pensar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há metafísica bastante em não pensar em nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que penso eu do mundo?&lt;br /&gt;Sei lá o que penso do mundo!&lt;br /&gt;Se eu adoecesse pensaria nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que idéia tenho eu das cousas?&lt;br /&gt;Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?&lt;br /&gt;Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma&lt;br /&gt;E sobre a criação do Mundo?&lt;br /&gt;Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos&lt;br /&gt;E não pensar. É correr as cortinas&lt;br /&gt;Da minha janela (mas ela não tem cortinas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!&lt;br /&gt;O único mistério é haver quem pense no mistério.&lt;br /&gt;Quem está ao sol e fecha os olhos,&lt;br /&gt;Começa a não saber o que é o sol&lt;br /&gt;E a pensar muitas cousas cheias de calor.&lt;br /&gt;Mas abre os olhos e vê o sol,&lt;br /&gt;E já não pode pensar em nada,&lt;br /&gt;Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos&lt;br /&gt;De todos os filósofos e de todos os poetas.&lt;br /&gt;A luz do sol não sabe o que faz&lt;br /&gt;E por isso não erra e é comum e boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metafísica? Que metafísica tem aquelas árvores?&lt;br /&gt;A de serem verdes e copadas e de terem ramos&lt;br /&gt;E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,&lt;br /&gt;A nós, que não sabemos dar por elas.&lt;br /&gt;Mas que melhor metafísica que a delas,&lt;br /&gt;Que é a de não saber para que vivem&lt;br /&gt;Nem saber o que não sabem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Constituição íntima das cousas"...&lt;br /&gt;"Sentido íntimo do universo"...&lt;br /&gt;Tudo isso é falso, tudo isto não quer dizer nada.&lt;br /&gt;É incrível que se possa pensar em cousas dessas.&lt;br /&gt;É com pensar em razões e fins&lt;br /&gt;Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores&lt;br /&gt;Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar no sentido íntimo das cousas&lt;br /&gt;É acrescentado, como pensar na saúde&lt;br /&gt;Ou levar um copo à água das fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único sentido íntimo das cousas&lt;br /&gt;É elas não terem sentido íntimo nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em Deus porque nunca o vi.&lt;br /&gt;Se ele quisesse que eu acreditasse nele,&lt;br /&gt;Sem dúvida que viria falar comigo&lt;br /&gt;E entraria pela minha porta dentro&lt;br /&gt;Dizendo-me, &lt;em&gt;Aqui estou!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Isso é talvez ridículo aos ouvidos&lt;br /&gt;De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,&lt;br /&gt;Não compreende quem fala delas&lt;br /&gt;Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se Deus é as flores e as árvores&lt;br /&gt;E os montes e sol e o luar,&lt;br /&gt;Então acredito nele,&lt;br /&gt;Então acredito nele a toda hora,&lt;br /&gt;E a minha vida toda é uma oração e uma missa,&lt;br /&gt;E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se Deus é as árvores e as flores&lt;br /&gt;E os montes e o luar e o sol,&lt;br /&gt;Para que lhe chamo eu Deus?&lt;br /&gt;Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;&lt;br /&gt;Porque, se ele se fez, para eu o ver,&lt;br /&gt;Sol e luar e flores e árvores e montes,&lt;br /&gt;Se ele me aparece como sendo árvores e montes&lt;br /&gt;E luar e sol e flores,&lt;br /&gt;É que ele quer que eu o conheça&lt;br /&gt;Como árvores e montes e flores e luar e sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso eu obedeço-lhe,&lt;br /&gt;(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?)&lt;br /&gt;Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,&lt;br /&gt;Como quem abre os olhos e vê,&lt;br /&gt;E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,&lt;br /&gt;E amo-o sem pensar nele,&lt;br /&gt;E penso-o vendo e ouvindo,&lt;br /&gt;E ando com ela a toda hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;em&gt;degustem...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-4793502569399891000?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/4793502569399891000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/fernando-pessoa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4793502569399891000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/4793502569399891000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/fernando-pessoa.html' title='Fernando Pessoa'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-1936919765510039840</id><published>2009-03-04T01:33:00.004-03:00</published><updated>2009-03-04T02:33:02.663-03:00</updated><title type='text'>Nota mental: Pseudocompartilhar a solidão.</title><content type='html'>Todos os suicídios da história da humanidade, asseguro-vos-lho, foram cometidos por solidão. A incomensurável solidão de se suportar a realidade.&lt;br /&gt;Existem várias maneiras de se estar sozinho, mas, ao que parece, o estar sozinho com alguém por perto é infinitamente melhor para qualquer ser humano. Porque a solidão da realidade é inevitável. Ninguém passará pela sua vida por você. Ninguém sentirá o pisão no seu pé, a agulhada no seu braço. Sentir a realidade é um ato exclusivamente egoísta. Mas, novamente, ao que parece, quando há alguém com quem pseudo-compartilhar (isso é com ou sem hífen agora???) viver fica razoavelmente mais fácil.&lt;br /&gt;Este é o fundamento, incluisve, destas mequetrefas cibernéticas que espalham-se como filhos de rato pela internet: blogs, fotologs, twitters, orkuts, hi5's e adjascências. Talvez até num desespero consumista da sociedade de espetáculo: quanto mais gente souber da minha vida, melhor! Mas o fato é que, em maior ou menor grau a necessidade de compartilhar o incompartilhável se faz notar em todos, em todo tempo, em todo lugar.&lt;br /&gt;Compreender a idéia de se estar irremediavelmente sozinho requer um esforço sobrehumano (acho que tinha hífen...) e, na maioria esmagadora dos casos, é algo tão insuportável que a isso não se reserva um canto sequer do pensamento.&lt;br /&gt;Qual não é o paradoxo: a solitude absoluta é, ao mesmo tempo o insuportável e o inerente inevitável da existência!&lt;br /&gt;Algumas pessoas são menos sozinhas, outra mais. A conclusão que chego é que quanto maior o reconhecimento da solidão existencial, mais real ela se torna. Quanto mais se nega, menos sozinho se está. Que ironia esta da realidade, favorecer aqueles que negam sua verdade. Assim, mede-se a felicidade de um sujeito pelo número de amigos que tem adicionado no orkut. Ou por quantas vezes seu celular recebe sms's num dia. Ou por quantas pessoas ele cumprimenta ao chegar sozinho na balada. E a solidão de existir, onde fica? E o tempo para sentir? Sim, porque, quando estamos envolvidos nas realidades alheias, quando é que vamos sentir o pisão no nosso pé, a agulhada no nosso braço?&lt;br /&gt;Um transeunte pode me perguntar: mas, e aí, isso é bom? Por que é preciso sentir a solidão da realidade? Reposta: não, não é bom. Chega a ser ruim. É, na verdade, esmagador. Não há ninguém com quem contar. Irremediavelmente sozinhos. E, como diria o cartão, precisar, não precisa. Mas se um dia chegardes a saber quem és, passarás inevitavelmente por isso, caro amigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-1936919765510039840?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/1936919765510039840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/nota-mental-pseudocompartilhar-solidao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1936919765510039840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/1936919765510039840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/nota-mental-pseudocompartilhar-solidao.html' title='Nota mental: Pseudocompartilhar a solidão.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-7236416015750832834</id><published>2009-03-02T14:53:00.004-03:00</published><updated>2009-03-02T19:47:06.158-03:00</updated><title type='text'>Filosofar é estrangeiro</title><content type='html'>&lt;em&gt;E será isso então o filosofar? Criar para si mesmo uma filosofia própria que o retire da similitude, que lhe forneça sua própria cosmovisão, e que diga: "eis o mundo, é assim que se me apresenta, e é a mim, sozinho, que comunica esta realidade peculiar, que não é de mais ninguém, senão minha!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se ninguém mais puder compartilhar do que eu sinto? E se for eternamente impossível que alguém compreenda o que se passa comigo? E se, quanto mais infurnada na minha realidade pessoal, mais distanciada de vivenciar algo coletivamente? Sozinha, para todo o sempre? Esse é o destino do meu estranhamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço do filosofar é a solidão, então. O retraimento social. Mais: a rejeição! Porque não é só você que se sente insuportavelmente diferente dos outros, mas os outros, estes alheios tão estranhamente iguais entre si, não suportarão existir ao seu lado, tamanha é a distância daquilo que você diz para aquilo que te escutam dizer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na filosofia deste lado da laranja estamos fartos de belos exemplares do estrangeirismo existencial na sua mais solitária e enlouquecedora forma, a quem o populacho costuma labelar "louco", "excêntrico", "negativista", "maníaco", "sifílico", "estranho"... bom, quanto ao "estranho", nisso estavam certos, embora o populacho - que é uma palavra da qual eu muito me apeteço, sem vergonha de repetí-la - nunca faça noção da dimensão da estranhetude de um estrangeirista.&lt;br /&gt;Nesse quesito, não há maior estrangeirismo que o nietzscheniano. Se Sartre é o patrono do estrangeirismo existencial, Nietzsche é o pai, a mãe, o coração e o próprio conceito nele mesmo. Nietzsche é sozinho naquilo que enxerga, e a imensidão desse ver o levou ao total distanciamento da realidade compartilhada. É o próprio Zaratustra no meio da praça! - Aliás, deve haver algo com as praças, para serem locais tão propícios às manifestações de estrangeirismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche quer que um super-homem venha nos restituir a glória, mudando como um deus o rumo da história, porque em meio a comunidade humanoide, não há salvação para a diferenciação. Se mataram o próprio Deus deles, de quem foram criados à imagem e semelhança, que hão de fazer com aqueles que somos estrangeiros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-7236416015750832834?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/7236416015750832834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/e-sera-isso-entao-o-filosofar-criar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7236416015750832834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/7236416015750832834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/03/e-sera-isso-entao-o-filosofar-criar.html' title='Filosofar é estrangeiro'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-8015884165652346855</id><published>2009-02-26T12:42:00.002-03:00</published><updated>2009-02-26T13:57:58.624-03:00</updated><title type='text'>Estranhamentos de carnaval</title><content type='html'>Não é estranha a força que tem a nossa necessidade de dividir nossa alma com o outro? Sem isso, nos sentimos incompletos, despersonalizados, eu diria. Aí está o fundamento do amor: dividir aquela imensidão que somos, com outro que nos ajude a carregar toda a nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é meu tema, meu tema é a existência.&lt;br /&gt;Toda essa vida em festa que transborda nos dias de carnaval só me faz pensar em existência, na solidez da cidade, no estar ali, na antropologia do que vejo.&lt;br /&gt;Já de início, a estrutura da cidade - não de alguma cidade especificamente, mas o conceito de cidade, que é uma das coisas mais bem boladas da humanidade - nos convida incessantemente a estranhá-la e naturalizá-la, numa roda em eterno movimento de estrangeirismo e pertença. O estar ali pode nos tomar momentaneamente numa onda de contaminação psíquica, e por algum tempo nos sentiremos parte da coletividade. Mas logo o chão da cidade, um grupo de foliões e sua alegria tresloucada, as fantasias, um prédio antigo, logo algo apresentar-se-à a nós com estranhamento, como algo que, antes de ser simplesmente o que é, é um fenômeno extremamente complexo, contextualizado, com intrincadas variáveis históricas, geográficas, antropológicas, arquetípicas, psicológicas, sociais, etc, etc, etc. (E você achando que estava apenas pulando carnaval...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estranhamento de uma cidade é tão denso que penso podê-lo cortar com uma faca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deparei-me então com Clarice Lispector:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A Perfeição&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que me tranqüiliza&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;é que tudo o que existe,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;existe com uma precisão absoluta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não transborda nem uma fração de milímetro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;além do tamanho de uma cabeça de alfinete.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tudo o que existe é de uma grande exatidão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pena é que a maior parte do que existe&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;com essa exatidão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;nos é tecnicamente invisível.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O bom é que a verdade chega a nós&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;como um sentido secreto das coisas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nós terminamos adivinhando, confusos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;a perfeição."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Olhar para a cidade e perceber a exatidão da existência de tudo. Se somos simplesmente tomados pelo burburinho de todos os dias, indo e vindo, como havemos de enxergar a perfeição (ou, &lt;em&gt;sobre como as coisas são -&lt;/em&gt; porque são exatamente o que devem ser)? Somente em suspensão podemos olhar-receber o sentido secreto das coisas. Suspenda esse &lt;em&gt;modus vivendi &lt;/em&gt;de olhar e não ver. Suspenda achar que é natural. Suspenda seu &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; diário. Não, nada é óbvio, não é lógico, ninguém pensa exatamente como você, e sim, vc é um elemento microscópico em meio a imensidão da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, é preciso dividir nossa existência. É preciso ocupar nossa vida com o dia-a-dia para que o estrangeirismo não nos enlouqueça.&lt;br /&gt;Infelizmente, para alguns, ele nos segue, estejamos onde estivermos, a sensação de estranhar é o Sancho Pança da nossa loucura.&lt;br /&gt;Mas, que assim o seja: antes o enlouquecimento da suspensão que a dissolução do desapercebimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-8015884165652346855?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/8015884165652346855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/02/estranhamentos-de-carnaval.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8015884165652346855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/8015884165652346855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/02/estranhamentos-de-carnaval.html' title='Estranhamentos de carnaval'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-5823931227219915212</id><published>2009-02-19T13:16:00.008-03:00</published><updated>2009-02-23T16:23:31.589-03:00</updated><title type='text'>Estrangeirismo no corpo.</title><content type='html'>Imagine-se um feto. Quieto. Imerso. Confortável. Aparentemente seguro. Literal e metaforicamente boiando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora imagine que, sem menos esperar, uma forte pressão começa a te mover para baixo, mais pressão, mais pressão. Dor. Do conforto da imersão para o esforço de respirar. Do líquido ameno para pressão, dor, temperatura. Da escuridão para a luz. Do silêncio sussurante para o som do choro. Desespero. O que é isso?! O mínimo que você pode fazer neste momento é estranhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que é este o momento no qual o estranhamento se inscreve no corpo - porque tudo antes de mais nada se inscreve no corpo. Agora, você é um estrangeiro, acabado de chegar. Antes você pertencia a um corpo que agora não te pertence mais, e passar-se-ão alguns meses até que você desconfie que você é diferente. Um estranho, alheio, um estrangeiro. Existe então um outro. Outro este que não sou eu, corpo outro que não o meu. E ainda: meu corpo estranha o mundo que não sou eu. E o que sou eu também. Fome, dor, calor, frio, luz, barulhos mis, o que é tudo isso que não está em mim, estando em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes o corpo estranha o próprio corpo: fome, frio, calor, dor e cansaço, como se fossem corpos estranhos invadindo a corporeidade na qual habitamos. Estranhamos também o corpo do outro. Observar um corpo que não o seu provoca invariavelmente sensações de estranhamento, de curiosidade, de epistemofilia. Querer conhecer aquele corpo estranho que é, a um só tempo, tão igual e tão diferente do meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que o estrangeirismo é uma experiência universal da humanidade, porque se increve na construção da identidade pelo corpo. Talvez a melhor definição que já tenha se me apresentado sobre o estrangeirismo no corpo seja a náusea sartreana - eu talvez me arriscasse até a elegê-lo como o patrono do estrangeirismo existencial. Sartre foi felicíssimo ao sentar-se na praça e sentir no centro de seu corpo a viscosidade de uma raiz. Náusea é realmente uma ótima definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A náusea sartreana é a sensação do estrangerismo da realidade. Pergunta-se: o que é real? e a não-resposta sente-se no próprio corpo. Mas nem só de estranhamento vive o corpo. O corpo também vive o sentimento de identidade, de pertença. Experimente ir ao show da sua banda favorita, com quarenta mil pessoas assistindo; ou ir a um bloco de carnaval no Rio; ou abraçar uma árvore, uma vaca. Pertença. Sente-se-a bem no meio do peito. E, ao contrário de na náusea, aqui a realidade é bastante clara. Onírica, mas clara. Sim, clara sim, porque, ao identificar-se você percebe-se como real. É como ter um espelho de São Tomé: eu me vejo, logo creio que existo. E sim, onírica sim, porque a sensação de total pertencimento no corpo remete àquela situação paradisíaca que descrevíamos no início do texto, e que nunca mais será revivida integralemente como era. O total pertencimento não é real, embora a sensação de realidade seja mais forte. O estranhamento nauseabundo é real, embora justamente descontrutor da realidade que se propõe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-5823931227219915212?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/5823931227219915212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/02/estrangeirismo-no-corpo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5823931227219915212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/5823931227219915212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/02/estrangeirismo-no-corpo.html' title='Estrangeirismo no corpo.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-2549198170770931897</id><published>2009-02-16T18:59:00.006-03:00</published><updated>2009-02-17T00:10:57.681-03:00</updated><title type='text'>Mais do mesmo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/SZni5F-CkYI/AAAAAAAAABI/B980izB6Mts/s1600-h/contato+visual.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303519506688283010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 442px; CURSOR: hand; HEIGHT: 149px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/SZni5F-CkYI/AAAAAAAAABI/B980izB6Mts/s320/contato+visual.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais do mesmo. É uma possibilidade de ser, ser mais do mesmo. Se perder em meio a todos os rostos da multidão. Mas quem há de julgar se, de súbito, o estranhamento nos açoitar pelas costas e então... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;separarmo&lt;/span&gt;-nos? Ora, mas todos irão, claro!!!!! Originalmente, não fomos criados (no sentido de educação e não de intencionalidade da criação divina!) para, estranhando, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;diferenciarmo&lt;/span&gt;-nos. A horda dependia disso. O totem dependia disso. O sistema depende disso. Não estamos fazendo nada de novo. Estamos apenas fazendo de novo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A não ser o estranhar, o estranhar é sempre novo, porque é único e individual. Ninguém estranha como eu. E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vice&lt;/span&gt;-versa. A grande sacada deste jogo é que o mesmo estranhamento que foi fundamental para a invenção da roda, o domínio do fogo, o surgimento da escrita cuneiforme, é o mesmo estranhamento que não pode ser inscrito na individualidade. Porque aí jaz a separação, a diferenciação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ser mais do mesmo é o apelo midiático - e, como li em uma outra estrangeira, a mídia de todos os tempos, da criação do mundo, da antiguidade clássica, da globalizada - "sejamo-nos!" Mas, ao invés de malhar este Judas, há que se convir: ser humano, demasiadamente humano é um processo essencialmente humano. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou hão de pensar que os caminhos tomam o viés que tomam simplesmente à contragosto de toda a humanidade? Nada pode se furtar ao &lt;em&gt;zeitgeist&lt;/em&gt;. Somos frutos de nosso tempo, e se havemos de estranhar, estranhamos aquilo que nos é dado a estranhar. Estranha afirmação em tempos em que tanto se fala em liberdade, não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos voltemos então ao existencialismo: nossa liberdade é liberdade de escolher entre as opções que nos são dadas, certo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Mito de ER: escolhemos em vida o que fazer com os caminhos possíveis dentro do destino que já havemos escolhido - e esquecido - antes mesmo de encarnarmos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ainda, o Deus judaico-cristão: nos permite o livre arbítrio dentro de seus desígnios. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imagino que estas três últimas afirmações venham a gerar polêmica entre tal ou qual estranhador - e que assim o seja, do contrário estranhadores não seriam - mas não pretendo me prolongar segundo a mais em qualquer uma delas; meu assunto é o estrangeirismo. Chegamos a isso porque falávamos do que nos é dado a estranhar. Não se ofendam, liberdadeiros de plantão, mas a total liberdade é uma falácia. E que bom que o seja!! Imaginem, ter a total falta de referência para escolher absolutamente qualquer coisa no mundo, como aparentemente os comerciais de celular e refrigerantes nos querem fazer crer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que pareço estar cada vez mais divagando, afastando-me do estranhamento, mas é justamente ele que me faz buscar cada vez mais longe as idéias para falar sobre si; o estranhamento provoca uma sobreflexão de si mesmo, e quanto mais nos afastamos das terras conhecidas, mais nos familiarizamos com nossa estrangeiridade. Dito isto, é assim que fui a todos estes lugares ideáticos para trazer a afirmação: o estrangeirismo é um mecanismo de regulação social. De maneira: imaginem agora se todos fossem iguais? Imaginem agora se todos fossem diferentes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em verdade, em verdade vos digo, o estrangeirismo existencial é um fenômeno exclusivamente individual, que só pode ser sentido cada um em si, considerando a inexistência factual de uma identidade única absoluta entre duas ou mais pessoas; e é ainda um fenômeno social idiossincrático, considerando a massificação de identidade que ocorre em todo grupo social.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-2549198170770931897?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/2549198170770931897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/02/mais-do-mesmo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2549198170770931897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/2549198170770931897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/02/mais-do-mesmo.html' title='Mais do mesmo.'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/SZni5F-CkYI/AAAAAAAAABI/B980izB6Mts/s72-c/contato+visual.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1495536734475401220.post-70958320638308559</id><published>2009-02-16T17:30:00.005-03:00</published><updated>2009-03-04T02:34:20.868-03:00</updated><title type='text'>Estrangeirismo</title><content type='html'>Estrangeirismo. Extranjero. Étranger. Étrange. Strange. Stranger. Estranho.&lt;br /&gt;Platão, pai da filosofia como nós a conhecemos desta metade da laranja, vê no estranhamento a origem da filosofia. O Homem começa a filosofar porque sente este estranho estranhamento do mundo. Eros é quem filosofa, esse daimon do intermédio que está entre a sabedoria e a falta de recursos. Eros é impulsionamento, e se não lhe houvesse a falta, não lhe haveria o movimento.&lt;br /&gt;Por outro lado, temos a já enxovalhada frase que afirma que "o Homem é um ser gregário". Vivemos no outro. Nos constituímos no jogo de identificação e diferenciação com o outro. No olhar do outro. No toque.&lt;br /&gt;É preciso estranhar. Mas é preciso pertencer também. A solidão é um tema arquetípico dos mais densos, e pertence ao mundo do estranhamento, da não pertença, do estrangeirismo em todo lugar. Quantas pessoas devem sentir-se assim em todo mundo, estrangeiras em qualquer lugar? "Eu não sou daqui, marinheiro só", deve chamar-se a nova síndrome. Se é que é síndrome. E ainda mais: se é que é nova. &lt;em&gt;Don't think so...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A mim não interessa classificar, enquadrar, medicar, remediar, solucionar, ou o que quer que se possa fazer com isso. A mim interessa a existência. A vivência de se estar sozinho na multidão. De ser um ilustre desconhecido, de estranhar cada momento, cada lugar, de ser alienígena, de não pertencer. Ponham-se todos a filosofar agora então, todos aqueles que se sentem tão fora, tão &lt;em&gt;ex-cêntricos&lt;/em&gt;, ponham-se a filosofar!!!! Seremos muitos? Ou não encheríamos um caderno universitário?&lt;br /&gt;Um exército de roupas pretas e expressão blasè, ou meia dúzia de gatos pingados e escaldados, estupefatos diante do resto do mundo? Quantas Eleanor Rigby e quantos Father Mckenzie hão de haver por aí? Se suas histórias tivessem sido aprofundadas, certamente descobriríamos o motivo de tanta solidão: o estrangeirismo existencial - sim, sou dada a neologismos e a cunhar novas expressões.&lt;br /&gt;Estranhamento é o meu tema. E o maravilhamento que vem após. Apenas o estranhamento nos permite perceber o mundo na dimensão do maravilhoso, do genial, do criativo. Fora disso, tudo é comum, normal, corriqueiro. Sem sal. Mas tem seu preço. Perceber-se fora de contexto, alheado, deslocado, esse é o preço. O quanto de deslocamento pode uma pessoa suportar? Em uma hora, em um dia ou por toda a vida? Quanto tempo pode uma pessoa viver tendo a si mesma por referencial? Fazer suas próprias escolhas, eis o desafio, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E será isso então o filosofar? Criar para si mesmo uma filosofia própria que o retire da similitude, que lhe forneça sua própria cosmovisão, e que diga: "eis o mundo, é assim que se me apresenta, e é a mim, sozinho, que comunica esta realidade peculiar, que não é de mais ninguém, senão minha!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495536734475401220-70958320638308559?l=estrangeirismoaonde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/feeds/70958320638308559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/02/estrangeirismo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/70958320638308559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1495536734475401220/posts/default/70958320638308559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estrangeirismoaonde.blogspot.com/2009/02/estrangeirismo.html' title='Estrangeirismo'/><author><name>Miss Condessa de Alpar-Gatas Domitila Cute Lil Kitty de Orleans e Bragança Krieger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00991556483812653875</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_cnfvU6WkxNA/Sa1j08mYIqI/AAAAAAAAABU/-IKO409StYI/S220/gata.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
